Moraes continua sua caçada, desta vez contra o homem que produziu laudos sobre as urnas.
Fernão Lara Mesquita.
Fora de controle, Alexandre de Moraes, aquele cuja família tem um contrato com o banco Master que lhe rendeu R$ 80 milhões até o dia que o dono do negócio foi preso, continua sua caçada a desafetos políticos, mesmo encurralado por denúncias envolvendo sua conduta contra jornalistas e suas relações com Daniel Vorcaro.
A pedido dele, o Ministério da Justiça e Segurança Pública
enviou documentação complementar ao Itamaraty para formalizar o pedido de
extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal
(IVL).
Rocha, condenado pela 1ª Turma do STF a 7 anos e 6 meses por
produzir estudos que embasaram ação do PL no TSE para anular votos na eleição
de 2022 por conta das urnas eletrônicas, teve de fugir do Brasil em setembro de
2025 e, segundo Moraes, estaria no Reino Unido.
E ninguém mais fala dos laudos.
O presidente do IVL foi considerado foragido pela Polícia
Federal em dezembro de 2025, após agentes não o localizarem em seu apartamento
em São Paulo para cumprir pedido de prisão domiciliar.
Em 10 de março, Moraes determinou providências para o pedido
de extradição ao Reino Unido.
O impasse era a exigência britânica de documentos como
traduções de leis, detalhes dos crimes e garantia de boas condições na prisão
brasileira.
O Ministério da Justiça confirmou o envio desses papéis
extras ao Itamaraty, que agora formalizará a entrega às autoridades do Reino
Unido para decisão final sobre a extradição.
Fernão Lara Mesquita


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