segunda-feira, 16 de março de 2026

 Sete respostas que Moraes deve ao Brasil.

Marcel van Hattem

 



Há uma palavra que Alexandre de Moraes repete como mantra: respeito. Respeito às instituições. Respeito ao Supremo. Respeito à toga. Curioso que um homem tão exigente de respeito alheio seja tão avesso a prestá-lo à lei, à Constituição e, sobretudo, ao cidadão brasileiro que paga seu salário.

O caso que envolve o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não é mais um escândalo isolado num país acostumado a escândalos. É o retrato de um sistema. Um sistema em que o mesmo ministro que prende, censura e condena cidadãos usa mensagens de visualização única para se comunicar com um banqueiro criminoso na noite da própria prisão dele. Que coincidência...

Há anos venho denunciando os abusos da ditadura da toga. E, por isso, sou um dos milhares de perseguidos políticos do consórcio PT-STF. Hoje, até a imprensa internacional, como a revista The Economist, noticia o que esta Gazeta e eu denunciamos há anos. O despertar da imprensa é tardio, mas com certeza bem-vindo.

Alexandre de Moraes deve ao Brasil respostas. Não notas protocolares e cheias de narrativas que não se sustentam nem na primeira análise. O Brasil não quer evasivas jurídicas. Exigimos respostas. E Moraes tem o dever de dar respostas claras, ao menos, para as seguintes perguntas sobre o caso Daniel Vorcaro:

Alexandre de Moraes silencia. E o silêncio, como ele próprio já sentenciou, "indica consciência sobre a ilegalidade dos atos". Se não conseguir responder a perguntas legítimas feitas por qualquer cidadão brasileiro, o gesto mais digno é um só: tirar a toga e sair do Supremo Tribunal Federal

* No dia 17 de novembro, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez, Vossa Excelência e o banqueiro investigado trocaram várias mensagens. Numa delas, Vorcaro pergunta: "Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?" O que ele queria que o senhor bloqueasse, ministro? Por que um banqueiro preso acreditou que o senhor bloquearia alguma coisa para ele?

* Vossa Excelência respondeu àquela mensagem com prints de visualização única, que se apagam depois de lidos. O que ele respondeu? Se era uma conversa banal, por que o segredo? Ministros do STF têm obrigação de transparência ou isso vale só para os todos os demais funcionários públicos?

* Poucas horas depois, Vorcaro voltou: "Alguma novidade?". Vossa Excelência respondeu mais duas vezes, de novo, com mensagens que desaparecem. Ministro, o que havia nessas mensagens tão delicadas que não podiam ser guardadas?

* O STF emitiu nota, a seu pedido, alegando que os prints de Vorcaro eram destinados a outras pessoas. O jornal O Globo desmentiu: a análise técnica da Polícia Federal vinculou as mensagens a arquivos enviados. Ministro, a nota oficial de seu gabinete no STF continha uma inverdade? Vossa Excelência mentiu através da corte?

* O ordenamento brasileiro estabelece que servidor público não pode receber presente acima de valor simbólico, que, hoje, é de de R$ 416,50. Vossa Excelência participou de uma degustação de whisky em Londres custeada por Daniel Vorcaro, a um custo de R$ 3,2 milhões. Ministro, essa lei, como tantas outras, não vale para Vossa Excelência?

* No julgamento de Débora dos Santos, que rabiscou com batom a estátua do STF e foi condenada a 14 anos, Vossa Excelência afirmou que "apagar dados do celular também indica uma consciência sobre a ilegalidade dos atos praticados". Então, ministro: o que a consciência de Vossa Excelência lhe dizia enquanto enviava a Vorcaro mensagens programadas para se autodestruir?

* O escritório da esposa de Vossa Excelência, Viviane Barci de Moraes, fechou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Não há precedente no país para honorários advocatícios nesse patamar, nem nas bancas mais caras de São Paulo. Porém, prestes a ser preso, Vorcaro mal falou com sua advogada. Em lugar disso, preferiu falar com Vossa Excelência, ministro. Afinal o contrato era com sua esposa ou com Vossa Excelência?

Respeito, dizia o ministro. Pois bem. Respeito não se decreta. Não se impõe sob ameaça de multa ou prisão. Não nasce de inquéritos sigilosos, de mensagens que somem e de contratos milionários. Respeito se conquista com transparência, com probidade, com a coragem de se explicar.

Alexandre de Moraes silencia. E o silêncio, como ele próprio já sentenciou, "indica consciência sobre a ilegalidade dos atos". Se não conseguir responder a perguntas legítimas feitas por qualquer cidadão brasileiro, o gesto mais digno é um só: tirar a toga e sair do Supremo Tribunal Federal (STF). Como Vossa Excelência não dá o menor sinal de que terá um gesto de tal grandeza, restará ao Senado da República, o atual ou o próximo, impichá-lo. E à Justiça – a verdadeira, hoje tão em falta – avaliar e julgar seu comportamento de acordo com a lei e com a Constituição brasileira.




