domingo, 15 de março de 2026

ESTADO DE BOLSONARO. SE ELE MORRER O FANTASMA DE SEU MARTÍRIO SOTERRARÁ QUALQUER LEGADO POSITIVO DOS MINISTROS E NINGUÉM SE LEMBRARÁ DELES SENÃO COMO QUEM FEZ DA TOGA UM PUNHAL.

  Félix Soibelman




Flavio afirma que Bolsonaro não pode ficar sozinho, com perigo de cair, na cela, e morrer.  Moraes evitou a visita do designado por Trump, também, porque sabe que encontraria um homem destruído, que heroicamente não cedeu às pressões políticas de um gangsterismo judiciário.

Estaremos prestes a ver o parto do que alguns chamam de assassinato de um ex-presidente por meio de algo que muitos consideram um golpe de Estado judicial?

 A reação poderá ser maior do que foi com o suicídio de Getúlio, principalmente neste momento, em que Moraes se revelará, se verdadeiro o que se suspeita de seu envolvimento com Vorcaro, o mais venal dos Robespierres. 

  Se ele morrer Gilmar, que derramava lágrimas por Lula em julgamento, vai colocar seu garantismo "ad hoc" na maletinha e ir para Portugal?

Creio que o estigma de assassinos de Bolsonaro será inevitável e vitalício, nunca conseguirão eliminar a nódoa na sua fronte.

Se Bolsonaro morrer o martírio dele vai ficar reconhecido como a prole do mais sádico dos juízes e manchará para sempre, mundialmente, o STF.

Seus ministros ficarão carimbados como a mais vergonhosa Suprema Corte do mundo democrático a coonestar o sofrimento e capitanear a infâmia.

  Todas as obras intelectuais pelas quais tentaram se projetar como grandes expoentes do constitucionalismo ficarão traídas pela índole desumana demonstrada nessa morte trágica.

Não haverá mais para eles lugar na Suprema Corte; enquanto eles nela estiverem ficará reduzida a um cadáver pretoriano da elevação própria do cargo, um cadáver da dignidade da Corte, assim indigna de defender a dignidade humana como epicentro axiológico da Constituição.

Serão os menores entre homens a quem terá sido oportunizada, em vão, a grandeza. Vão sonhando que alguém se lembrará de um só livro escrito por eles. Terão assinado com o sangue de um homem injustiçado a sua memória.

Felix Soibelman



 Moraes continua sua caçada, desta vez contra o homem que produziu  laudos sobre as urnas.

Fernão Lara Mesquita.





Fora de controle, Alexandre de Moraes, aquele cuja família tem um contrato com o banco Master que lhe rendeu R$ 80 milhões até o dia que o dono do negócio foi preso, continua sua caçada a desafetos políticos, mesmo encurralado por denúncias envolvendo sua conduta contra jornalistas e suas relações com Daniel Vorcaro.

A pedido dele, o Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou documentação complementar ao Itamaraty para formalizar o pedido de extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL).

Rocha, condenado pela 1ª Turma do STF a 7 anos e 6 meses por produzir estudos que embasaram ação do PL no TSE para anular votos na eleição de 2022 por conta das urnas eletrônicas, teve de fugir do Brasil em setembro de 2025 e, segundo Moraes, estaria no Reino Unido.

E ninguém mais fala dos laudos.

O presidente do IVL foi considerado foragido pela Polícia Federal em dezembro de 2025, após agentes não o localizarem em seu apartamento em São Paulo para cumprir pedido de prisão domiciliar.

Em 10 de março, Moraes determinou providências para o pedido de extradição ao Reino Unido.

O impasse era a exigência britânica de documentos como traduções de leis, detalhes dos crimes e garantia de boas condições na prisão brasileira.

O Ministério da Justiça confirmou o envio desses papéis extras ao Itamaraty, que agora formalizará a entrega às autoridades do Reino Unido para decisão final sobre a extradição.

