Vicente Lino
Política e Economia
terça-feira, 26 de maio de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Ações pró-aborto do governo Lula vão de sugestão a gestantes a lobby internacional
Angélica Favretto
Lula em discurso na Assembleia Geral da ONU, em 2023. Nesse
ano, o Itamaraty, sob seu comando, assumiu uma postura pró-aborto inédita.
(Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)
Não é preciso vasculhar muito no histórico de ações dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seus três mandatos, para ter provas de que há uma fixação pela questão pró-aborto. Em geral, com o discurso do cuidado com a mulher e de defesa dos “direitos reprodutivos”, às vezes de forma discreta e, em outros momentos, abertamente, as gestões de Lula buscam avançar com essa agenda.
O caso mais recente é o da Caderneta da Gestante que, em sua
nova versão, traz informações sobre o aborto a mulheres que estão em pré-natal.
Em um capítulo inteiro, intitulado “Condições específicas na gestação”, o
documento apresenta questões sobre gestação não desejada, gestação não
planejada e formas de violência, apresentando a mulheres que desejam manter a
gestação informações sobre como abortar.
O defensor público federal e colunista da Gazeta do Povo,
Danilo de Almeida Martins, que é atuante no movimento pró-vida e membro da
Associação de Juristas Católicos de Brasília, lembra que desde o início deste
governo o PT tem articulado ações para que a agenda pró-aborto avance, mesmo
que não diretamente, mas pelas mãos de outros partidos, como o PSOL.
“Foi o caso de fevereiro de 2024, quando o Ministério da
Saúde publicou uma portaria que autorizava o abortamento em qualquer idade
gestacional. Como houve uma intensa repercussão, a ministra Nísia Trindade
anulou a portaria dois dias depois. Só que em abril o PSOL ingressou com a ADPF
1141, cujo intento é justamente liberar o abortamento em qualquer fase da
gestação”, diz ele e conclui: “Ou é muita coincidência, ou eles agem juntos”.
Durante a campanha eleitoral de 2022, Lula tentou convencer
o eleitor de que seria favorável à vida e contrário ao aborto. Nesse contexto,
o TSE chegou a proibir manifestações que relacionassem o petista à pauta
abortista, como a realizada pela coligação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mas logo nas primeiras semanas da nova gestão, em 2023, quatro
situações confirmaram o histórico abortista dos governos Lula e do PT,
colocando por terra a “conversa de bom moço” que ele tentou emplacar para
voltar à Presidência. Duas escolhas para comandarem importantes ministérios
reforçaram isso.
Aparecida Gonçalves, escolhida na ocasião como ministra das
Mulheres, disse que o aborto era questão de saúde pública, e que mesmo que o
governo enfrentasse dificuldades junto ao Congresso, avançaria em tudo o que
fosse possível nessa área. Dias antes, Nísia Trindade, que havia sido designada
para a pasta da Saúde, disse algo semelhante, ao sinalizar que lutaria pelos
“direitos reprodutivos da mulher”, um claro eufemismo para o aborto.
Aliás, a chegada de Nísia Trindade ao Ministério da Saúde
foi marcada pela revogação de uma série de portarias pró-vida, com o pretexto
que elas ofendiam “a ciência, os direitos humanos, os direitos sexuais e
reprodutivos” e que transformariam “várias posições do Ministério da Saúde em
uma agenda conservadora e negacionista”. Entre essas portarias estava a de nº
2.282, de 27 de agosto de 2020, que facilitava a identificação do estuprador.
Com a revogação, tornou-se mais difícil investigar o autor do estupro, abrindo
margem para o aborto em casos de falsas alegações de violência sexual.
No dia seguinte à revogação da portaria nº 2.282/2020, o
governo Lula tomou outra decisão perigosa: a saída do acordo internacional do
Consenso de Genebra, em defesa da vida, da saúde das mulheres, do
fortalecimento da família e da soberania de cada nação na política global. A
justificativa foi a mesma de tantas outras, se apoiando no “direito reprodutivo
da mulher”. Em nota conjunta dos ministérios dos Direitos Humanos e da
Cidadania (MDHC), das Mulheres, da Saúde e das Relações Exteriores, o governo
argumentou que o acordo continha “entendimento limitativo dos direitos sexuais
e reprodutivos e do conceito de família e pode comprometer a plena
implementação da legislação nacional sobre a matéria, incluindo os princípios
do SUS".
