ESTADO DE BOLSONARO. SE ELE MORRER O FANTASMA DE SEU MARTÍRIO SOTERRARÁ QUALQUER LEGADO
POSITIVO DOS MINISTROS E NINGUÉM SE LEMBRARÁ DELES SENÃO COMO QUEM FEZ DA TOGA
UM PUNHAL.
Félix Soibelman
Flavio afirma que Bolsonaro não pode ficar sozinho, com
perigo de cair, na cela, e morrer.
Moraes evitou a visita do designado por Trump, também, porque sabe que
encontraria um homem destruído, que heroicamente não cedeu às pressões
políticas de um gangsterismo judiciário.
Estaremos prestes a ver o parto do que alguns chamam de assassinato
de um ex-presidente por meio de algo que muitos consideram um golpe de Estado
judicial?
A reação poderá ser
maior do que foi com o suicídio de Getúlio, principalmente neste momento, em
que Moraes se revelará, se verdadeiro o que se suspeita de seu envolvimento com
Vorcaro, o mais venal dos Robespierres.
Se ele morrer
Gilmar, que derramava lágrimas por Lula em julgamento, vai colocar seu
garantismo "ad hoc" na maletinha e ir para Portugal?
Creio que o estigma de assassinos de Bolsonaro será
inevitável e vitalício, nunca conseguirão eliminar a nódoa na sua fronte.
Se Bolsonaro morrer o martírio dele vai ficar reconhecido
como a prole do mais sádico dos juízes e manchará para sempre, mundialmente, o
STF.
Seus ministros ficarão carimbados como a mais vergonhosa
Suprema Corte do mundo democrático a coonestar o sofrimento e capitanear a
infâmia.
Todas as obras
intelectuais pelas quais tentaram se projetar como grandes expoentes do
constitucionalismo ficarão traídas pela índole desumana demonstrada nessa morte
trágica.
Não haverá mais para eles lugar na Suprema Corte; enquanto
eles nela estiverem ficará reduzida a um cadáver pretoriano da elevação própria
do cargo, um cadáver da dignidade da Corte, assim indigna de defender a
dignidade humana como epicentro axiológico da Constituição.
Serão os menores entre homens a quem terá sido oportunizada,
em vão, a grandeza. Vão sonhando que alguém se lembrará de um só livro escrito
por eles. Terão assinado com o sangue de um homem injustiçado a sua memória.
Felix Soibelman
Moraes continua sua caçada, desta vez contra o homem que produziu laudos sobre as urnas.
Fernão Lara Mesquita.
Fora de controle, Alexandre de Moraes, aquele cuja família
tem um contrato com o banco Master que lhe rendeu R$ 80 milhões até o dia que o
dono do negócio foi preso, continua sua caçada a desafetos políticos, mesmo
encurralado por denúncias envolvendo sua conduta contra jornalistas e suas
relações com Daniel Vorcaro.
A pedido dele, o Ministério da Justiça e Segurança Pública
enviou documentação complementar ao Itamaraty para formalizar o pedido de
extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal
(IVL).
Rocha, condenado pela 1ª Turma do STF a 7 anos e 6 meses por
produzir estudos que embasaram ação do PL no TSE para anular votos na eleição
de 2022 por conta das urnas eletrônicas, teve de fugir do Brasil em setembro de
2025 e, segundo Moraes, estaria no Reino Unido.
E ninguém mais fala dos laudos.
O presidente do IVL foi considerado foragido pela Polícia
Federal em dezembro de 2025, após agentes não o localizarem em seu apartamento
em São Paulo para cumprir pedido de prisão domiciliar.
Em 10 de março, Moraes determinou providências para o pedido
de extradição ao Reino Unido.
O impasse era a exigência britânica de documentos como
traduções de leis, detalhes dos crimes e garantia de boas condições na prisão
brasileira.
O Ministério da Justiça confirmou o envio desses papéis
extras ao Itamaraty, que agora formalizará a entrega às autoridades do Reino
Unido para decisão final sobre a extradição.
