quarta-feira, 10 de junho de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
Matéria avassaladora
Almir
Pazzianotto Pinto
O jornal O Estado prestou excelente serviço ao País com edição especial no sábado, 21 de março, de caderno dedicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob o título Escândalos turvam a imagem da Corte.
O Caderno A1 estampa, sob o título
Desconfiança no STF atinge auge e chega a 60% após caso Master, fotografias dos
atuais dez ministros com os respectivos porcentuais positivos, negativos ou
abstenções.
O grosso da matéria vem no caderno especial,
com nutridas informações sobre o desempenho do STF e dos respectivos ministros,
destacando-se o texto subscrito pelo jornalista Wesley Galzo, intitulado
Mendonça tem melhor avaliação e Toffoli é o mais rejeitado.
O centenário Estadão é conhecido e respeitado
pela seriedade com que faz jornalismo. Ao publicar com detalhes a reportagem
escancarou a crise que já se vislumbrava, atingindo em cheio o Tribunal
conhecido também como Suprema Corte, responsável pela defesa precípua da
Constituição, como expressamente diz o artigo 102 da Lei Fundamental.
Segundo a detalhada matéria, a defesa da Lei
Superior não se encontra em boas mãos. Dos dez ministros pesquisados, nove têm
imagem negativa diante da opinião pública.
Dentre eles escapa apenas a pessoa do ministro André Mendonça, com 43%
de aprovação, ou imagem positiva, e 36% de rejeição, ou imagem negativa. O
ministro Dias Toffoli encabeça o rol dos reprovados, com 81% de rejeição e
apenas 9% de aprovação.
Conhecidos os fatos e examinados os números de
maneira cuidadosa, devemos concluir que a situação do STF, perante a opinião
pública, se tornou de algum tempo para cá desfavorável. Com 135 anos de vida, a
nossa mais alta Corte deveria servir de modelo para os tribunais inferiores,
pela conduta sóbria e comportamento exemplar dos integrantes. Talvez esteja eu
enganado, mas a transmissão de sessões pela televisão foi decisiva para que S.
Exas. perdessem a compostura, abandonassem o comportamento respeitoso e sereno,
passando a fazer da leitura dos votos, e de debates em plenário, espetáculos teatrais
de exibicionismo, incompatíveis com a conduta que se exige de magistrados.
O caso do Banco Master, com a figura mafiosa
de Daniel Vorcaro ocupando todos os espaços da mídia, acrescentou letal
ingrediente à crise do STF. A imprensa, sem exceção, passou a associar o
ministro Dias Toffoli ao personagem Vorcaro e suas ramificações. Impeachment
imediato de Toffoli é defendido por 49,3% (dos consultados), diz matéria
assinada por Hugo Henud e Juliano Galisi (Especial E6).
Não bastasse tudo isso, fatos indecorosos,
relacionados ao mesmo assunto, passaram a envolver esposas e filhos de
ministros, acusados de tráfico de influência, com arrebanhamento de clientela e
milionários contratos de honorários, em visível desacordo com o que se pratica
habitualmente no mercado.
O Brasil não deve e não pode ter o Supremo Tribunal Federal nas condições de desprestígio em que hoje se encontra. Os fatos são conhecidos e documentados. Não há como colocá-los em questão. Reputação ilibada passou a ser mera figura de retórica.
Pelo volume,
o caso do Banco Master é único na história. Não se conhece alguém que, como
Daniel Vorcaro, tenha ficado bilionário em tão rápido espaço de tempo, burlando
a fiscalização do Banco Central.
Embora 49,3%
dos entrevistados tenham se manifestado de maneira favorável ao imediato
impeachment de ministro Dias Toffoli, o problema não me parece tão simples assim.
Quem ocuparia a sua vaga? A indicação do substituto é prerrogativa exclusiva do
presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. Para dizer o mínimo, S.Exa.
tem errado nas indicações. Tudo indica que continuaria a errar, fazendo
prevalecer os seus interesses, ou os interesses do seu partido, sobre os
interesses do Poder Judiciário e da Nação.
Todo esse
imbróglio seria evitado se o Senado Federal não se deixasse corromper, e
cumprisse rigorosamente o seu poder de fiscalização (Constituição, art. 101,
parágrafo único)
Advogado. Foi Ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho.
Uma religião terrena.
Silas Feitosa.
Um exemplo disso é o apoio que o movimento concede ao
radicalismo autocrático do Irã, que massacra homossexuais e mulheres, dois
grupos que a esquerda afirma defender. Essa contradição é percebida por pessoas
que raciocinam de forma linear, o que não é o caso dos adeptos da esquerda, que
pensam em outros termos.
Para eles, o maior inimigo são os valores transcendentais do
cristianismo, que se opõem aos valores puramente terrenos defendidos pelo
movimento. O povo judeu, por integrar o conjunto das promessas escatológicas
bíblicas, é incluído nesse contexto e, por isso, torna-se igualmente alvo de
aversão. Logo, quaisquer outros interesses do movimento que entrem em conflito
com essa estratégia global são solenemente sacrificados em nome de um objetivo
maior.
Essa rede global esquerdista possui uma organização
extraordinária, que abrange desde simples militantes — geralmente usados como
massa de manobra que mal compreende os objetivos centrais — até grupos de
mídia, grandes organizações filantrópicas, corporações empresariais e forças
políticas de alcance global. Essa dinâmica remete à visão que o diabo mostrou a
Jesus no topo do monte: “Se me adorares, tudo isso que vês será teu”
Ou, como afirma outro texto bíblico: “O mundo jaz no
maligno”. Por essa razão, todo líder que se opõe a essa gigantesca máquina de
corrupção da alma é odiado. O próprio Jesus reconheceu a força avassaladora
desse inimigo ao dizer que, “se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma
carne se salvaria”.