Ainda em 2023, no mês de setembro, novamente com a pauta do
aborto em evidência, por conta do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal
(STF) da ADPF 442, que pode descriminalizar o aborto até a 12ª semana de
gestação, Lula silenciou. O motivo? O alto custo político sobre uma manifestação
favorável ou contrária à legalização, além de um possível confronto com
ministros do STF.
Em 2024, notas técnicas, resoluções e lobby internacional
pró-aborto
Se em 20 anos desde seu primeiro mandato o percurso de Lula
na busca pela legalização do aborto não se alterou, não seria um novo ano que
faria isso. Já no início de 2024, uma nova orientação do Ministério da Saúde
excluiu o limite temporal para o procedimento, que anteriormente era de 21
semanas e 6 dias (depois disso, o bebê é capaz de sobreviver fora do útero),
possibilitando o aborto, nos casos não punidos pela legislação brasileira, até
os nove meses de gestação. Após duras críticas, no entanto, a nota foi suspensa
sob o argumento de “não ter passado por todas as instâncias necessárias na pasta”.
Meses mais tarde, diante da proposta do PL 1904/2024, na
Câmara dos Deputados, que equipara o aborto após 22 semanas de gestação ao
homicídio, Lula chamou o projeto de “insanidade”.
No mesmo ano, no encontro da Cúpula do G20, no Rio de
Janeiro, a ministra da Mulher, Aparecida Gonçalves, foi questionada em
entrevista sobre como o grupo “G20 Mulheres” abordou questões relacionadas aos
“direitos reprodutivos e sexuais” ao que respondeu que tudo foi trabalhado
“dentro da perspectiva do consenso”, mas não conseguiu avançar na pauta
abortista.
Em outro contexto do cenário internacional, o Itamaraty
surpreendeu diplomatas durante reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU),
em 2024, ao instigar a inclusão de um parágrafo com teor abortista, em uma
resolução sobre família proposta pelo grupo G77 + China. Ao falar sobre
questões relacionadas a meninas e mulheres, esse trecho usava a expressão
“saúde reprodutiva para todas”, linguagem utilizada em documentos oficiais para
defender o aborto.
O avanço da agenda pró-aborto em 2025
Em março de 2025, o governo lançou o Programa Nacional das
Salas Lilás, destinado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência. Por
meio dele, mulheres e meninas que sofreram violência têm espaços reservados em
delegacias e defensorias para atendimento. O texto da portaria, no entanto,
assim como no caso da nova versão da Caderneta da Gestante, é cheio de falhas e
brechas para o possível aborto.
E, sutilmente, em agosto de 2025, com um novo decreto
(12.574/2025) que estabeleceu a Política Nacional Integrada da Primeira
Infância (PNIPI), e com a promessa de garantir proteção, desenvolvimento e
direitos às crianças, o governo Lula revogou o decreto (10.770/2021) do ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) que protegia os direitos das crianças, desde a gestação. Na
ocasião, o especialista em direito das crianças, Gabriel Carvalho de Jesus
disse que esse era um “movimento sutil, porém gravíssimo, de instrumentalização
jurídica para o avanço de uma agenda abortista no Brasil”, apontando para a
falta de referências à proteção da vida humana desde a concepção.
Coerência no voto em 2026
Zezé Luz, missionária católica, orientadora familiar e
fundadora da Rede Colaborativa Brasil, reforça que, neste ano de eleições, a
população e as famílias devem ter coerência em seu voto, apostando em deputados
e senadores pró-vida, que poderiam brecar iniciativas abortistas do Executivo.
“Precisamos ter iniciativas parlamentares com responsabilidade
e com visão real de cuidado com as mulheres. A vida passa pelo ventre materno,
mas também pela responsabilidade dos homens, para que não as abandonem, nem a
seus filhos.”
Para a missionária, é primordial que haja um chamado ao
poder público e aos legisladores para que o combate ao aborto seja tratado com
seriedade. “Já há quase 20 anos está tramitando o PL 478/2007, o Estatuto do
Nascituro, que é uma proteção à mulher e ao bebê ainda no ventre. Além disso,
por que não há investimento em creches, maternidades e acompanhamento às
mulheres, mas sim em métodos de aborto?”, finaliza.
Angélica Favretto.