Fernão Lara Mesquita
sábado, 14 de março de 2026
Daniel Vorcaro segue preso e Mendonça revela crimes ainda mais graves.
Deltan Dallagnol
O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do
banqueiro ostentação Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Mais
importante que isso: o voto de 23 páginas do ministro André Mendonça revelou
detalhes devastadores sobre a organização criminosa que vão muito além do que
se conhecia até agora. O julgamento ainda não terminou — Gilmar Mendes, o
ministro do pátio dos milagres dos corruptos, ainda não votou quando este texto
foi escrito —, mas a vitória já está consolidada.
A primeira revelação é explosiva: a Polícia Federal (PF)
analisou apenas um celular de Vorcaro. Há oito celulares ainda por examinar.
Tudo o que se descobriu até agora, como contratos milionários, mensagens com
Alexandre de Moraes, degustação de uísque Macallan em Londres, relações sombrias
com Dias Toffoli, veio de um único aparelho. Oito celulares aguardam perícia.
As bombas que ainda vão explodir podem ser muito maiores.
A segunda: Mendonça comprovou que o grupo “A Turma” não era
mero grupo de WhatsApp, como alegou a defesa. Era um grupo armado, miliciano,
que praticava ameaças e violência. O ministro citou exemplo concreto: um
ex-capitão do barco de Vorcaro foi ameaçado por sete milicianos controlados
pelo banqueiro.
A terceira: esse grupo armado ainda está ativo. Mendonça
revelou que “A Turma” pode ter até seis membros ainda não identificados que
estão à solta. Nas palavras do ministro: “A organização ainda se apresenta como
uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda
estão à solta.”
A quarta: durante a operação, a Polícia Rodoviária Federal
(PRF) interceptou, na BR-381, dois suspeitos do núcleo tecnológico da
organização — “os meninos” —, responsáveis por hackeamento e invasão digital.
A quinta: Mendonça revelou investigação específica sobre o
“Projeto DV”, tentativa de Vorcaro de arregimentar influenciadores oferecendo
até R$ 2 milhões para veicular conteúdo favorável a ele e questionar o Banco
Central (BC). Isso não é exercício de liberdade de expressão; é obstrução de
investigações.
A sexta: há risco concreto de fuga. Vorcaro está tentando
vender aeronave avaliada em R$ 538 milhões por US$ 80 milhões e, da primeira
vez em que foi preso, estava embarcando para Dubai, conhecido paraíso fiscal,
onde Vorcaro e seus bilhões poderiam desaparecer da face da Terra.
Coincidentemente, Dubai foi o local escolhido por Moraes e
sua esposa, Viviane Barci, a advogada mais cara do mundo, para passar as férias
no final do ano passado. Pode ser tudo mais uma grande coincidência, mas, no
Brasil, esse tipo de coincidência é digno de nota, porque, não raro, esconde
esquemas, conchavos, desvios.
A sétima: o bloqueio de R$ 2,2 bilhões na conta do pai de
Vorcaro na Reag, aquela gestora investigada por lavagem de dinheiro para o PCC.
A defesa negou que existisse esse valor, mas Mendonça provou que o bloqueio já
havia sido determinado por Toffoli em 14 de janeiro. Dois bilhões e duzentos
milhões de reais na conta do pai.
Mendonça rebateu, ponto a ponto, todos os argumentos da
defesa em voto técnico e devastador. Isso mostra o que acontece quando há
ministro sério investigando: as provas aparecem, a lei funciona, a Justiça
acontece. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o voto pela
manutenção da prisão.
Vorcaro está preso. Com grupo armado ativo, hackers à solta,
tentativa de venda de aeronave, bilhões escondidos, projeto de manipulação com
influenciadores e oito celulares ainda não analisados, a pressão sobre o
banqueiro só aumenta. E, quando a pressão aumenta, delações acontecem.
