Demorou, mas o Conselho de Ética do Senado acordou.
Demorou
muito, mas finalmente o Partido Novo decidiu protocolar uma representação
contra Davi Alcolumbre no Conselho de Ética. A demora em confrontar o
presidente do Senado permitiu que um vácuo de fiscalização se instalasse no
Brasil. A covardia, que estendeu um tapete vermelho para o avanço de medidas
ilegais de ministros do STF, pode ser estancada com o afastamento de Davi
Alcolumbre.
Além de barrar a fiscalização de outros Poderes, ele soterrou
pautas essenciais para o país, como a prisão em segunda instância, o fim do
foro privilegiado e a Lei de Abuso de Autoridade. Mais: ele afirmou que não
pautaria um pedido de impeachment contra ministros do STF nem que recebesse as
81 assinaturas dos senadores. Por isso mesmo, cerca de 60 pedidos de
impeachment foram arquivados sumariamente — um deles com mais de 3 milhões de
assinaturas populares.
Vale lembrar que as investigações que apuram o escândalo
dos aposentados envolvem estruturas políticas em seu estado, o Amapá. São
suspeitas que reforçam a tese de que o controle da pauta do Senado pode estar
sendo usado como moeda de troca para proteção política. O Brasil não pode mais
ficar refém de um único homem. É urgente a alteração do Regimento Interno do
Senado para que decisões que impactam a vida de milhões de brasileiros sejam
colegiadas ou tenham prazos para ocorrer.
Não é razoável que o funcionamento de
um país inteiro e a harmonia entre os Poderes dependam de uma única pessoa.
Faltam a Davi Alcolumbre os requisitos essenciais para a Presidência do Senado:
a coragem de decidir e a honradez para nos representar.
Vicente
Lino.

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