 Marcel van Hattem é deputado federal e líder do Partido Novo. Bacharel em Relações Internacionais, com especializações em Direito, Economia e Democracia Constitucional.

 O sepultamento da dignidade no Congresso.


Já falamos por aqui, mas vale repetir. A política brasileira se encaminha para um cenário que, se confirmado, será um dos episódios mais sombrios da nossa história institucional. A proposta de "trocar" a memória e as punições do 8 de janeiro pelo apagamento das investigações envolvendo o Banco Master é um escárnio e a prova definitiva de que, para o "sistema", as instituições não passam de fichas em um tabuleiro de cassino.

 Não se pode chamar esse absurdo de acordo político, mas de um cadáver insepulto da moralidade pública. É como se dissessem; vocês não investigam a roubalheira de 47 bilhões do Banco Master, não indiciam políticos e nem mexem com ministros envolvidos no escândalo. Em troca, nós derrubamos o veto de Lula a dosimetria das penas das pessoas que, injustamente estão presas por conta de um golpe de estado que nunca houve.

 Fingem desconhecer as ilegalidades do processo, as penas desproporcionais e ignoram que idosos de mais de 60, 70 anos de idade foram injustamente condenadas por pessoas diretamente envolvidas nos crimes agora investigados. De um lado, utilizam o peso do Estado para punir inocentes e, de outro, usam o silêncio e a caneta para blindar o poder financeiro e as sombras que pairam sobre o Banco Master.

 Essa simetria do absurdo sugere que a democracia é apenas um biombo para proteger interesses do capital que financia o silêncio. Gente séria não negocia a aplicação da lei nem faz "limpeza de histórico" em troca de pacificação política. Suas excelências querem uma anistia de conveniência que insulta cada brasileiro que ainda acredita na justiça. Políticos exibem abjeta cegueira deliberada sobre o sistema financeiro e suas criminosas conexões.

 Esse acordo vai sepultar a pouca dignidade que ainda resta no Congresso.

 Vicente Lino.


 

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domingo, 15 de março de 2026

ESTADO DE BOLSONARO. SE ELE MORRER O FANTASMA DE SEU MARTÍRIO SOTERRARÁ QUALQUER LEGADO POSITIVO DOS MINISTROS E NINGUÉM SE LEMBRARÁ DELES SENÃO COMO QUEM FEZ DA TOGA UM PUNHAL.

  Félix Soibelman




Flavio afirma que Bolsonaro não pode ficar sozinho, com perigo de cair, na cela, e morrer.  Moraes evitou a visita do designado por Trump, também, porque sabe que encontraria um homem destruído, que heroicamente não cedeu às pressões políticas de um gangsterismo judiciário.

Estaremos prestes a ver o parto do que alguns chamam de assassinato de um ex-presidente por meio de algo que muitos consideram um golpe de Estado judicial?

 A reação poderá ser maior do que foi com o suicídio de Getúlio, principalmente neste momento, em que Moraes se revelará, se verdadeiro o que se suspeita de seu envolvimento com Vorcaro, o mais venal dos Robespierres. 

  Se ele morrer Gilmar, que derramava lágrimas por Lula em julgamento, vai colocar seu garantismo "ad hoc" na maletinha e ir para Portugal?

Creio que o estigma de assassinos de Bolsonaro será inevitável e vitalício, nunca conseguirão eliminar a nódoa na sua fronte.

Se Bolsonaro morrer o martírio dele vai ficar reconhecido como a prole do mais sádico dos juízes e manchará para sempre, mundialmente, o STF.

Seus ministros ficarão carimbados como a mais vergonhosa Suprema Corte do mundo democrático a coonestar o sofrimento e capitanear a infâmia.

  Todas as obras intelectuais pelas quais tentaram se projetar como grandes expoentes do constitucionalismo ficarão traídas pela índole desumana demonstrada nessa morte trágica.

Não haverá mais para eles lugar na Suprema Corte; enquanto eles nela estiverem ficará reduzida a um cadáver pretoriano da elevação própria do cargo, um cadáver da dignidade da Corte, assim indigna de defender a dignidade humana como epicentro axiológico da Constituição.

Serão os menores entre homens a quem terá sido oportunizada, em vão, a grandeza. Vão sonhando que alguém se lembrará de um só livro escrito por eles. Terão assinado com o sangue de um homem injustiçado a sua memória.

Felix Soibelman



 Moraes continua sua caçada, desta vez contra o homem que produziu  laudos sobre as urnas.

Fernão Lara Mesquita.