O
Presidente do Senado não quer investigar o Banco Master.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre barrou a leitura de requerimentos para a criação de uma CPMI do Banco Master e afirmou que a decisão cabe exclusivamente à presidência da Casa. Essa postura acende um sinal de alerta vermelho na nossa democracia e sufoca o papel fiscalizador do Legislativo em benefício de blindagem política. Engavetar requerimentos de forma monocrática é impedir que o Brasil passe a limpo as gravíssimas denúncias que afetam a credibilidade das instituições. Davi Alcolumbre não quer a CPMI mesmo sabendo que este é o caminho legítimo para que investigações sérias, transparentes e profundas sejam conduzidas.
Ele não quer que a extensão dessa rede de influência, colha provas robustas e garanta que todos os culpados — sejam eles do setor privado ou do alto escalão do poder público — sejam severamente punidos pela lei. É inadmissível que o destino de investigações de interesse nacional dependa da caneta e da vontade de uma única pessoa, que se coloca acima da vontade da maioria do Congresso. O povo exige respostas e o Congresso Nacional não pode se curvar a uma liderança que escolhe quais escândalos devem ser investigados e quais devem ser varridos para debaixo do tapete. A CPMI do Banco Master precisa sair do papel, porque a justiça e a transparência não podem ficar reféns de interesses políticos de ocasião.
Esmagar a soberania do Congresso não seria aceitável nem nas mãos de alguém com princípios inabaláveis. Nas mãos de Davi Alcolumbre, transforma-se em uma ferramenta escancarada de blindagem e favorecimento político. Seu currículo passa longe de qualquer compromisso com a transparência; na verdade, seu histórico e seu apetite pelo poder são um insulto à democracia e um salvo-conduto para a impunidade.
Vicente Lino
A caderneta do aborto.
Gazeta do Povo
No último dia 12, o Ministério da Saúde lançou uma nova
edição de sua Caderneta Brasileira da Gestante, um documento no qual a gestante
e os profissionais de saúde que a acompanham registram informações da mulher,
histórico médico, dados da gravidez (como ganho de peso) e do pré-natal, e
preferências a respeito do parto e do pós-parto. A caderneta ainda tem várias
informações sobre cuidados de saúde durante a gestação, como vacinação,
alimentação e atividade física, e sobre direitos da gestante – inclusive
direitos trabalhistas. Até aí, nada de notável – documentos como esse são
interessantes por reunirem em um só lugar todas as informações necessárias, já
que nem sempre a gestante será atendida pelos mesmos profissionais ao longo da
gravidez; a nova edição tem até uma versão digital, acessada pelo celular. O
grande problema está em um conteúdo que, até então, não aparecia na caderneta,
e entrega a índole profundamente abortista do governo Lula.
Na sétima parte, sobre “condições específicas na gestação”,
logo após a descrição do que constitui “gestação não planejada” e “gestação não
desejada”, há um item sobre aborto – nunca chamado pelo nome, mas apenas pelo
eufemismo “interrupção da gestação”. O texto já começa mal, tratando como
direito garantido por lei o que o legislador penal tratou apenas como situação
em que há crime, mas não há pena – um equívoco intencional, que já esclarecemos
neste espaço, mas infelizmente bastante popularizado no Brasil. Muito pior que
isso, no entanto, é a ideia subjacente na estrutura desse capítulo, que trata o
aborto como a única opção possível para a mulher (ou “pessoa que gesta”,
segundo a novilíngua usada na caderneta) que se vê em uma situação de gravidez
indesejada, definida como “aquela em que a pessoa não pretendia engravidar e
não deseja a continuidade da gestação” (destaque nosso).
O estímulo não é explícito, mas dissimulado: às mulheres
desesperadas, vulneráveis por uma gravidez que não desejaram, a caderneta tem
uma sugestão: abortar, pois a lei “permite”
Essa mentalidade é facilmente comprovável quando se verifica
que, além da informação incorreta sobre o status legal do aborto em casos de
gestação decorrente de estupro, risco de vida para a mãe, e anencefalia, a
caderneta não apresenta nenhuma outra opção para a mãe que não deseja ter o
filho (por vários motivos, alguns deles bastante compreensíveis), mas também
intui que matá-lo no ventre não é uma solução. O documento não informa, por
exemplo, que a partir da 22.ª semana de gestação o feto atinge o limiar da
viabilidade, tendo já chance de sobreviver fora do útero se receber os devidos
cuidados médicos. Tampouco explica sobre programas de encaminhamento dos bebês
para adoção (independentemente de o parto ter sido antecipado, ou ocorrer no
fim normal da gestação).