Fernão Lara Mesquita



sábado, 14 de março de 2026

 Daniel Vorcaro segue preso e Mendonça revela crimes ainda mais graves.

Deltan Dallagnol


O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do banqueiro ostentação Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Mais importante que isso: o voto de 23 páginas do ministro André Mendonça revelou detalhes devastadores sobre a organização criminosa que vão muito além do que se conhecia até agora. O julgamento ainda não terminou — Gilmar Mendes, o ministro do pátio dos milagres dos corruptos, ainda não votou quando este texto foi escrito —, mas a vitória já está consolidada.

A primeira revelação é explosiva: a Polícia Federal (PF) analisou apenas um celular de Vorcaro. Há oito celulares ainda por examinar. Tudo o que se descobriu até agora, como contratos milionários, mensagens com Alexandre de Moraes, degustação de uísque Macallan em Londres, relações sombrias com Dias Toffoli, veio de um único aparelho. Oito celulares aguardam perícia. As bombas que ainda vão explodir podem ser muito maiores.

A segunda: Mendonça comprovou que o grupo “A Turma” não era mero grupo de WhatsApp, como alegou a defesa. Era um grupo armado, miliciano, que praticava ameaças e violência. O ministro citou exemplo concreto: um ex-capitão do barco de Vorcaro foi ameaçado por sete milicianos controlados pelo banqueiro.

A terceira: esse grupo armado ainda está ativo. Mendonça revelou que “A Turma” pode ter até seis membros ainda não identificados que estão à solta. Nas palavras do ministro: “A organização ainda se apresenta como uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta.”

A quarta: durante a operação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou, na BR-381, dois suspeitos do núcleo tecnológico da organização — “os meninos” —, responsáveis por hackeamento e invasão digital.

A quinta: Mendonça revelou investigação específica sobre o “Projeto DV”, tentativa de Vorcaro de arregimentar influenciadores oferecendo até R$ 2 milhões para veicular conteúdo favorável a ele e questionar o Banco Central (BC). Isso não é exercício de liberdade de expressão; é obstrução de investigações.

A sexta: há risco concreto de fuga. Vorcaro está tentando vender aeronave avaliada em R$ 538 milhões por US$ 80 milhões e, da primeira vez em que foi preso, estava embarcando para Dubai, conhecido paraíso fiscal, onde Vorcaro e seus bilhões poderiam desaparecer da face da Terra.

Coincidentemente, Dubai foi o local escolhido por Moraes e sua esposa, Viviane Barci, a advogada mais cara do mundo, para passar as férias no final do ano passado. Pode ser tudo mais uma grande coincidência, mas, no Brasil, esse tipo de coincidência é digno de nota, porque, não raro, esconde esquemas, conchavos, desvios.

A sétima: o bloqueio de R$ 2,2 bilhões na conta do pai de Vorcaro na Reag, aquela gestora investigada por lavagem de dinheiro para o PCC. A defesa negou que existisse esse valor, mas Mendonça provou que o bloqueio já havia sido determinado por Toffoli em 14 de janeiro. Dois bilhões e duzentos milhões de reais na conta do pai.

Mendonça rebateu, ponto a ponto, todos os argumentos da defesa em voto técnico e devastador. Isso mostra o que acontece quando há ministro sério investigando: as provas aparecem, a lei funciona, a Justiça acontece. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o voto pela manutenção da prisão.

Vorcaro está preso. Com grupo armado ativo, hackers à solta, tentativa de venda de aeronave, bilhões escondidos, projeto de manipulação com influenciadores e oito celulares ainda não analisados, a pressão sobre o banqueiro só aumenta. E, quando a pressão aumenta, delações acontecem.

A qualquer momento, podemos ter uma delação explosiva de Daniel Vorcaro. Com tudo o que ele sabe, com todos que ele conhece, com todas as mensagens que ainda não vieram à tona, uma colaboração premiada pode fazer o que já se sabe do caso Master parecer brincadeira de criança perto do que está por vir.

