segunda-feira, 4 de maio de 2026

 AFINAL, QUEM SÃO OS VERDADEIROS GOLPISTAS? - Jenyberto Pizzotti









Quem não conhece a verdade não passa de um tolo; mas quem a conhece e a chama de mentira é um criminoso! (Bertolt Brecht).

Com a falência moral e ideológica das denominadas “esquerdas” no Brasil, bases essas, lideradas por um partido que um dia se apresentou ao povo brasileiro como o “salvador da pátria” e paladino da ética, da moral e dos bons costumes, e com seus líderes sendo investigados, presos e se afogando no mar de lama fétida da corrupção e da traição a Nação, simpatizantes, defensores, e militantes mercenários e remunerados vão as ruas e se apresentam nos veículos de comunicação bradando as palavras de ordem “Golpistas”, “Recua Fascistas Recua”, e outras insanidades próprias de ignorantes e idiotas úteis como diria o velho Lênin.

OS GOLPES FRUSTRADOS DO PT

O golpe comunista bolivariano planejado desde 1990 com a fundação do “Fórum de São Paulo” criado e liderado por Lula e Fidel Castro em São Paulo em 1990, e que pretendia transformar os países da América Latina em republiquetas dominadas por quadrilhas de ditadores comunistas apoiadas por narcotraficantes, não deu certo, abortou, falhou, fracassou, até terem conseguido fraudar as urnas em 2022.

O velho Marx já dizia que a História se repete apenas como farsa.

Os comunistas no Brasil sempre fracassaram e sempre irão fracassar, apesar de as vezes tudo parecer que estão no controle da situação.

De forma tardia em relação a Revolução Russa de Outubro de 1917, os comunistas tentaram a tomada do poder no Brasil em 1935 e fracassaram. Tentaram novamente em 1964 e fracassaram. E tentaram novamente na “Era Lulista” de 2002 a 2016 e fracassaram, mas conseguiram o Poder e o corromperam totalmente nesses últimos 4 anos.

Mas essa quadrilha de gangsters que sequestraram o Brasil, como revolucionários são patéticos e incompetentes. Como idealistas são mentirosos, traidores, ladrões, criminosos, materialistas e covardes. Então algo parece não ter dado certo, e o “Titanic” que parece ser esse desgoverno bateu num iceberg e está com furos por todos os lados.

Traficantes de drogas só existem, porque existem usuários de drogas, viciados no prazer, que os sustentam no poder e lhes dão suporte logístico e financeiro para continuarem existindo. Não existem traficantes de “Creolina”, pois não existem viciados em “Creolina”, então essa escória ainda existe porque ainda existem aqueles que os apoiam e defendem, e isso, essa defesa e apoio, ou é por algum tipo de interesse ou por ignorância mesmo.

Traficantes de drogas, motivados apenas e tão somente pelo poder e pelos prazeres que o dinheiro proporciona, não vacilam em viciar, transformar em escravos e destruir seres humanos, crianças e jovens, famílias inteiras e o futuro de um país. Mas assim agem assumindo integralmente sua marginalidade, sua selvageria, sua bestialidade, sua desumanidade, seu total desamor a vida humana e a sua própria existência. Assumem seu triste e destrutivo papel na sociedade sem mentiras, e sem cinismos e mentiras, apenas gozando os prazeres da vida, aguardam sua destruição num processo suicida e de inutilidade existencial.

Muito pior que esses criminosos que destroem e também se destroem, existe um outro câncer social, que também vicia, escraviza, e que também destrói homens, mulheres, crianças, jovens, e velhos. E que, também pelo poder e pelos prazeres proporcionados pelo dinheiro, não vacila em mentir, trair, saquear, e roubar o patrimônio, a honra, a dignidade, a alegria e a esperança de toda uma Nação, jogando o povo num mar de desonra, vergonha, penúria, desespero, miséria, decepção e desesperança.

E essa escória, esse câncer social, são os líderes políticos do PT, de seu “puxadinho”, o PSOL, suas bases aliadas, os empresários corruptos, e sobretudo, seus simpatizantes, defensores e militantes, que de forma cega, irracional, fanática, ignorante, e covarde mesmo diante da necessária auto crítica e da busca pela verdade, lhes deram e ainda lhes dão sustentação, ainda os mantém no poder, e ainda lhes dão força para continuarem a destruir o Brasil.

