terça-feira, 14 de abril de 2026

  Crise de Legitimidade do Judiciário

Vicente Lino.





Pesquisa recente mostra que 54% dos eleitores brasileiros não enxergam uma tentativa de golpe nos eventos de 2022. A maioria entende que o Supremo Tribunal Federal encarcerou donas de casa, aposentados e trabalhadores comuns que foram jogados em celas por meio de julgamentos padronizados, sentenças em série e uma absoluta falta de individualização de condutas.

 Agora, os Juízes passaram a ser ser vistos como perseguidores, e não como garantidores da lei. São responsáveis pelo custo humano do exilio que estraçalha vidas, com brasileiros vivendo como refugiados políticos, longe de suas famílias, fugindo de um sistema que abandonou o devido processo legal, inclusive com a morte na cadeia do brasileiro Cleriston Pereira.

 Seguimos assistindo ao suplício de Jair Bolsonaro, à ignomínia imposta a Felipe Martins e à ilegalidade escancarada no tratamento dado a Daniel Silveira. É um Judiciário que não pune crimes, mas sim posições políticas, ignorando garantias fundamentais em nome de uma suposta salvação da democracia. Causou arrepio, quando Gilmar Mendes sugeriu que a eleição de Lula se deveu ao tribunal.

 Foi uma confissão de simbiose perigosa entre os poderes. Piora porque, mesmo diante de escândalos éticos que envolvem quantias milionárias, os ministros não recuam. Continuam expedindo ordens com prepotência e arrogância se esquecendo que o respeito à toga deve ser conquistado através da imparcialidade e da retidão.

 Reconhecer os erros e reparar as injustiças seria o primeiro passo para retomar a confiança. Hoje, um poder se sente acima do bem e do mal e massacra a sociedade com decisões autoritárias.

 É preciso forte reação; a democracia não sobrevive sem um Judiciário que respeite a própria Constituição que diz defender.

 Vicente Lino.


segunda-feira, 13 de abril de 2026

 STF – silêncio e crise de imagem.

 Carlos Alberto Di Franco.




 Recente pesquisa AtlasIntel sobre o STF não pode ser tratada como algo trivial. Quando 60% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo Tribunal Federal, não se está diante de uma oscilação de humor coletivo, mas de uma crise profunda de legitimidade institucional.

O Brasil atravessa um momento gravíssimo. O escândalo do Banco Master, protagonizado por Daniel Vorcaro, não revela apenas desvios pontuais. Expõe, de forma contundente, indícios de práticas que ultrapassam a fronteira dos deslizes éticos e avançam perigosamente para o terreno do crime.

As informações já conhecidas indicam relações impróprias entre o banqueiro e autoridades que deveriam estar comprometidas com a estrita observância da lei. Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli aparecem associados a encontros, interlocuções e proximidades incompatíveis com a exigência de imparcialidade. Não se trata apenas de má aparência institucional. Trata-se de condutas que, se confirmadas, configurariam conflitos de interesse de extrema gravidade.

Por que não informar com quem estava o celular funcional do STF no dia da prisão de Vorcaro? Por que interferir no Congresso e não prorrogar a CPMI? Corporativismo? Prevaricação? Isso, por óbvio, não contribui para a imagem da corte. O silêncio do STF não se justifica. E só agrava o quadro. Sobretudo quando os fatos se multiplicam.

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli aparecem associados a encontros, interlocuções e proximidades incompatíveis com a exigência de imparcialidade

O ministro Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembolsaram, nos últimos cinco anos, R$ 23,4 milhões na compra de imóveis em Brasília e São Paulo, todos pagos à vista, conforme registros em cartório obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo. O patrimônio imobiliário da família soma hoje R$ 31,5 milhões. Em 2017, quando Moraes foi indicado ao Supremo Tribunal Federal, o valor dos imóveis do casal era de R$ 8,6 milhões. Houve, portanto, um crescimento patrimonial superior a três vezes em menos de uma década.

Os rendimentos conhecidos do ministro não explicam, de forma imediata, essa evolução. Em 2017, antes de assumir o STF, Moraes recebia cerca de R$ 33 mil mensais. Atualmente, seu salário gira em torno de R$ 46 mil – um aumento de quase 40%. Ao longo da carreira, ocupou cargos relevantes – ministro de Estado, secretário estadual e membro do Ministério Público –, todos com remuneração próxima ao teto do funcionalismo.

Viviane Barci de Moraes, por sua vez, é sócia do escritório Barci de Moraes Advogados. Desde a nomeação do marido ao STF, houve um salto expressivo em sua atuação nos tribunais superiores: o número de processos sob sua responsabilidade passou de 27 para 152 no STF e no Superior Tribunal de Justiça.