A rigor, a própria inclusão de informações sobre aborto na
caderneta já é uma forma sutil de incentivo. Como lembrou o obstetra Raphael
Câmara, ex-secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, membro do
Conselho Federal de Medicina (CFM) e criador da versão anterior (de 2022) da
Caderneta da Gestante, pressupõe-se que a mulher que busca um documento como
esse o faz porque tem planos de levar a gestação adiante. A menção ao aborto,
ali, representa a inserção de uma possibilidade que a gestante descartou ou nem
sequer chegou a considerar. “Começa-se a usar o pré-natal como um momento para
se estimular o aborto”, afirmou Câmara. Informação desnecessária, equivocada do
ponto de vista jurídico, e pela metade – nada disso é acidental. O estímulo não
é explícito, mas dissimulado: às mulheres desesperadas, vulneráveis por uma
gravidez que não desejaram, a caderneta tem uma sugestão: abortar, pois a lei
“permite”. Nem é preciso pensar em outras possibilidades. Inclusive, a
caderneta faz questão de lembrar que “não é obrigatório registrar boletim de
ocorrência”; só não sugeriu que um aborto sob demanda pode ser conseguido com
uma alegação falsa de violência sexual, mas talvez isso não seja necessário: a
militância sabe o caminho das pedras.
Em 2022, para disfarçar seu abortismo, Lula tentou se
esquivar, dizendo, em uma carta aos evangélicos, que esse “não é um tema a ser
decidido pelo presidente da República e sim pelo Congresso Nacional”. Era
mentira: primeiro, porque os satélites do petismo na esquerda buscaram o
Supremo Tribunal Federal para que descriminalizasse o aborto, à revelia do
Legislativo; segundo, porque o Poder Executivo tem feito muito ao longo desses
quatro anos para incentivar o aborto: revogou e reescreveu normas técnicas;
retirou o Brasil de pactos internacionais em defesa da vida nascente; facilitou
abortos em supostos casos de gestação decorrente de estupro, retirando
exigências como o boletim de ocorrência; e tentou até normalizar a barbárie do
aborto tardio, quando a criança já tem chance de sobrevivência fora do útero. A
nova Caderneta da Gestante é apenas mais uma dessas ações do governo que buscam
aproveitar todo tipo possível de brecha para contornar a vontade do povo,
cristalizada na lei penal. Mas, quando a campanha chegar, Lula voltará a dizer
que aborto é assunto para o Legislativo, e não para o Executivo. Que o país não
caia mais uma vez nesse engano fatal para os seres humanos mais indefesos e inocentes.
domingo, 24 de maio de 2026
Como viver e reagir num país dominado pelo crime.
Luís Ernesto Lacombe.
Somos um país dominado pelo crime. Para onde quer que se
olhe, lá estão os bandidos agindo impunemente. Quando o jornal O Globo publica
editorial defendendo a censura na rede social, e lamentando que ela não seja
mais ampla, que ainda seja necessária decisão judicial para retirada de alguns
tipos de publicações, o crime está no comando.
Quando há um monte de gente enrolada com o Banco Master –
Lula, Jaques Wagner, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski, Silvio Costa Filho,
Aécio Neves, Ciro Nogueira, Antônio Rueda, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli,
Gilmar Mendes, Kassio Nunes, Paulo Gonet, Andrei Rodrigues, Hugo Motta, Davi
Alcolumbre – e só se fala de Flávio Bolsonaro, é a bandidagem no controle.
Quando vazam seletivamente informações sobre o caso, e há “jornalistas” prontos
a manobrar com isso, estamos quase perdidos.
Quando Davi Alcolumbre barra a instalação da CPI do Banco
Master, e Daniel Vorcaro vai e volta em sua delação, de olho numa anulação das
ações sobre o caso, é mais uma articulação do crime. São os marginais esparramados
em tudo, também nos movimentos para impedir a abertura de processos de
impeachment de ministros do Supremo.
Quando surge mais uma denúncia contra Ciro Nogueira, com a
indicação de repasses milionários para uma empresa em nome de parentes dele, e
há pouca esperança de que haja investigação correta sobre isso, é o crime que
está ditando as regras. A parte boa da Polícia Federal se esforça, apresenta as
informações sobre aportes suspeitos descobertos pela Operação Sem Refino, mas
nada parece dar em algum lugar decente.
Quando a influenciadora e advogada Deolane Bezerra é presa
por envolvimento em lavagem de dinheiro para o PCC, e seus seguidores choram,
parecemos mesmo um caso perdido. Quando gente como Raphael Souza Oliveira, dono
da Choquei, e MC Ryan, Poze do Rodo e Oruam, também suspeita de ligações com
facções e, como Deolane, apoiadora de Lula, faz o que faz, o país inteiro é
prisioneiro.