Fora de controle, Alexandre de Moraes, aquele cuja família tem um contrato com o banco Master que lhe rendeu R$ 80 milhões até o dia que o dono do negócio foi preso, continua sua caçada a desafetos políticos, mesmo encurralado por denúncias envolvendo sua conduta contra jornalistas e suas relações com Daniel Vorcaro.

A pedido dele, o Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou documentação complementar ao Itamaraty para formalizar o pedido de extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL).

Rocha, condenado pela 1ª Turma do STF a 7 anos e 6 meses por produzir estudos que embasaram ação do PL no TSE para anular votos na eleição de 2022 por conta das urnas eletrônicas, teve de fugir do Brasil em setembro de 2025 e, segundo Moraes, estaria no Reino Unido.

E ninguém mais fala dos laudos.

O presidente do IVL foi considerado foragido pela Polícia Federal em dezembro de 2025, após agentes não o localizarem em seu apartamento em São Paulo para cumprir pedido de prisão domiciliar.

Em 10 de março, Moraes determinou providências para o pedido de extradição ao Reino Unido.

O impasse era a exigência britânica de documentos como traduções de leis, detalhes dos crimes e garantia de boas condições na prisão brasileira.

O Ministério da Justiça confirmou o envio desses papéis extras ao Itamaraty, que agora formalizará a entrega às autoridades do Reino Unido para decisão final sobre a extradição.

Fernão Lara Mesquita



sábado, 14 de março de 2026

 Daniel Vorcaro segue preso e Mendonça revela crimes ainda mais graves.

Deltan Dallagnol


O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do banqueiro ostentação Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Mais importante que isso: o voto de 23 páginas do ministro André Mendonça revelou detalhes devastadores sobre a organização criminosa que vão muito além do que se conhecia até agora. O julgamento ainda não terminou — Gilmar Mendes, o ministro do pátio dos milagres dos corruptos, ainda não votou quando este texto foi escrito —, mas a vitória já está consolidada.

A primeira revelação é explosiva: a Polícia Federal (PF) analisou apenas um celular de Vorcaro. Há oito celulares ainda por examinar. Tudo o que se descobriu até agora, como contratos milionários, mensagens com Alexandre de Moraes, degustação de uísque Macallan em Londres, relações sombrias com Dias Toffoli, veio de um único aparelho. Oito celulares aguardam perícia. As bombas que ainda vão explodir podem ser muito maiores.

A segunda: Mendonça comprovou que o grupo “A Turma” não era mero grupo de WhatsApp, como alegou a defesa. Era um grupo armado, miliciano, que praticava ameaças e violência. O ministro citou exemplo concreto: um ex-capitão do barco de Vorcaro foi ameaçado por sete milicianos controlados pelo banqueiro.

A terceira: esse grupo armado ainda está ativo. Mendonça revelou que “A Turma” pode ter até seis membros ainda não identificados que estão à solta. Nas palavras do ministro: “A organização ainda se apresenta como uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta.”

A quarta: durante a operação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou, na BR-381, dois suspeitos do núcleo tecnológico da organização — “os meninos” —, responsáveis por hackeamento e invasão digital.

A quinta: Mendonça revelou investigação específica sobre o “Projeto DV”, tentativa de Vorcaro de arregimentar influenciadores oferecendo até R$ 2 milhões para veicular conteúdo favorável a ele e questionar o Banco Central (BC). Isso não é exercício de liberdade de expressão; é obstrução de investigações.

A sexta: há risco concreto de fuga. Vorcaro está tentando vender aeronave avaliada em R$ 538 milhões por US$ 80 milhões e, da primeira vez em que foi preso, estava embarcando para Dubai, conhecido paraíso fiscal, onde Vorcaro e seus bilhões poderiam desaparecer da face da Terra.

Coincidentemente, Dubai foi o local escolhido por Moraes e sua esposa, Viviane Barci, a advogada mais cara do mundo, para passar as férias no final do ano passado. Pode ser tudo mais uma grande coincidência, mas, no Brasil, esse tipo de coincidência é digno de nota, porque, não raro, esconde esquemas, conchavos, desvios.

A sétima: o bloqueio de R$ 2,2 bilhões na conta do pai de Vorcaro na Reag, aquela gestora investigada por lavagem de dinheiro para o PCC. A defesa negou que existisse esse valor, mas Mendonça provou que o bloqueio já havia sido determinado por Toffoli em 14 de janeiro. Dois bilhões e duzentos milhões de reais na conta do pai.

Mendonça rebateu, ponto a ponto, todos os argumentos da defesa em voto técnico e devastador. Isso mostra o que acontece quando há ministro sério investigando: as provas aparecem, a lei funciona, a Justiça acontece. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o voto pela manutenção da prisão.

Vorcaro está preso. Com grupo armado ativo, hackers à solta, tentativa de venda de aeronave, bilhões escondidos, projeto de manipulação com influenciadores e oito celulares ainda não analisados, a pressão sobre o banqueiro só aumenta. E, quando a pressão aumenta, delações acontecem.