 

Deltan Dallagnol é embaixador nacional do partido Novo. É mestre em Direito pela Universidade de Harvard.




sexta-feira, 13 de março de 2026

 Denunciado, Dino ordena busca e apreensão contra jornalista.





Alexandre de Moraes, aquele cuja família tem um contrato com Daniel Vorcaro do Banco Master que lhes garante 3 milhões e 600 mil reais POR MÊS, e cuja esposa acaba de ser denunciada como tendo falseado uma “prova” dos serviços prestados ao estelionatário preso, ordenou busca e apreensão de celulares, computadores, tablets, documentos e outros dispositivos eletrônicos do jornalista Luís Pablo, responsável pelo site Blog do Luís Pablo, com sede em São Luís, após reportagens sobre o uso irregular do carro funcional do ministro Flávio Dino no Maranhão.

A medida foi solicitada pela Polícia Federal dentro de investigação sobre suposto “crime de perseguição”, “indícios de monitoramento do veículo de Dino” e “exposição de informações sensíveis relacionadas à segurança do ministro”.

No mundo real o que houve foram reportagens de novembro de 2025 que detalharam o uso de um veículo blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão, o estado mais pobre do Brasil, por familiares do ministro, contra o que manda a lei.

Os itens que podem ser apreendidos incluem:

Computadores e notebooks usados para publicações;

Celulares e tablets do jornalista;

Documentos físicos e digitais relacionados às matérias;

Arquivos em serviços de armazenamento em nuvem;

Publicações em redes sociais e blogs.

Ao jornal O Globo que, após revelar o contrato milionário da família do ministro, teve seus jornalistas veladamente ameaçados, Moraes, interrogado, respondeu que “a inviolabilidade domiciliar é uma garantia constitucional, mas pode ser afastada quando há indícios de crime”.

O jornalista Luís Pablo, como de hábito na “democracia lulista”, não teve acesso aos autos para entender os fundamentos da acusação que lhe imputam, mas reafirmou o compromisso com o jornalismo responsável e a apuração de fatos de interesse público, respeitando os princípios que garant(iam) a liberdade de imprensa e o direito à informação.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA) comentou o fato com a meia-sola de sempre, dizendo que buscas e apreensões devem ser “executadas com cautela”, respeitando a preservação do sigilo de fonte e o livre exercício do jornalismo.

Como não aconteceu nada nem com Moraes, nem com Tóffoli, depois dos flagrantes em que foram pegos e das respostas esfarrapadas que deram, e a imprensa continua hesitando em tratá-los como o que suas contas bancárias provam que são, eles houveram por bem avançar pelas bordas sobre os jornalistas, para decidir quando poderão “quebrar os dentes” aos do centro.

Fernão Lara Mesquita.



 Demorou, mas o Conselho de Ética do Senado acordou.





Demorou muito, mas finalmente o Partido Novo decidiu protocolar uma representação contra Davi Alcolumbre no Conselho de Ética. A demora em confrontar o presidente do Senado permitiu que um vácuo de fiscalização se instalasse no Brasil. A covardia, que estendeu um tapete vermelho para o avanço de medidas ilegais de ministros do STF, pode ser estancada com o afastamento de Davi Alcolumbre.

 Além de barrar a fiscalização de outros Poderes, ele soterrou pautas essenciais para o país, como a prisão em segunda instância, o fim do foro privilegiado e a Lei de Abuso de Autoridade. Mais: ele afirmou que não pautaria um pedido de impeachment contra ministros do STF nem que recebesse as 81 assinaturas dos senadores. Por isso mesmo, cerca de 60 pedidos de impeachment foram arquivados sumariamente — um deles com mais de 3 milhões de assinaturas populares.