A qualquer momento, podemos ter uma delação explosiva de
Daniel Vorcaro. Com tudo o que ele sabe, com todos que ele conhece, com todas
as mensagens que ainda não vieram à tona, uma colaboração premiada pode fazer o
que já se sabe do caso Master parecer brincadeira de criança perto do que está
por vir.
Deltan Dallagnol é embaixador nacional do partido Novo. É
mestre em Direito pela Universidade de Harvard.
sexta-feira, 13 de março de 2026
Denunciado, Dino ordena busca e apreensão contra jornalista.
Alexandre de Moraes, aquele cuja família tem um contrato com
Daniel Vorcaro do Banco Master que lhes garante 3 milhões e 600 mil reais POR
MÊS, e cuja esposa acaba de ser denunciada como tendo falseado uma “prova” dos
serviços prestados ao estelionatário preso, ordenou busca e apreensão de
celulares, computadores, tablets, documentos e outros dispositivos eletrônicos
do jornalista Luís Pablo, responsável pelo site Blog do Luís Pablo, com sede em
São Luís, após reportagens sobre o uso irregular do carro funcional do ministro
Flávio Dino no Maranhão.
A medida foi solicitada pela Polícia Federal dentro de
investigação sobre suposto “crime de perseguição”, “indícios de monitoramento
do veículo de Dino” e “exposição de informações sensíveis relacionadas à
segurança do ministro”.
No mundo real o que houve foram reportagens de novembro de
2025 que detalharam o uso de um veículo blindado do Tribunal de Justiça do
Maranhão, o estado mais pobre do Brasil, por familiares do ministro, contra o
que manda a lei.
Os itens que podem ser apreendidos incluem:
Computadores e notebooks usados para publicações;
Celulares e tablets do jornalista;
Documentos físicos e digitais relacionados às matérias;
Arquivos em serviços de armazenamento em nuvem;
Publicações em redes sociais e blogs.
Ao jornal O Globo que, após revelar o contrato milionário da
família do ministro, teve seus jornalistas veladamente ameaçados, Moraes,
interrogado, respondeu que “a inviolabilidade domiciliar é uma garantia
constitucional, mas pode ser afastada quando há indícios de crime”.
O jornalista Luís Pablo, como de hábito na “democracia
lulista”, não teve acesso aos autos para entender os fundamentos da acusação
que lhe imputam, mas reafirmou o compromisso com o jornalismo responsável e a
apuração de fatos de interesse público, respeitando os princípios que
garant(iam) a liberdade de imprensa e o direito à informação.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA)
comentou o fato com a meia-sola de sempre, dizendo que buscas e apreensões
devem ser “executadas com cautela”, respeitando a preservação do sigilo de
fonte e o livre exercício do jornalismo.
Como não aconteceu nada nem com Moraes, nem com Tóffoli,
depois dos flagrantes em que foram pegos e das respostas esfarrapadas que
deram, e a imprensa continua hesitando em tratá-los como o que suas contas
bancárias provam que são, eles houveram por bem avançar pelas bordas sobre os
jornalistas, para decidir quando poderão “quebrar os dentes” aos do centro.
Fernão Lara Mesquita.
Demorou,
mas o Conselho de Ética do Senado acordou.
Demorou
muito, mas finalmente o Partido Novo decidiu protocolar uma representação
contra Davi Alcolumbre no Conselho de Ética. A demora em confrontar o
presidente do Senado permitiu que um vácuo de fiscalização se instalasse no
Brasil. A covardia, que estendeu um tapete vermelho para o avanço de medidas
ilegais de ministros do STF, pode ser estancada com o afastamento de Davi
Alcolumbre.
Além de barrar a fiscalização de outros Poderes, ele soterrou
pautas essenciais para o país, como a prisão em segunda instância, o fim do
foro privilegiado e a Lei de Abuso de Autoridade. Mais: ele afirmou que não
pautaria um pedido de impeachment contra ministros do STF nem que recebesse as
81 assinaturas dos senadores. Por isso mesmo, cerca de 60 pedidos de
impeachment foram arquivados sumariamente — um deles com mais de 3 milhões de
assinaturas populares.