Muito pior que os traficantes de drogas que assumem o que são, é essa escória que não assume o que faz, o que é, e para o que veio, e que continua mentindo, manipulando e jogando brasileiros contra brasileiros numa tentativa golpista desesperada, patética e fracassada de Golpe Comunista Bolivariano no Brasil, e que nos dias atuais não conseguem mais enganar ninguém.

AFINAL, QUEM SÃO OS VERDADEIROS GOLPISTAS ?

Durantes décadas, milhões de pessoas no Brasil tem sido ensinadas e doutrinadas, a aceitarem como verdade absoluta, que o que aconteceu em 31 de março de 1964 no Brasil foi um Golpe Militar desfechado contra inocentes idealistas, que sonhavam com um mundo justo, livre e igualitário.

Foram ensinadas, que em seguida a esse “Golpe”, militares fascistas implantaram uma sanguinária ditadura no país, que torturou e matou pessoas que amavam sua pátria, suas famílias e o povo brasileiro e, ponto final.

Por conveniência e interesses ideológicos e pessoais de alguns, dois acontecimentos se tornaram um só: os fatos que antecederam e provocaram o Movimento de 31 de Março e as ações de parte de militares e civis durante a Ditadura Militar que se seguiu.

Uma coisa é o que aconteceu em 31 de março de 1964 no Brasil, e os fatos que antecederam e provocaram esse acontecimento. Outra coisa é o que aconteceu a partir de 1968 no Brasil com o desencadeamento de uma luta armada, onde os dois lados, a ditadura militar e os comunistas treinados em Cuba e na China, erraram, mataram, sequestraram e torturaram.

Quem não conhece a História em suas fontes originais, e quem não busca e reflete corajosa e livremente sobre a Verdade dos Fatos, é apenas um tolo e um escravo do Sistema.

O QUE REALMENTE ACONTECEU EM 31 de MARÇO DE 1964 ?

De forma bem resumida aconteceu o seguinte:

Comunistas brasileiros, bem antes de 31 de março de 1964, e sob ordens da Rússia, foram treinados em Cuba e na China para darem um Golpe no Brasil e implantar uma Ditadura, e transformar o Brasil numa Ditadura Comunista (a denominada “Ditadura do Proletariado”) tendo como modelo, Cuba.

Antes de 31 de março de 1964, seguindo a cartilha de guerra revolucionária, militantes comunistas infiltrados nos mais diversos setores, produziam o caos no país. Técnicas maquiavélicas de dividir o povo para tomar o poder, e a técnica do “quanto pior melhor”, eram aplicadas no Brasil. As greves políticas paralisavam tudo: transportes, bancos, hospitais, escolas e faculdades. O povo enfrentava filas enormes para a compra de alimentos. O governo apoiava e incentivava a indisciplina nas Forças Armadas.

A imensa maioria do povo brasileiro (milhões de pessoas nas ruas) apelava desesperadamente para que os militares fizessem uma intervenção e evitasse que o Brasil se tornasse mais um país comunista. Milhões de brasileiros foram às ruas no Rio, São Paulo e muitas outras cidades do país e pediam desesperadamente o fim do governo João Goulart (que já estava nas mãos dos comunistas) antes que fosse tarde demais.

O presidente João Goulart, através de seu apoio e de sua presença junto a sargentos do Exército e marinheiros rebelados, os incentivou a quebrar a disciplina e hierarquia dentro das Forças Armadas, fazendo com que os militares brasileiros saíssem de sua imobilidade disciplinar e constitucional. Os militares brasileiros tiveram que sair de cima do muro e escolherem um dos lados dessa polarização numa situação real de possível guerra civil pré revolucionária comunista.