Quando há milhares de perseguidos e presos políticos, todos
abandonados à própria sorte, sim, estamos em pedaços. Quando as ilegalidades
contra eles são aceitas, assim como as artimanhas para tirar Lula da cadeia, o
abismo parece inevitável... E quando passa a ocupar o Palácio do Planalto esse
sujeito condenado em todas as instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro –
e há um ex-presidente preso injustamente, ilegalmente –, o crime está vencendo.
Quando o déficit fiscal aumenta, a dívida pública dispara, e
os juros não têm como cair, quando as estatais dão prejuízo… Quando o gasto com
Previdência sobe sem parar, quando a arrecadação federal não para de subir, mas
não pelo aumento da atividade econômica... Quando prevalece a ilusão de que o
Estado é solução, e não a causa da maior parte dos problemas, os criminosos
estão em festa.
Quando o Estado insiste em se meter na relação entre
empresas e trabalhadores, forçando uma escala de trabalho que vai provocar
quebradeira e mais inflação… Quando não há liberdade econômica, livre mercado e
o empreendedor é tratado como marginal, estamos num buraco profundo.
Quando os brasileiros estão endividados e são empurrados
pelo governo para novas dívidas… Quando a inflação dos mais pobres é quase o
quádruplo da registrada para os mais ricos... E medidas eleitoreiras,
populistas vão sendo despejadas em tempestade devastadora, ninguém sabe como
escapar.
Quando o brasileiro não se sente seguro nem na rua, nem no
trabalho, nem em casa... Quando o medo impera e ministro de Estado e candidato
a presidente passeiam tranquilamente por áreas dominadas pelo tráfico de
drogas, o país foi entregue ao lado escuro. Quando facções criminosas
brasileiras se espalham pelo mundo como multinacionais da bandidagem, o bem já
quase não se vê.
Se estão defendendo abertamente criminosos, grupos
terroristas, ditadores, o crime está normalizado. E também quando os irmãos
Batista dão as cartas sobre negócios, política e até geopolítica... E quando o
STF tem ministros como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Flávio
Dino e Cármen Lúcia... Isso tudo é prova de que estamos encalacrados.
A questão é como reagir. Tirar o PT do poder é fundamental.
E tirar o Centrão do controle do Legislativo. E não baixar a cabeça para
arbítrios, abusos e ilegalidades praticados por ministros do STF também. Para
isso, não podemos barrar o debate, é preciso fazer todas as perguntas
necessárias, apontar os crimes, um a um, e cobrar reações legais. É preciso
agir, trabalhar sempre em busca da verdade, expor os fatos. Porque estaremos
sempre por um triz, se a mentira impera na maior sem-vergonhice.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
O Escândalo do Banco Master Exige Isenção Absoluta
Chegamos a uma situação tão politicamente explosiva, que a
sociedade precisa fazer uma pergunta incômoda: a Polícia Federal quer, de fato,
ir até o fim nessas investigações? A instituição tem operado com a necessária
imparcialidade ou estamos diante de uma atuação seletiva, que dosa os
vazamentos e calibra os alvos ao sabor das conveniências do momento? O que se
espera é que a atuação da PF não exponha apenas uma ala do espectro político,
enquanto blinda ou minimiza a participação de outra. Procedimentos assim não
servem à Justiça; servem apenas como instrumento de guerra partidária.
Se há indícios de que a estrutura do Palácio do Planalto ou
do Banco Central foi usada como moeda de troca ou blindagem política, isso
precisa ser rigorosamente investigado. É necessário investigar, também, o
financiamento de projetos da oposição e os bilhões de reais de fundos de
previdência municipais espalhados por todo o país. Se a Polícia Federal e o
Poder Judiciário falharem, a mensagem será de que as instituições protegem os
fortes contra os fracos. Exigimos o esclarecimento total e isento do caso
Master, ou será perda de tempo mantermos a crença na saúde da nossa democracia.
Vicente Lino.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
O PT idiota e sua obsessão pelo assassinato de crianças no ventre.
Danilo de Almeida Martins.
O PT idiota e sua obsessão pelo assassinato de crianças no
ventre – Danilo Martins.
Não, caríssimo leitor. Não estamos externando nenhum
sentimento de ódio ao referido partido político, nem mesmo projetando nele o
sentido pejorativo do termo “idiota”, que comumente se usa hoje em dia.