A qualquer momento, podemos ter uma delação explosiva de Daniel Vorcaro. Com tudo o que ele sabe, com todos que ele conhece, com todas as mensagens que ainda não vieram à tona, uma colaboração premiada pode fazer o que já se sabe do caso Master parecer brincadeira de criança perto do que está por vir.

 

Deltan Dallagnol é embaixador nacional do partido Novo. É mestre em Direito pela Universidade de Harvard.




sexta-feira, 13 de março de 2026

 Denunciado, Dino ordena busca e apreensão contra jornalista.





Alexandre de Moraes, aquele cuja família tem um contrato com Daniel Vorcaro do Banco Master que lhes garante 3 milhões e 600 mil reais POR MÊS, e cuja esposa acaba de ser denunciada como tendo falseado uma “prova” dos serviços prestados ao estelionatário preso, ordenou busca e apreensão de celulares, computadores, tablets, documentos e outros dispositivos eletrônicos do jornalista Luís Pablo, responsável pelo site Blog do Luís Pablo, com sede em São Luís, após reportagens sobre o uso irregular do carro funcional do ministro Flávio Dino no Maranhão.

A medida foi solicitada pela Polícia Federal dentro de investigação sobre suposto “crime de perseguição”, “indícios de monitoramento do veículo de Dino” e “exposição de informações sensíveis relacionadas à segurança do ministro”.

No mundo real o que houve foram reportagens de novembro de 2025 que detalharam o uso de um veículo blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão, o estado mais pobre do Brasil, por familiares do ministro, contra o que manda a lei.

Os itens que podem ser apreendidos incluem:

Computadores e notebooks usados para publicações;

Celulares e tablets do jornalista;

Documentos físicos e digitais relacionados às matérias;

Arquivos em serviços de armazenamento em nuvem;

Publicações em redes sociais e blogs.

Ao jornal O Globo que, após revelar o contrato milionário da família do ministro, teve seus jornalistas veladamente ameaçados, Moraes, interrogado, respondeu que “a inviolabilidade domiciliar é uma garantia constitucional, mas pode ser afastada quando há indícios de crime”.

O jornalista Luís Pablo, como de hábito na “democracia lulista”, não teve acesso aos autos para entender os fundamentos da acusação que lhe imputam, mas reafirmou o compromisso com o jornalismo responsável e a apuração de fatos de interesse público, respeitando os princípios que garant(iam) a liberdade de imprensa e o direito à informação.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA) comentou o fato com a meia-sola de sempre, dizendo que buscas e apreensões devem ser “executadas com cautela”, respeitando a preservação do sigilo de fonte e o livre exercício do jornalismo.

Como não aconteceu nada nem com Moraes, nem com Tóffoli, depois dos flagrantes em que foram pegos e das respostas esfarrapadas que deram, e a imprensa continua hesitando em tratá-los como o que suas contas bancárias provam que são, eles houveram por bem avançar pelas bordas sobre os jornalistas, para decidir quando poderão “quebrar os dentes” aos do centro.

Fernão Lara Mesquita.



 Demorou, mas o Conselho de Ética do Senado acordou.





Demorou muito, mas finalmente o Partido Novo decidiu protocolar uma representação contra Davi Alcolumbre no Conselho de Ética. A demora em confrontar o presidente do Senado permitiu que um vácuo de fiscalização se instalasse no Brasil. A covardia, que estendeu um tapete vermelho para o avanço de medidas ilegais de ministros do STF, pode ser estancada com o afastamento de Davi Alcolumbre.

 Além de barrar a fiscalização de outros Poderes, ele soterrou pautas essenciais para o país, como a prisão em segunda instância, o fim do foro privilegiado e a Lei de Abuso de Autoridade. Mais: ele afirmou que não pautaria um pedido de impeachment contra ministros do STF nem que recebesse as 81 assinaturas dos senadores. Por isso mesmo, cerca de 60 pedidos de impeachment foram arquivados sumariamente — um deles com mais de 3 milhões de assinaturas populares.

 Vale lembrar que as investigações que apuram o escândalo dos aposentados envolvem estruturas políticas em seu estado, o Amapá. São suspeitas que reforçam a tese de que o controle da pauta do Senado pode estar sendo usado como moeda de troca para proteção política. O Brasil não pode mais ficar refém de um único homem. É urgente a alteração do Regimento Interno do Senado para que decisões que impactam a vida de milhões de brasileiros sejam colegiadas ou tenham prazos para ocorrer.

 Não é razoável que o funcionamento de um país inteiro e a harmonia entre os Poderes dependam de uma única pessoa. Faltam a Davi Alcolumbre os requisitos essenciais para a Presidência do Senado: a coragem de decidir e a honradez para nos representar.

Vicente Lino.