Diante desses dados, o jornalismo cumpre sua missão essencial. A reportagem do Estadão não acusa, não julga, não sentencia. Limita-se a apresentar fatos objetivos e a levantar questionamentos de inequívoco interesse público.

O que se espera, nesses casos, é transparência. Simples, direta, inequívoca. Desde o dia 27 de março, segundo o próprio jornal, o ministro e sua esposa foram procurados para prestar esclarecimentos. Não responderam.

O silêncio, nesse contexto, não é neutro. Ele pesa. E pesa mal. Homens públicos – especialmente aqueles que ocupam o mais alto tribunal do país – devem explicações à sociedade. Não por favor, mas por dever.

Causa também grande perplexidade o episódio ocorrido em um sofisticado clube de Londres, com a presença de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal. A convivência social, em ambiente de luxo, com personagens vinculados a investigações sensíveis fragiliza a credibilidade das instituições e levanta dúvidas legítimas sobre a independência das apurações.

O caso Banco Master não é um episódio isolado. É um teste decisivo para as instituições. A complacência diante de possíveis crimes compromete o Estado de Direito. O Brasil precisa reagir com firmeza, dentro da lei, para restaurar a confiança e reafirmar que ninguém está acima das normas que sustentam a República.

Nenhuma autoridade está acima da lei – e isso vale, de forma ainda mais rigorosa, para aqueles que têm a missão de interpretá-la

Mas há um elemento adicional que agrava, e muito, a crise institucional. Ao longo dos últimos anos, o tribunal – amparado no chamado “inquérito das fake news”, conduzido sob o comando do ministro Alexandre de Moraes – ampliou de forma preocupante o seu raio de ação. Sob a justificativa de defender a democracia, passou a ocupar espaços que, em uma ordem constitucional equilibrada, pertencem ao Legislativo e ao Executivo.

O resultado é um desequilíbrio institucional evidente. O Supremo deixou de ser apenas o guardião da Constituição para assumir, na prática, uma função de legislador universal e, em alguns momentos, de gestor da própria vida política do país. Esse movimento gera insegurança jurídica, alimenta tensões entre os poderes e, paradoxalmente, fragiliza a própria democracia que se pretende proteger.

A democracia exige equilíbrio, limites e responsabilidade. Nenhuma autoridade está acima da lei – e isso vale, de forma ainda mais rigorosa, para aqueles que têm a missão de interpretá-la.

Transparência não é concessão. É obrigação.

 

Carlos Alberto Di Franco. Bacharel em Direito, especialista em Jornalismo Brasileiro e Comparado, doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra.



 

sábado, 11 de abril de 2026

 O Ilusionismo Financeiro e a irresponsabilidade com o futuro do país.



Na medida em que Lula cai nas pesquisas, o governo apresenta seu costumeiro espetáculo de ilusionismo financeiro, com um pacote de bondades eleitoreiras que chega a uma cifra estratosférica.

 É bondade que não acaba mais: no Bolsa Família, são 158,6 bilhões; no Programa Nova Indústria, 70 bilhões; na Reforma Casa Brasil, 40 bilhões; na desoneração do óleo diesel, 30 bilhões; no Minha Casa, Minha Vida, 24,8 bilhões; no Farmácia Popular, 6 bilhões; e no Gás do Povo, 4,7 bilhões.

 O total alcança a marca de 403,2 bilhões de reais.

 Como se sabe, a caridade oficial nada mais é do que o uso da máquina pública para comprar o amanhã com o dinheiro que o país não tem. É o triunfo do imediatismo eleitoreiro sobre qualquer vestígio de responsabilidade fiscal.

 O rombo nas contas públicas é o combustível que gera inflação, encarece o arroz e o feijão e afasta investimentos. Vivemos uma necrose administrativa onde o teto de gastos virou peça de ficção e a austeridade foi enterrada em nome de um projeto de poder. Além disso, essas "bondades" geram um ciclo vicioso de desestímulo ao trabalho. O Estado se torna o grande provedor assistencialista sem contrapartida, punindo quem gera riqueza para sustentar uma estrutura de dependência que só interessa a quem quer se manter no poder.

 Nossos impostos pagam a conta, enquanto instituições e parlamentares celebram a paralisia do país e a blindagem de erros. O preço dessa "generosidade" eleitoreira e irresponsável, cujo único objetivo é a manutenção do poder, será cobrado das gerações futuras com juros altíssimos e estagnação econômica. 

Gente que rifa o futuro do Brasil por um punhado de votos não merece confiança. É estelionato eleitoral pago com o nosso suor. Acorda, Brasil!!

  Vicente Lino

sexta-feira, 10 de abril de 2026

 O Presidente do Senado ignora o   sofrimento alheio.