Os militares brasileiros, que tinham sua formação militar dentro de um alinhamento geopolítico, ideológico, filosófico e até mesmo religioso (princípios cristãos) de um mundo ocidental, e que acabavam de dar seu suor e sangue na luta contra as ditaduras na Europa (Hitler e Mussolini), e que acompanhavam e sabiam o que eram as ditaduras assassinas, materialistas e comunistas implantadas nos países europeus e em Cuba, não vacilaram, e através da comunicação e entrosamento através dos diversos comandos militares espalhados no país, decidiram que era hora de dar um Basta na situação caótica em que o Brasil se encontrava.

Foi assim que, tomando a iniciativa, o Gal. Olympio de Mourão Filho, saiu de Juiz de Fora em Minas Gerais, colocou seus tanques de guerra na estrada e seguiu em direção ao Rio de Janeiro para depor o governo de João Goulart. O presidente João Goulart deslocou-se para o Rio Grande do Sul, e ficou em sua decisão reagir ou não aos militares. Mas não reagiu. Para evitar uma guerra civil, e ciente da vontade determinada, corajosa e irreversível da esmagadora maioria do povo brasileiro, que não aceitava mais o caos no país, e que o Brasil e os brasileiros se transformassem em escravos de ditaduras comunistas, o presidente João Goulart abandonou o governo e seguiu em direção ao Uruguai. Ninguém no Brasil foi ferido ou morreu em 31 de Março de 1964.

Então, foi exatamente isso que aconteceu em 31 de março de 1964:

Sim, um “golpe” para os planos comunistas de transformar o Brasil numa ditadura comunista. Na realidade o que houve foi não um golpe para alguns e uma revolução para outros, mas um contra golpe ao golpe que os comunistas pretendiam dar no brasil.

MAS, E AS PRISÕES, TORTURAS E ASSASSINATOS DA DITADURA MILITAR ?

Após 31 de março de 1964, os militantes comunistas que viram seus planos frustrados no Brasil desencadearam através de ações de guerrilha e terrorismo, como por exemplo, o atentado ao aeroporto de Guararapes, em Recife, em 1966; a bomba no Quartel General do Exército em São Paulo, em 1968; o atentado contra o Consulado Americano; o assassinato do industrial dinamarquês Henning Albert Boilesen e do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler, os inúmeros assaltos a bancos, o sequestro de embaixadores estrangeiros no Brasil, e os assassinatos de inexperientes recrutas em ataques a quartéis (inclusive com a participação de Dilma Roussef, que se tornou presidente do Brasil).

Eram inúmeras as organizações terroristas no país, que roubavam, sequestravam, torturavam e matavam. Essas organizações terroristas matavam seus próprios companheiros, e esses assassinatos de companheiros que discordassem das ações terroristas, eram chamados de “justiciamento”.

Os militares reagiram e, a partir de 1968, implantou-se no país a denominada Luta Armada, onde os dois lados, erraram, mataram, sequestraram e torturaram.

Nenhuma ditadura ou guerra é justa ou santa. Guerra é guerra. Não existem mocinhos e bandidos. Toda ditadura e toda guerra é suja e desumana. É uma outra realidade, e só soldados e guerreiros verdadeiros sabem disso.

HOJE, APENAS UM PARTIDO FRACASSADO COM UM LÍDER DECADENTE

Hoje, 62 anos após o 31 de março de 1964, o que constato é que aqueles que pensavam como Marx, e queriam governar como Stálin, hoje vivem hoje como Rockfeller, Vejam o exemplo do senhor Lula da Silva e de sua esposa, vivendo como reis enquanto o Povo está na miséria, endividado e sem boas perspectivas para o futuro.

Vejo que aqueles que há 62 anos, em nome de uma falsa ideologia que pregava a igualdade e a liberdade e queriam mudar o mundo, hoje apoiam a ditadura castro comunista que assassina, sequestra e tortura os jovens estudantes e o povo na Venezuela, em Cuba e na Nicarágua..

Vejo essa escória moral roubar, corromper e entregar o Brasil ao Comunismo e ao Sistema Financeiro internacional apátrida.

Vejo esses maus brasileiros transformarem o Brasil numa ditadura maquiada.

Vejo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como os meios de Comunicação sob o total controle de uma quadrilha, que usando da mentira, da corrupção, e da vaidade humana, dominaram a República para a saquear e destruir.