 Vale lembrar que as investigações que apuram o escândalo dos aposentados envolvem estruturas políticas em seu estado, o Amapá. São suspeitas que reforçam a tese de que o controle da pauta do Senado pode estar sendo usado como moeda de troca para proteção política. O Brasil não pode mais ficar refém de um único homem. É urgente a alteração do Regimento Interno do Senado para que decisões que impactam a vida de milhões de brasileiros sejam colegiadas ou tenham prazos para ocorrer.

 Não é razoável que o funcionamento de um país inteiro e a harmonia entre os Poderes dependam de uma única pessoa. Faltam a Davi Alcolumbre os requisitos essenciais para a Presidência do Senado: a coragem de decidir e a honradez para nos representar.

Vicente Lino.



 Gilmar Mendes e a seletividade   da  barbárie.





Os vazamentos das conversas nos celulares do dono do Banco Master revelaram uma proximidade suspeita entre o banqueiro e altas autoridades. Curiosamente, o que choca o ministro Gilmar Mendes não é o conteúdo das mensagens, e sim o vazamento de conversas entre Daniel Vorcaro e sua namorada.

Para Gilmar, isso é "barbárie institucional". Enquanto sua excelência se preocupa com a intimidade do banqueiro, o país descobre um submundo de violência e corrupção.  Ele finge ignorar que a extração de dados revelou diálogos que a Polícia Federal descreve como típicos de uma verdadeira organização criminosa. Nas mensagens, Vorcaro manifestou a intenção de agredir o jornalista Lauro Jardim, afirmando textualmente: "Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto". Em outro momento, ordenou "moer" uma ex-empregada. 

Vazamentos mostraram que uma quadrilha de hackers era usada para acessar ilegalmente bases de dados do Ministério Público, da Polícia Federal e até do FBI. Gilmar acha que isso não configura barbárie institucional e ainda ignora as trocas de mensagens entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, que indicam o pagamento de propinas a diretores do Banco Central e registros sugerindo viagens à Disney para funcionários do BC em troca de "orientações" privilegiadas. Os vazamentos que Gilmar Mendes deveria condenar  mostram que a rede de contatos de Vorcaro incluía três ministros do STF e seus parentes.

 Ele também não condena as trocas de mensagens de Vorcaro com Alexandre de Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, além de diálogos com Dias Toffoli que levaram a PF a pedir a suspeição do ministro. Para Gilmar Mendes, nada disso abala as instituições. 

Convenientemente, a única barbárie que ele enxerga é a que atinge a intimidade de quem é investigado.

   Vicente Lino.



quarta-feira, 11 de março de 2026

 

Por Fernão Lara Mesquta.

Em 25 de abril de 2024, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, e o delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, participaram de uma degustação exclusiva do whisky escocês Macallan no George Club, um clube privado alugado para eventos de elite na região de Mayfair — uma das áreas mais caras e sofisticadas de Londres —, organizada durante o 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado de 24 a 26 de abril e patrocinado pelo Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, que hoje está preso por liderar um esquema bilionário de fraudes, mas, na ocasião, estava brindando com três das mais poderosas autoridades do país, entre outras.

Ao lado de Moraes, Vorcaro e Andrei, estavam também o ministro do STJ Benedito Gonçalves, o advogado de Vorcaro Ciro Soares, o presidente da Câmara Hugo Motta, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, entre cerca de 40 autoridades e convidados que degustaram o Macallan e fumaram charutos oferecidos gratuitamente durante as duas horas de evento.

Segundo apurou o Peder360 com base em documentos enviados à CPMI do INSS, a degustação no George Club custou US$ 640.831,88 (cerca de R$ 3,2 milhões na cotação de abril de 2024), valor que cobriu o whisky premium, serviços gastronômicos e entretenimento, pago integralmente por Vorcaro, que se gabou à ex-namorada Martha Graeff: “Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc. E euzinho discursando”; ao fim, cada participante recebeu uma garrafa de edição especial do Macallan como presente — preços do tradicional e renomado single malt variam de R$ 1 mil (12 anos de envelhecimento) a mais de US$ 100 mil (72 anos, “Genesis Decanter”).