 Vicente Lino



Dia desses, pelas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira cobrou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre a convocação do Congresso para analisar o veto de Lula ao projeto de lei da dosimetria. Os parlamentares já poderiam ter derrubado o veto e beneficiado centenas de brasileiros condenados a penas absurdas por crime de um golpe de estado que nunca houve, como provou o ministro Luiz Fux.

 Lula vetou o projeto em janeiro e até agora, por má vontade e covardia, Davi Alcolumbre não se deu conta de que famílias estão sendo destruídas por penas absurdas e desproporcionais. A manutenção da prisão de centenas de brasileiros tornou-se um dos capítulos mais tristes da história jurídica recente do país, o que alguns juristas apontam como uma suspensão de garantias fundamentais.

 O processo foi marcado por julgamentos em bloco, sem juiz de custódia imediato e processados em foro inadequado. São cidadãos brasileiros que enfrentam um vácuo de direitos que desafia a lógica democrática. A dosimetria das penas aprovada pelo Congresso trazia proporcionalidade e justiça a sentenças que, em muitos casos, superam as dadas a crimes hediondos ou homicídios. Lula vetou o projeto sinalizando um abjeto desinteresse pela pacificação social e preferindo a manutenção do rigor máximo como ferramenta política. 

Davi Alcolumbre se recusa a colocar a derrubada do veto em votação exercendo um poder desproporcional e inaceitável. É lamentável que o destino de centenas de famílias dependa da vontade unilateral de um único político, ignorando a urgência de quem padece no sistema prisional. 

A história cobrará daqueles que, detendo o poder de aliviar o sofrimento alheio e restaurar a legalidade, preferiram o silêncio covarde e o cálculo político em detrimento dos direitos humanos.

Vicente Lino.



 

 

 


quinta-feira, 9 de abril de 2026

 Edson Fachin fala em limitações pontuais à liberdade de expressão.





É assustador, mas o ministro Edson Fachin acaba de afirmar que a liberdade de expressão no Brasil é "robusta" e que, por aqui, haveria apenas “limitações pontuais”, destinadas a combater “milícias digitais” e “ataques à democracia”. É uma declaração que soa como um exercício de ficção jurídica. O ministro parece ignorar que, na prática, as ações do STF já formaram um cerco completo sobre nossas liberdades — uma verdadeira metástase da censura.

 Ele sabe que perfis de parlamentares e jornalistas foram derrubados, além da imposição de desmonetização e exílio digital. Canais de comunicação inteiros foram sufocados financeiramente, sem o devido processo legal, por conta de interpretações subjetivas como "desinformação”. Edson Fachin finge não saber que, no Direito tradicional, o crime deve estar tipificado em lei aprovada pelo Legislativo, e que “milícias digitais" e "ataques à democracia" não são tipos penais definidos no Código Penal.

 A situação piora porque é o próprio Judiciário que define o que esses termos significam. Se você critica a lisura de um processo ou a conduta de um magistrado, o sistema tem o poder discricionário de carimbar sua opinião como "antidemocrática" — e há pessoas presas por isso. Convenientemente, Fachin esquece as prisões ilegais para operar uma manobra de ocultamento, ignorando o Inquérito das Fake News, no qual o STF é, simultaneamente, vítima, investigador e juiz. Assim, tenta se eximir da responsabilidade pelo atual clima de insegurança jurídica no país.

 Conclusão: Fachin esconde a realidade brasileira para redigir uma "versão oficial" para exportação. Ao afirmar que a proteção à liberdade é robusta enquanto as redes sociais são limpas por ordens judiciais sigilosas, o ministro tenta convencer o público de que as correntes são adornos de segurança. 

É a democracia sendo "salva" através da suspensão dos seus próprios pilares.

   Vicente Lino.



 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

 Banco Master declarou pagamentos milionários a escritórios de políticos e ex-ministros, diz jornal -  Hermano Freitas
 





Dados da Receita Federal indicam que o Banco Master declarou pagamentos milionários a escritórios de advocacia e empresas ligadas a figuras políticas. A informação foi revelada nesta quarta-feira (8) pelo jornal Folha de S.Paulo, com base em documentos enviados pelo Fisco à CPI do Crime Organizado.

A lista abrange diversos espectros políticos, incluindo nomes como Michel Temer (MDB), Antonio Rueda (União), ACM Neto (União) e os ex-ministros Guido Mantega (PT), Fabio Wajngarten (sem partido), Henrique Meirelles e o ex-ministro do STF, Ricardo Lewandowski.

Segundo o jornal, o banco controlado por Daniel Vorcaro declarou o pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de Michel Temer em 2025. O ex-presidente, contudo, afirmou à Folha ter recebido R$ 7,5 milhões (em duas parcelas de R$ 5 milhões e R$ 2,5 milhões) por serviços de mediação.