Aqueles que clamam pela intervenção das Forças Armadas estão sendo ingênuos. As Forças Armadas não irão intervir, porque nas veias de nossos generais não corre mais o sangue do nacionalismo e amor à Pátria, pois são veias entupidas pelo veneno do ressentimento da ingratidão e da falta de reconhecimento do povo brasileiro, que passou décadas cuspindo em seus rostos e os chamando de golpistas. Os atuais comandantes militares, com raríssimas exceções, preferem se esconder atrás de uma conveniente “defesa da legalidade” (hoje inexistente, obviamente) e cuidarem de suas gordas aposentadorias, e a Pátria? A Pátria que se foda!

O povo brasileiro está entregue a sua própria sorte e deve decidir seu destino e o destino de seus filhos e netos.

Mais que decidir o que queremos, temos que decidir o que não queremos mais no Brasil, o que não mais admitimos e aceitamos.

Esse é o ponto.

Os espaços que foram usurpados do povo devem ser ocupados, pacificamente se possível, e pela força, se necessário. Quem está no poder não vai abrir mão dele. Não se iludam. O povo deve ir para as ruas, e deve ocupar todos os lugares que foram ocupados pela ralé moral da nação para roubar e destruir a República.

É assim que se faz uma Revolução. É assim que se reconstrói um país e uma Nação.

E realmente, não vai ter Golpe! O Golpe já foi dado em 2022. O que se espera agora é um novo Contragolpe!

DEUS SALVE O BRASIL!

DEUS – PÁTRIA – FAMÍLIA

Jenyberto Pizzotti.



Político e articulista brasileiro, conhecido por sua atuação em Rio Claro, SP. Ele foi candidato a vereador nas eleições de 2016 e é conhecido por escrever artigos de opinião, focados em temas como política local e preservação da memória histórica, com destaque para a defesa de instituições como a Fundação Ulysses Guimarães.

 A AGU de Jorge Messias abriu mão de 80 bilhões em litígios.
Claudio Dantas.





 

Uma matéria bombástica foi publicada neste domingo pelo renomado jornalista Cláudio Dantas, onde ele denuncia que Jorge Messias, em sua gestão a frente da Advocacia-Geral da União teria aberto mão da bagatela de R$ 80 bilhões em litígios. Transcrevemos o texto:

O Senado rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, mas a sabatina do chefe da Advocacia Geral da União passou longe de investigar sua gestão. Ainda há tempo de fazê-lo, especialmente quando seu nome começa a ser cogitado para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, onde terá ascendência sobre a Polícia Federal.

Na AGU, Messias protagonizou uma série de acordos que podem ter resultado numa renúncia de até R$ 80 bilhões em multas, indenizações e bens estratégicos para a União, segundo cálculos bastante conservadores.

Após o cruzamento de despachos da SecexConsenso (a secretaria de acordos do TCU), de auditorias de órgãos de controle e relatórios de mercado, este site descobriu o que pode se configurar, em tese, a maior transferência de patrimônio público e de renúncia de receita da história recente do país.

Sob o pretexto virtuoso de “destravar a infraestrutura” e “pacificar litígios”, a AGU vem atuando não como o escudo do Estado, mas como a fiadora jurídica de uma série de manobras de engenharia financeira e legal coordenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), desde a gestão do impoluto Bruno Dantas.

O resultado real é um balcão de negócios (ou seria negociatas?) onde o risco é integralmente socializado, as punições são anuladas e o verdadeiro tesouro nacional é repassado à iniciativa privada, sem concorrência e a preço de banana. Tudo isso feito com aval de um governo de esquerda que, publicamente, critica banqueiros e privatizações.

O TRUQUE DA “SUCATA” E A JOIA DA COROA DAS TELECOMUNICAÇÕES

De toda a fatura do “consenso”, o caso da operadora Oi é o mais emblemático e oneroso (um rombo de até R$ 50 bilhões — há quem estime em R$ 100 bi). O Estado brasileiro e o TCU, com o indispensável parecer favorável da AGU, aceitaram o argumento de que estavam apenas resolvendo o passivo de uma empresa falida e evitando um apagão nos telefones fixos do país.

