O retrocesso no Congresso Nacional do PT.
Em editorial, a Gazeta do Povo informa que, no início do mês,
o PT realizou o seu 8.º Congresso Nacional. Nada mudou: o documento, que
deveria ser um plano de futuro, revela-se, na verdade, uma repetição exaustiva
de mantras e distorções que podem custar caro ao Brasil.
De um lado, o partido repete a narrativa da "herança
maldita" para justificar qualquer falha; de outro, tenta se apropriar de
sucessos que não lhe pertencem. O partido falta com a verdade ao afirmar que
trouxe a inflação para a meta, ignorando que o mérito cabe à política técnica
do Banco Central. Além disso, há a desfaçatez de afirmar que as contas públicas
melhoraram quando, na realidade, a dívida pública explodiu, crescendo quase dez
pontos percentuais em relação ao PIB.
O partido, alinhado ao STF, ainda utiliza o termo
"democratização" quando, no dicionário petista, democratizar
significa aparelhar ou controlar. Quando falam em democratizar a comunicação, o
que se lê é censura; quando falam em democratizar o campo, lê-se violação do
direito de propriedade.
Um modelo que prioriza o gigantismo estatal e o
intervencionismo econômico é um convite à catástrofe. Esse roteiro, que gera um
alívio artificial de curto prazo, planta estagnação e recessão no futuro. O
editorial da Gazeta do Povo conclui que o PT não tem nada de novo a oferecer: o
congresso do PT foi apenas mais uma peça publicitária de um partido que olha
para o espelho do passado.
Se o Brasil continuar trilhando esse caminho de irresponsabilidade
fiscal e avanço do Estado sobre as liberdades individuais, o preço será uma
democracia enfraquecida e uma economia condenada à mediocridade.
Vicente Lino.












