ESTADO DE BOLSONARO. SE ELE MORRER O FANTASMA DE SEU MARTÍRIO SOTERRARÁ QUALQUER LEGADO POSITIVO DOS MINISTROS E NINGUÉM SE LEMBRARÁ DELES SENÃO COMO QUEM FEZ DA TOGA UM PUNHAL.
Félix Soibelman
Flavio afirma que Bolsonaro não pode ficar sozinho, com perigo de cair, na cela, e morrer. Moraes evitou a visita do designado por Trump, também, porque sabe que encontraria um homem destruído, que heroicamente não cedeu às pressões políticas de um gangsterismo judiciário.
Estaremos prestes a ver o parto do que alguns chamam de assassinato
de um ex-presidente por meio de algo que muitos consideram um golpe de Estado
judicial?
A reação poderá ser
maior do que foi com o suicídio de Getúlio, principalmente neste momento, em
que Moraes se revelará, se verdadeiro o que se suspeita de seu envolvimento com
Vorcaro, o mais venal dos Robespierres.
Se ele morrer
Gilmar, que derramava lágrimas por Lula em julgamento, vai colocar seu
garantismo "ad hoc" na maletinha e ir para Portugal?
Creio que o estigma de assassinos de Bolsonaro será
inevitável e vitalício, nunca conseguirão eliminar a nódoa na sua fronte.
Se Bolsonaro morrer o martírio dele vai ficar reconhecido
como a prole do mais sádico dos juízes e manchará para sempre, mundialmente, o
STF.
Seus ministros ficarão carimbados como a mais vergonhosa
Suprema Corte do mundo democrático a coonestar o sofrimento e capitanear a
infâmia.
Todas as obras
intelectuais pelas quais tentaram se projetar como grandes expoentes do
constitucionalismo ficarão traídas pela índole desumana demonstrada nessa morte
trágica.
Não haverá mais para eles lugar na Suprema Corte; enquanto
eles nela estiverem ficará reduzida a um cadáver pretoriano da elevação própria
do cargo, um cadáver da dignidade da Corte, assim indigna de defender a
dignidade humana como epicentro axiológico da Constituição.
Serão os menores entre homens a quem terá sido oportunizada,
em vão, a grandeza. Vão sonhando que alguém se lembrará de um só livro escrito
por eles. Terão assinado com o sangue de um homem injustiçado a sua memória.
Felix Soibelman

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