Venderam para a opinião pública a ideia de que a infraestrutura da Oi era um estorvo feito de cabos de cobre enferrujados e orelhões abandonados. A realidade, escondida nas entrelinhas da repactuação, é que junto com a sucata, o governo abriu mão da infraestrutura mais estratégica do século XXI.

Pela Lei Geral de Telecomunicações, em 2025, todos os “bens reversíveis” da concessão deveriam voltar para o controle do Estado. Para evitar isso, a AGU chancelou um “encontro de contas” baseado na lei de 2019, permitindo que a Oi migrasse para o regime de autorização, onde não há devolução de bens.

Dessa maneira, o governo abriu mão de cobrar quase R$ 6 bilhões em multas em dinheiro vivo e trocou a posse da infraestrutura por promessas de “novos investimentos” em escolas e cabos submarinos.

O espólio definitivo — que já havia sido repassado da Oi para a V.tal, empresa controlada por fundos de investimento geridos pelo banco BTG Pactual — não tem nada de obsoleto. O que TCU e AGU entregaram em definitivo foi:

- A Maior Rede de Fibra do País: Cerca de 400 mil quilômetros de fibra óptica que cortam o Brasil de ponta a ponta. Um ativo que custaria dezenas de bilhões para ser replicado do zero.

- O Monopólio do Subterrâneo: A V.tal herdou a posse histórica dos dutos subterrâneos e o “direito de passagem” nas grandes metrópoles, construídos desde a época da estatal Telebrás. Não há mais espaço físico sob o asfalto das grandes cidades; quem controla o duto, dita as regras do mercado.

- O Pedágio da Internet e o Sangue do 5G: A V.tal consolidou-se como a maior “Rede Neutra” do país. Operadoras gigantes e pequenos provedores não cavam mais buracos; eles pagam um “pedágio” para usar a rede da V.tal. Mais do que isso: o 5G exige uma quantidade brutal de antenas, e a única infraestrutura capilarizada o suficiente para conectar essas antenas (o backhaul) é a malha que era pública e agora é definitivamente privada.

Em julho de 2024, quando o martelo do TCU bateu, Lula trocou o controle da espinha dorsal do 5G nacional por um perdão de dívidas, garantindo ao BTG, de André Esteves, a liderança inquestionável no mercado de infraestrutura de dados para as próximas décadas.

A SOCIALIZAÇÃO DO RISCO NA INFRAESTRUTURA

A generosidade avalizada por Jorge Messias na AGU e por Jorge Oliveira no TCU — com apoio das agências e ministérios setoriais — não parou nos cabos de fibra óptica. O modelo de consenso, lançado na Presidência de Bruno Dantas no Tribunal de Contas, estendeu-se para a infraestrutura física de transportes, criando passivos ocultos de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões.


   Jorge Messias

No capitalismo real, se uma empresa vence um leilão de rodovia ou aeroporto e a demanda frustra as expectativas, o prejuízo é do investidor. No capitalismo de laços de Brasília, o prejuízo é do contribuinte.

Concessionárias como a MSVia (BR-163/MS) e a Eco101 (BR-101/ES-BA), que descumpriram obrigações e deveriam sofrer relicitação, foram salvas por acordos que estenderam seus prazos e criaram a “banda de risco de demanda”. Se passar menos caminhão do que o projetado, o Tesouro compensa a empresa.

No Galeão, a Changi não conseguia pagar a pesada outorga fixa do leilão. A AGU validou a troca por uma outorga variável atrelada ao fluxo de passageiros.

Na prática, a União perde a arrecadação garantida, altera a regra do jogo depois do apito final e consagra o risco moral (moral hazard): o mercado entende que dar lances irreais em licitações públicas no Brasil é um excelente negócio, pois agências reguladoras como a ANTT e a Anatel serão sempre atropeladas por um acordo amigável.

O DESMANCHE DA LAVA JATO E OS PRIVILÉGIOS CORPORATIVOS

O pacote do consenso institucional inclui, ainda, a revisão das punições por corrupção. Com o aval da Suprema Corte e a proatividade da AGU, abriu-se o caminho para renegociar os acordos de leniência das empreiteiras da Lava Jato.