A origem etimológica do termo faz referência ao grego, onde
o elemento “ídios” indica o particular relativo à pessoa, indicando que os
idiotas eram aqueles que não tinham interesse na coisa pública — que só
pensavam em si mesmos — e que não acreditavam em um Deus que havia estabelecido
uma ordem das coisas. Para Aristóteles, o idiota era alguém cuja vida privada é
sua única preocupação, uma pessoa egocêntrica, indiferente às necessidades da
coletividade, inconsequente em si mesma.
Não há, pois, qualquer intenção de ofender o partido ou seus
integrantes, mas, sim, expor uma característica que está ficando cada vez mais
clara: a defesa de pautas ideológicas próprias e completamente egoístas que vão
contra a vontade do povo, no particular, a questão do aborto. Olhando apenas
para si e para suas vontades, o partido se esquece do coletivo, desprezando a
opinião popular brasileira, que é majoritariamente contrária à pauta abortista.
Já colocamos aqui, em outros textos, que as ações tomadas
por este governo, desde o primeiro dia, são completamente opostas à agenda
pró-vida: saiu do Consenso de Genebra, revogou portarias do Ministério da Saúde
que se preocupavam com a gestante, emitiu Nota Técnica autorizando o
abortamento até o nono mês (que foi “anulada” em dois dias), quis permitir o
uso de dinheiro público para o aborto em 2024 e apoia a Resolução nº 258 do
CONANDA, que propagandeia a possibilidade de gestantes menores de idade poderem
abortar sem o consentimento de seus pais.
Além disso, Lula publicou o Decreto 12.574/2025, que retirou
a proteção do nascituro e passou a distribuir, via Ministério da Saúde, um
implante contraceptivo que também tem efeitos abortivos, o qual, inclusive, vem
sendo aplicado em crianças de 10 anos pela prefeitura de Fortaleza, também do
PT.
Mas a cereja do bolo veio nesta última semana. A última
caderneta brasileira da gestante, recentemente lançada pelo Governo Federal,
além do detalhe de não mais denominar as mães por este nome, mas, sim, por
“pessoas que gestam”, traz algo inusitado para um documento que deveria se
pautar pelo cuidado com a gestante e com a vida que está por vir.
Ao invés de garantir o acompanhamento da gestante de forma
humanizada, trazendo instruções sobre a importância do bebê que está sendo
gerado no ventre materno, o PT resolveu inserir nada mais do que a própria
morte neste documento que é sinônimo de vida.
Trazendo ao lume (ou seria das trevas?) sua obsessão pelo
assassinato intrauterino, o governo realizou algo antes impensável:
propagandear a morte no documento que é o primeiro registro de nossa existência
Dentre tantos despautérios, a cartilha chega a afirmar que a
retirada do preservativo sem consentimento (o chamado stealthing) seria uma
forma de violência sexual, algo que justificaria a busca pelo procedimento de
aborto.
O que o governo não sabe (ou finge não saber) é que a
violência sexual que é pressuposto para a possibilidade de abortamento é
somente aquela que constrange a vítima a ter conjunção carnal ou a praticar ou
permitir outro ato sexual. Se a pessoa já está se relacionando sexualmente com
a outra e o homem resolve retirar o preservativo sem o consentimento de sua
parceira, este reprovável comportamento não pode ser equiparado ao estupro,
justamente porque eles já estão praticando o ato. Queiramos ou não, o
assentimento ao sexo já aconteceu.
Além do equívoco de dizer que o aborto é um direito, a
caderneta também peca ao trazer vagos e enganosos conceitos sobre o que seria
violência obstétrica, algo que irá ocasionar muitas complicações na relação dos
obstetras com suas pacientes. Situações emergenciais que demandam a pronta
atuação do profissional da saúde poderão ser enquadradas como “violência
obstétrica”, e o resultado disso será uma indesejável insegurança jurídica ao
médico e um incalculável prejuízo à saúde das próprias mulheres.
Fortemente carregada de conceitos ideológicos, a nova
caderneta é um conjunto de instruções que falha em seu objetivo de ser a principal
ponte de comunicação entre a gestante e as equipes de saúde. Ao fazer
referência e tentar ampliar as possibilidades de enquadramento nas situações
que permitiriam a realização do aborto, revela-nos que aqueles que flertam com
a morte sempre estão também de mãos dadas com a malícia.