Vale lembrar que as investigações que apuram o escândalo
dos aposentados envolvem estruturas políticas em seu estado, o Amapá. São
suspeitas que reforçam a tese de que o controle da pauta do Senado pode estar
sendo usado como moeda de troca para proteção política. O Brasil não pode mais
ficar refém de um único homem. É urgente a alteração do Regimento Interno do
Senado para que decisões que impactam a vida de milhões de brasileiros sejam
colegiadas ou tenham prazos para ocorrer.
Não é razoável que o funcionamento de
um país inteiro e a harmonia entre os Poderes dependam de uma única pessoa.
Faltam a Davi Alcolumbre os requisitos essenciais para a Presidência do Senado:
a coragem de decidir e a honradez para nos representar.
Vicente
Lino.
Gilmar
Mendes e a seletividade da barbárie.
Os
vazamentos das conversas nos celulares do dono do Banco Master revelaram uma
proximidade suspeita entre o banqueiro e altas autoridades. Curiosamente, o que
choca o ministro Gilmar Mendes não é o conteúdo das mensagens, e sim o
vazamento de conversas entre Daniel Vorcaro e sua namorada.
Para Gilmar, isso é
"barbárie institucional". Enquanto sua excelência se preocupa com a
intimidade do banqueiro, o país descobre um submundo de violência e corrupção. Ele finge ignorar que a extração de dados
revelou diálogos que a Polícia Federal descreve como típicos de uma verdadeira
organização criminosa. Nas mensagens, Vorcaro manifestou a intenção de agredir
o jornalista Lauro Jardim, afirmando textualmente: "Quero mandar dar um
pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto". Em outro momento, ordenou
"moer" uma ex-empregada.
Vazamentos mostraram que uma quadrilha de
hackers era usada para acessar ilegalmente bases de dados do Ministério
Público, da Polícia Federal e até do FBI. Gilmar acha que isso não configura barbárie
institucional e ainda ignora as trocas de mensagens entre Vorcaro e seu
cunhado, Fabiano Zettel, que indicam o pagamento de propinas a diretores do
Banco Central e registros sugerindo viagens à Disney para funcionários do BC em
troca de "orientações" privilegiadas. Os vazamentos que Gilmar Mendes deveria condenar mostram que a rede de contatos de Vorcaro incluía três ministros do STF
e seus parentes.
Ele também não condena as trocas de mensagens de Vorcaro com
Alexandre de Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, além de diálogos
com Dias Toffoli que levaram a PF a pedir a suspeição do ministro. Para Gilmar
Mendes, nada disso abala as instituições.
Convenientemente, a única barbárie
que ele enxerga é a que atinge a intimidade de quem é investigado.
Em 25 de abril de 2024, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, e o delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, participaram de uma degustação exclusiva do whisky escocês Macallan no George Club, um clube privado alugado para eventos de elite na região de Mayfair — uma das áreas mais caras e sofisticadas de Londres —, organizada durante o 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado de 24 a 26 de abril e patrocinado pelo Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, que hoje está preso por liderar um esquema bilionário de fraudes, mas, na ocasião, estava brindando com três das mais poderosas autoridades do país, entre outras.
Ao lado de Moraes, Vorcaro e Andrei, estavam também o ministro do STJ Benedito Gonçalves, o advogado de Vorcaro Ciro Soares, o presidente da Câmara Hugo Motta, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, entre cerca de 40 autoridades e convidados que degustaram o Macallan e fumaram charutos oferecidos gratuitamente durante as duas horas de evento.
Segundo apurou o Peder360 com base em documentos enviados à CPMI do INSS, a degustação no George Club custou US$ 640.831,88 (cerca de R$ 3,2 milhões na cotação de abril de 2024), valor que cobriu o whisky premium, serviços gastronômicos e entretenimento, pago integralmente por Vorcaro, que se gabou à ex-namorada Martha Graeff: “Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc. E euzinho discursando”; ao fim, cada participante recebeu uma garrafa de edição especial do Macallan como presente — preços do tradicional e renomado single malt variam de R$ 1 mil (12 anos de envelhecimento) a mais de US$ 100 mil (72 anos, “Genesis Decanter”).