O calote já é precificado pelo mercado: empresas que confessaram desvios e deveriam devolver mais de R$ 10 bilhões (em valores corrigidos) agora alegam “coação”. Espera-se um corte de até 50% na dívida e um alongamento de prazos que fará a inflação corroer o restante, configurando uma perda líquida de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões, segundo especialistas.

Pelo visto, bastaram uma mesa de negociação fechada no TCU e um parecer robusto da AGU de Messias para transformar obrigações em promessas, multas em perdão e patrimônio público em lucro privado. A conta de ao menos R$ 80 bilhões já foi emitida, e, como de costume, não será paga por quem assinou os acordos.

 Claudio Dantas.



sexta-feira, 1 de maio de 2026

 O Cabide de Empregos da Empresa Brasileira de Comunicação.



A petista Antônia Pellegrino — casada com o deputado Marcelo Freixo e amiga pessoal da Janja — foi indicada no início do mês para presidir a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Essa indicação confirma que o atual governo prioriza cargos para seus aliados.

 Na TV Brasil, o dinheiro público flui com abundância para figuras conhecidas que possuem um histórico de claro apoio ao PT. Antônia Pellegrino, diretora desse "cabide de empregos" e militante de esquerda, utilizou sua posição para reformular as atrações — que ninguém assiste — e garantir espaços estratégicos.

 A militância é recompensada: hoje, Cissa Guimarães recebe R$ 70 mil mensais para apresentar o programa Sem Censura; ontem, ela era garota-propaganda da campanha de Lula. José Luiz Datena é a contratação mais recente, com um contrato de R$ 1,4 milhão até 2027, pagos, claro, com o dinheiro dos nossos impostos. 

Outro exemplo é Leandro Demori, jornalista peça-chave que auxiliou na narrativa de anulação das condenações de Lula. Pessoas com esse perfil sempre encontram na emissora um porto seguro para ecoar o discurso petista. Apesar da "dinheirama" para pagar suas estrelas, o retorno em audiência é inexistente: a TV Brasil amarga o chamado "traço" (0 pontos). 

Mesmo sem audiência, a EBC opera com valores que chegam a R$ 900 milhões por ano. Só o programa Sem Censura, de Cissa Guimarães, custa mais de R$ 5 milhões. Temos, então, que, sob o disfarce de comunicação pública, a EBC funciona como uma máquina de propaganda e um cabide de empregos de luxo para quem "fez o L".

 Enquanto áreas essenciais, como saúde e segurança, sofrem cortes orçamentários, o governo prioriza o financiamento de uma estrutura de blindagem política. No fim, a estatal não produz cultura ou informação de qualidade; produz apenas salários vultosos financiados pelo sofrido povo brasileiro.

Vicente Lino.


 Honra não tem preço, tem valor: os riscos da judicialização das críticas.

 Ives Gandra da Silva Martins

 




 Ministros do Supremo Tribunal Federal têm se considerado atingidos em sua honra por críticas de fulano, beltrano, sicrano e, inclusive, de candidatos à Presidência. Pessoalmente, tenho uma opinião a respeito da indenização por danos morais. Certa vez, participava de um congresso no Rio de Janeiro com o ministro Moreira Alves, e nós dois tínhamos como tema da palestra a “quantificação de indenização por danos morais”.

Naquela oportunidade, o ministro Moreira Alves, grande civilista, defendia que nós temos que quantificar a honra e que se trata de um pretium doloris – um preço da dor. Desde aquela época, entretanto, defendi a tese de que a minha honra não tem preço. Nunca vou entrar com uma ação judicial contra alguém que pretenda me ofender. Conhecendo quem sou e sabendo que, às vezes, trata-se de uma mera agressão, nunca respondo, pois a melhor forma de responder é não dando atenção.

Ao contrário do ministro Moreira Alves, que defendeu a necessidade de haver um pretium doloris, dizia e digo o seguinte: a honra não tem preço; ela não está no mercado, valendo “tanto” ou “tanto”. Eu defendia e continuo defendendo que a honra verdadeira não tem preço.