Reunião que destituiu Toffoli

Esse encontro em Londres foi mencionado em sessão fechada do STF em 12 de fevereiro de 2026, que afastou Dias Toffoli da relatoria do inquérito do Banco Master, com base em relatório de 200 páginas da PF citando sua proximidade com Vorcaro.

Na reunião, vazada por alguém cuja identidade não se sabe até hoje, embora haja algumas suspeitas, Moraes defendeu os integrantes do STF Futebol Clube: “Nesse encontro em Londres, vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan [o whisky escocês]”, referindo-se ao George Club.

O ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso no Supremo, não participou do evento em Londres.

No dia seguinte, 26 de abril, as mesmas autoridades bancadas por Vorcaro foram ao exclusivo Annabel’s, outro clube privado de Mayfair, para um happy hour e jantar, integrando o pacote total de eventos em Londres — que incluiu hospedagem no hotel de luxo The Peninsula e apresentações de artistas como DJ Hugel, Keinemusik, cantor Seal, banda do Annabel’s e Nikita Kuzmin, no museu Wallace Collection e outros locais —, custando US$ 6.035.922,37 no conjunto.

Os pagamentos de Vorcaro

Em abril de 2024, mês da degustação, a mulher de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, já prestava serviço ao Banco Master, considerando que os atendimentos previstos no contrato de R$ 129 milhões tiveram início em fevereiro de 2024, cerca de 2 meses antes da viagem a Londres, conforme ela mesmo declarou – interrompido pela liquidação do banco pelo BC, o contrato vigorou por 22 meses e rendeu cerca de R$ 80 milhões aos Moraes.

O escritório da família de Ricardo Lewandowski também trabalhou para o banqueiro, recebendo R$ 250 mil por mês de agosto de 2023 a setembro de 2025 – ou seja, enquanto degustava um Mcallan em Londres, Lewandowski era ministro da Justiça de Lula e seu escritório tinha como cliente o banco de Daniel Vorcaro, com quem se regozijou naquela noite.

Dias Toffoli é outro que tinha negócios com Daniel Vorcaro na ocasião.

Um fundo ligado ao cunhado do banqueiro, o pastor Fabiano Zettel, repassou R$ 35 milhões à empresa do ministro em sociedade com seus irmão, a Maridt, para adquirir a participação deles no resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), conforme extratos bancários e mensagens apreendidas pela PF no celular de Vorcaro.

Depois do evento de Londres, Vorcaro cobrou duas vezes seu cunhado desse pagamento. Primeiro em maio: “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”.

Depois, em agosto, novamente: “Aquele negócio do Tayayá não foi feito? […] Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?” —, e Zettel confirmou: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.

O Poder360 questionou a Polícia Federal sobre quem custeou a viagem de seu diretor-geral, mas não obteve resposta.


Quem mais estava lá?

Outros nomes que participaram do evento, mas não necessariamente estiveram na degustação ou outros jantares:

  • Alexandre Cordeiro (presidente do Cade);
  • André Ramos Tavares (ministro do TSE);
  • Antonio Saldanha Palheiro (ministro do STJ);
  • Ciro Nogueira (senador pelo Piauí e presidente do PP);
  • Daiane Nogueira de Lira (conselheira do CNJ);
  • Davi Alcolumbre (senador pelo União Brasil do Amapá);
  • Gilmar Mendes (ministro do STF);
  • Jorge Messias (ministro da Advocacia Geral da União);
  • José Levi Mello do Amaral Jr (conselheiro do Cade);
  • Luis Felipe Salomão (ministro do STJ);
  • Mauro Campbell Marques (ministro do STJ);
  • Michel Temer (ex-presidente da República);
  • Raul Araújo (ministro do STJ e do TSE); Victor Fernandes (conselheiro do Cade).
   Fernão Lara Mesquita.