Já Henrique Meirelles teria recebido R$ 18,5 milhões entre 2024 e 2025. O ex-ministro confirmou a prestação de consultoria macroeconômica, mas ressaltou que rescindiu o contrato em julho de 2025 por baixa demanda. Outros repasses citados incluíram ainda:

Guido Mantega (Pollaris Consultoria): R$ 14 milhões. Ele não foi encontrado para comentar.

Antônio Rueda (União Brasil): R$ 6,4 milhões via dois escritórios. Rueda questionou a legalidade do vazamento dos dados e defendeu o caráter técnico dos serviços.

ACM Neto (A&M Consultoria): R$ 5,45 milhões entre 2023 e 2025. A empresa confirmou o serviço, mas não validou os valores.

Jaques Wagner

Documentos indicam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido R$ 289 mil como pessoa física. À Folha de S. Paulo o parlamentar negou pagamentos diretos do banco, sustentando que o valor refere-se a rendimentos de aplicações financeiras. Adicionalmente, o Master teria pago R$ 12 milhões à BN Financeira, de Bonnie Bonilha, nora do senador. A empresa afirmou que os serviços — que incluem prospecção e convênios de crédito — foram "regulares, contabilizados e declarados".

Núcleo do governo anterior

O ex-ministro da Comunicação de Jair Bolsonaro Fabio Wajngarten teria recebido R$ 3,8 milhões, segundo documentos. Ele afirmou ter sido contratado para a equipe de defesa de Vorcaro em 2025 e destacou que o contrato possui cláusulas de confidencialidade.

Repasses a empresas de Ratinho no Paraná

Duas empresas do Grupo Massa, do apresentador Ratinho, pai do governador do Paraná, Ratinho Junior, também teria recebido repasses. Ao todo, as empresas Massa Intermediação e Gralha Azul Empreendimentos e Participações somariam pelo menos R$ 24 milhões em transações entre 2022 e 2025.

De acordo com nota enviada pelo Grupo Massa à Tribuna do Paraná, "o governador Ratinho Jr não faz parte do quadro societário das empresas Massa Intermediação e Gralha Azul." A Massa Intermediação e Assessoria Empresarial presta consultoria em gestão empresarial. A Gralha Azul é de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral.

Também procurada pela Tribuna do Paraná, a defesa de Daniel Vorcaro disse que não vai se manifestar sobre o tema. Ele foi preso pela segunda vez na Compliance Zero, e foi transferido para a Superintendência da PF em Brasília, onde tem recebido, com frequência quase diária, a visita de advogados para desenhar as linhas da delação premiada que deve fazer.

Hermano Freitas




  Gente rasteira  celebra o roubo aos     aposentados

Vicente Lino.




A CPMI que deveria punir os saqueadores de aposentados terminou em um espetáculo de escárnio. Os deputados Alencar Santana, Átila Lira, Augusta Brito e Dorinaldo Malafaia nos forçam a encarar a patologia de um sistema que perdeu seus últimos sinais vitais.

 Ao rejeitarem um relatório que buscava justiça para quem teve a dignidade tripudiada, assinaram um atestado de óbito moral diante de toda a nação. Parlamentares como Eliziane Gama, Humberto Costa, Jaques Wagner e Jussara Lima parecem cegos ao sofrimento dos brasileiros que trabalharam a vida inteira para serem lesados no final. 

Em vez de honrarem o mandato, celebraram a impunidade com o entusiasmo vil de quem ganha um troféu esportivo. Na mesma linha de desonra, Lindbergh Farias, Meire Serafim, Neto Carletto e Orlando Silva soltaram foguetes, festejando abertamente a blindagem do erro e a proteção de criminosos.

 A postura de Rogério Correia, Teresa Leitão e Soraya Thronicke apenas confirma que nossas instituições respiram por aparelhos — e são justamente eles, os carrascos, que operam as máquinas com o interesse sádico na paralisia do paciente. Já nomes como Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues, Ricardo Ayres e Rogério Carvalho provam que a necrose do sistema é absoluta: gente rasteira ocupou os microfones para transformar o Senado em um balcão de negócios e um bunker de autoproteção.

 Estes 19 votos contrários à CPMI são a prova definitiva de que a política brasileira tornou-se um covil de privilégios absurdos, onde o embate por princípios deu lugar a aberrações muito bem remuneradas. Figuras assim não merecem o cargo que ocupam; precisam ser varridas do Congresso pelo expurgo do voto popular.

 Resistiremos na palavra e na lucidez, pois silenciar diante desse escárnio seria desferir o golpe de misericórdia em um país que, apesar deles, ainda teima em sobreviver.

 

 Vicente Lino.