O silêncio diante da injúria não é sinal de fraqueza, mas de superioridade. Quem ocupa postos de mando deve compreender que a autoridade não emana da capacidade de silenciar críticos através de sentenças, mas da solidez de um caráter

Mas o que vemos hoje tem, sobretudo, um viés político, pois, quando se procura atingir um candidato à Presidência da República, um deputado, um senador ou um ministro da Suprema Corte, a pessoa reage, demonstrando que realmente foi afetada pela manifestação de quem está dizendo.

Além disso, a judicialização das críticas – especialmente por parte de quem detém o poder – acaba por criar um efeito inibidor na liberdade de expressão. Quando figuras públicas reagem a qualquer contestação com processos, não protegem apenas sua honra; inadvertidamente, sinalizam que o debate democrático é perigoso e deve ser contido. Isso transforma o Poder Judiciário em uma arena de vaidades, onde questões que deveriam ser resolvidas no campo do debate público ou da indiferença soberana passam a ocupar uma pauta que deveria ser reservada a temas de real interesse coletivo.

É preciso distinguir, portanto, a crítica ácida ou o insulto gratuito da calúnia ou difamação propriamente ditas, que possuem contornos legais definidos. A honra, em sua acepção subjetiva – o sentimento que temos de nós mesmos –, não pode ser tutelada pelo Estado. Quando um magistrado ou um político utiliza a máquina judicial para punir ofensas menores, ele transfere a outros a responsabilidade por sua própria estabilidade emocional, o que, ironicamente, diminui a estatura moral do cargo que ocupa.

Reafirmo: quem tem, verdadeiramente, honra pouco se importa com a opinião alheia. A pessoa mais importante – que é Cristo, para mim o próprio Deus – não deu atenção aos ataques que sofreu e perdoou a todos quando estava na cruz. Ora, nós, que somos um ponto temporário no Universo, dizer “fui atacado na minha honra e ela tem um preço” é, no mínimo, curioso.

Quem ataca, sim, demonstra que não tem honra. E quem reage está dando um preço à sua honra e, ao mesmo tempo, desvalorizando-a. Por esta razão, pessoalmente, nunca respondo, nem dou atenção.

Acredito, pois, que a melhor forma de mostrar que aquela agressão não vale nada é desconsiderá-la; é não dar importância, considerá-la sem relevo. Sendo assim, ao contrário do meu queridíssimo e saudoso amigo Moreira Alves, eu sempre dizia e digo: a minha honra não tem preço.

O silêncio diante da injúria não é sinal de fraqueza, mas de superioridade. Quem ocupa postos de mando deve compreender que a autoridade não emana da capacidade de silenciar críticos através de sentenças, mas da solidez de um caráter que entende que a verdadeira honra, por ser inalienável, jamais deveria ser objeto de compensação pecuniária.

Quem dá preço à sua honra é porque, realmente, a ela não dá muito valor.


Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee.

 Petróleo sem refinarias é culpa do governo



No momento em que a guerra no Oriente Médio desestabiliza o preço do petróleo, vale a pena comparar a nossa vergonhosa incapacidade de refino com a dinheirama que se gastou. Vale perguntar; onde foi parar o dinheiro. O Brasil exporta óleo bruto, mas, por uma deliberada asfixia de investimentos em infraestrutura, permanece refém da importação de derivados essenciais.

 O óleo diesel, motor da nossa economia corresponde a um terço do consumo nacional e vem do exterior. A razão dessa paralisia é um escândalo de proporções gigantescas Os números insultam a nossa inteligência: 1954 – 1999: Em 45 anos, o Brasil investiu US$ 25 bilhões para construir uma capacidade de refino de 2 milhões de barris/dia. 2003 – 2015: Em apenas 12 anos (governos Lula e Dilma), torrou-se o equivalente a US$ 100 bilhões para adicionar apenas 400 mil barris/dia.

 É estarrecedor; O país gastou cinco vezes mais para refinar uma fração mínima do que foi feito no passado. Essa ineficiência infernal e a roubalheira desenfreada foi desbaratada pela Operação Lava Jato. O esquema escancarou um assalto de dimensões oceânicas aos cofres da Petrobras — que o STF, em uma manobra de Revisionismo histórico, tentou varrer para debaixo do tapete. O caso da refinaria Abreu e Lima é o símbolo máximo desse descalabro:

2005: Orçada em US$ 2,5 bilhões. 2009: Já saltava para US$ 13 bilhões. 2014: Ultrapassava a marca obscena de US$ 18,5 bilhões.