Quando vejo líderes como Trump serem hostilizados por parte
da opinião pública internacional, por ter a coragem de enfrentar esse sistema e
chamá-lo pelo nome, compreendo que este é o único caminho para quem realmente
decidiu não se curvar.
Silas Feitosa
André Mendonça pode resgatar a credibilidade do STF
quinta-feira, 4 de junho de 2026
PCC e Comando Vermelho agora são organizações terroristas
O governo americano classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais, enquanto, por aqui, políticos e partidos de esquerda discordam da medida. Enquanto estes afirmam que se trata de uma violação da soberania nacional, o secretário de Justiça de Minas Gerais, Rogério Greco, apoia a decisão dos EUA.
Segundo ele, essas facções operam em diversos países, financiam atividades ilícitas transnacionais e impõem o terror a populações inteiras. É coisa antiga. Em maio de 2006, ataques coordenados pelo PCC incendiaram mais de 90 ônibus e depredaram prédios da polícia e do Corpo de Bombeiros, culminando na morte de 132 pessoas. No mesmo período, os confrontos nas periferias de São Paulo resultaram em mais de 500 mortes. Anos depois, em 2017, o PCC invadiu alas da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo e executou cruelmente 33 detentos de facções rivais.
Diante desse histórico, Rogério Greco justifica a postura americana argumentando que, quando uma facção que domina territórios expulsa os moradores, fecha comércios, incendeia ônibus, executa pessoas e impõe regras à sociedade por meio do medo, está, por definição, praticando atos de natureza terrorista. Para o secretário, os milhões de brasileiros submetidos diariamente a essa realidade sabem muito bem o que é viver sob o terror.
Tem mais: a doutrina de segurança dos EUA prioriza a neutralização de qualquer ameaça que afete a estabilidade interna e a segurança de seus cidadãos. Como o governo americano identificou a atuação do PCC e do Comando Vermelho em 12 estados de seu próprio território, a decisão de Washington é correta.
Combater agressivamente esses grupos é uma resposta natural de defesa e, diante da expansão do crime organizado, é a própria soberania dos Estados Unidos que está sendo ameaçada.
Vicente
Lino.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
STF é citado 7 vezes em relatório dos EUA que propõe tarifaço ao Brasil.
John Lucas.
A conclusão da investigação levou o órgão a propor à Casa
Branca a aplicação de tarifas sobre diversos produtos brasileiros, com exceções
materiais de caráter informativo, doações, bagagens trazidas por viajantes,
mercadorias já sujeitas a outras tarifas americanas e itens específicos
listados pelo governo dos EUA.
O STF aparece no relatório em dois contextos: nas críticas a
decisões judiciais envolvendo plataformas digitais no Brasil e na análise sobre
o enfraquecimento de processos anticorrupção ligados à Operação Lava Jato. Na
parte sobre comércio digital, o USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram
ordens sigilosas para que empresas americanas removessem conteúdos políticos e
suspendessem perfis, inclusive de residentes nos Estados Unidos.
O relatório cita a decisão do STF do ano passado que
declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet.
Esse dispositivo previa que plataformas digitais só poderiam ser
responsabilizadas civilmente por publicações de terceiros depois de ordem
judicial específica para a remoção do conteúdo. Na avaliação do USTR, a decisão
ampliou a insegurança jurídica para empresas de tecnologia e passou a
pressionar as plataformas digitais a escolher entre correr o risco de serem
responsabilizadas por conteúdos publicados por usuários ou remover
preventivamente materiais que poderiam ser lícitos, podendo gerar casos de
censura prévia.
O documento também menciona as decisões judiciais que
afetaram diretamente empresas americanas. O USTR lembra o bloqueio do X no
Brasil em 2024, após a plataforma se recusar a remover conteúdo por ordens do
ministro Alexandre de Moraes e a indicar um representante legal no Brasil.
Segundo o relatório, a empresa de Elon Musk – aliado do presidente Trump - teve
contas bancárias, ativos financeiros, veículos e imóveis bloqueados por não ter
obedecido as ordens, além de enfrentar restrições envolvendo aeronaves
registradas em seu nome e sistemas de pagamento.
O USTR também citou o caso da plataforma Rumble, suspensa no
Brasil desde fevereiro do ano passado após se recusar a cumprir ordens
sigilosas de remoção de conteúdo. O relatório afirma que a empresa decidiu
defender publicamente os direitos de liberdade de expressão em vez de atender a
decisão da justiça brasileira.
Na parte sobre corrupção, o relatório cita a decisão do
ministro Dias Toffoli, do STF, que anulou provas obtidas a partir do acordo de
leniência da Odebrecht, atual Novonor, firmado no âmbito da Operação Lava Jato.
Segundo o USTR, a medida tomada pelo ministro do Supremo afetou investigações
relacionadas ao que o documento descreve como o maior esquema de corrupção
transnacional da história e levou à anulação de diversos casos de corrupção no
Brasil.
O relatório também menciona que, em 2024, punições impostas
a empresas que haviam confessado terem participado de esquemas de corrupção
desmontados pela Lava Jato foram suspensas e passaram a ser renegociadas. O
USTR lembrou no documento que esse processo foi criticado por falta de
transparência e possíveis conflitos de interesse.
Segundo o documento, a Organização dos Estados Americanos
(OEA) avaliou que a condução dessas renegociações poderia enfraquecer a confiança
pública nos acordos de leniência e aumentar a insegurança jurídica para
empresas. O USTR também afirma que a Transparência Internacional classificou a
anulação desses casos como a violação mais grave do Brasil à Convenção
Antissuborno da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE).
John Lucas.