Reunião que destituiu Toffoli
Esse encontro em Londres foi mencionado em sessão fechada do STF em 12 de fevereiro de 2026, que afastou Dias Toffoli da relatoria do inquérito do Banco Master, com base em relatório de 200 páginas da PF citando sua proximidade com Vorcaro.
Na reunião, vazada por alguém cuja identidade não se sabe até hoje, embora haja algumas suspeitas, Moraes defendeu os integrantes do STF Futebol Clube: “Nesse encontro em Londres, vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan [o whisky escocês]”, referindo-se ao George Club.
O ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso no Supremo, não participou do evento em Londres.
No dia seguinte, 26 de abril, as mesmas autoridades bancadas por Vorcaro foram ao exclusivo Annabel’s, outro clube privado de Mayfair, para um happy hour e jantar, integrando o pacote total de eventos em Londres — que incluiu hospedagem no hotel de luxo The Peninsula e apresentações de artistas como DJ Hugel, Keinemusik, cantor Seal, banda do Annabel’s e Nikita Kuzmin, no museu Wallace Collection e outros locais —, custando US$ 6.035.922,37 no conjunto.
Os pagamentos de Vorcaro
Em abril de 2024, mês da degustação, a mulher de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, já prestava serviço ao Banco Master, considerando que os atendimentos previstos no contrato de R$ 129 milhões tiveram início em fevereiro de 2024, cerca de 2 meses antes da viagem a Londres, conforme ela mesmo declarou – interrompido pela liquidação do banco pelo BC, o contrato vigorou por 22 meses e rendeu cerca de R$ 80 milhões aos Moraes.
O escritório da família de Ricardo Lewandowski também trabalhou para o banqueiro, recebendo R$ 250 mil por mês de agosto de 2023 a setembro de 2025 – ou seja, enquanto degustava um Mcallan em Londres, Lewandowski era ministro da Justiça de Lula e seu escritório tinha como cliente o banco de Daniel Vorcaro, com quem se regozijou naquela noite.
Dias Toffoli é outro que tinha negócios com Daniel Vorcaro na ocasião.
Um fundo ligado ao cunhado do banqueiro, o pastor Fabiano Zettel, repassou R$ 35 milhões à empresa do ministro em sociedade com seus irmão, a Maridt, para adquirir a participação deles no resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), conforme extratos bancários e mensagens apreendidas pela PF no celular de Vorcaro.
Depois do evento de Londres, Vorcaro cobrou duas vezes seu cunhado desse pagamento. Primeiro em maio: “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”.
Depois, em agosto, novamente: “Aquele negócio do Tayayá não foi feito? […] Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?” —, e Zettel confirmou: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.
O Poder360 questionou a Polícia Federal sobre quem custeou a viagem de seu diretor-geral, mas não obteve resposta.
Quem mais estava lá?
Outros nomes que participaram do evento, mas não necessariamente estiveram na degustação ou outros jantares:
Alexandre Cordeiro (presidente do Cade);
André Ramos Tavares (ministro do TSE);
Antonio Saldanha Palheiro (ministro do STJ);
Ciro Nogueira (senador pelo Piauí e presidente do PP);
Daiane Nogueira de Lira (conselheira do CNJ);
Davi Alcolumbre (senador pelo União Brasil do Amapá);
Gilmar Mendes (ministro do STF);
Jorge Messias (ministro da Advocacia Geral da União);
José Levi Mello do Amaral Jr (conselheiro do Cade);
Luis Felipe Salomão (ministro do STJ);
Mauro Campbell Marques (ministro do STJ);
Michel Temer (ex-presidente da República);
Raul Araújo (ministro do STJ e do TSE); Victor Fernandes (conselheiro do Cade).