A previsão de conclusão é 2029 e o valor final é um buraco negro que ninguém ousa mensurar. Enquanto o Brasil sangra divisas importando combustível caro, assistimos ao espetáculo do cinismo. Bilhões foram drenados em obras superfaturadas que nunca serviram ao povo. 

A Petrobrás se transformou em um balcão de negócios escusos, a Lava Jato foi esvaziada e o Supremo tirou o Lula da cadeia. É onde estamos.

Vicente Lino.



quinta-feira, 30 de abril de 2026

 Título da Universidade ao Invasor de Terras.

Vicente Lino.





O líder do MST, João Pedro Stedile, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Juiz de Fora. A instituição celebra sua contribuição à “justiça social” e à “soberania alimentar”. Talvez a Universidade tenha considerado "justiça social" quando, em 2006, o MST invadiu o Centro de Pesquisa da Aracruz Celulose — destruindo laboratórios e pesquisas de biotecnologia que levaram décadas para serem desenvolvidas. 

Ou, quem sabe, quando manifestantes ocuparam o viveiro de mudas da Suzano, em Itapetininga, destruindo milhares de mudas de pesquisa. A Universidade, ao que parece, ignora as ocupações em fazendas da USP e da Unesp, onde o MST interrompeu experimentos científicos e depredou maquinários de pesquisa.

 Não sabemos se, nos discursos da cerimônia, alguém lembrou das invasões de fazendas onde animais de raça foram abatidos, cercas foram quebradas e redes elétricas destruídas. João Pedro Stedile e a Federal de Juiz de Fora deveriam explicar se essa “soberania alimentar” acontecia enquanto trabalhadores eram rendidos ou expulsos de suas casas durante as invasões.

 No passado, o título buscava elevar o cidadão ao nível da excelência acadêmica. Hoje, parece que a instituição é que se rebaixa para validar o confronto à lei. O título de agora é apenas uma tentativa de dar verniz intelectual ao que, na prática, é puro ativismo de campo. Em 2025, foram registradas 26 mortes por conflitos agrários, o dobro de 2024. Honrarias a líderes de movimentos, contrastam com os números da vida real.

 A disputa pela terra continua sendo uma das questões mais violentas e mal resolvidas da nossa estrutura institucional.

Vicente Lino.



 

 

 

 O Estado avança sobre nossas liberdades 

 Vicente Lino.



Excelente artigo da Gazeta do Povo, do dia 7 deste mês, mostra o quanto o Estado avança sobre as liberdades da família brasileira e lembra a necessária medida de contenção das instituições. Como se sabe, a função do Ministério Público é ser o "fiscal da lei", o defensor da ordem jurídica e dos interesses sociais. No entanto, o órgão atuou fortemente em casos que envolviam multas astronômicas por não vacinação, restrições aos pais que preferem educar seus filhos em casa e punições por opiniões sobre temas morais e religiosos.

São ações que acendem alerta sobre uma mentalidade autoritária dentro da instituição. A liberdade é atingida quando um promotor utiliza o aparato estatal para impor sua visão de mundo particular sobre a autonomia das famílias. Sabemos que a educação é um direito da criança, mas também um dever da família. Quando o MP intervém de forma punitiva no homeschooling ou na recusa vacinal de famílias que buscam caminhos alternativos fundamentados, ele ignora a pluralidade de convicções que deveria proteger.

Há processos contra as críticas à ideologia de gênero ou falas sobre dogmas religiosos que beiram a censura. O Ministério Público, ao tentar definir o que pode ou não ser dito no debate público, acaba inventando a lei conforme suas próprias preferências morais. O promotor deve agir onde a lei é clara, e não onde ele gostaria que a lei existisse; mesmo porque, em uma sociedade livre, opiniões divergentes devem ser combatidas com argumentos, não com o peso do processo judicial. A defesa da democracia passa, obrigatoriamente, pelo reconhecimento de que o Estado não é o dono da família, nem o senhor da verdade.

 

Vicente Lino