sexta-feira, 13 de março de 2026

 Demorou, mas o Conselho de Ética do Senado acordou.





Demorou muito, mas finalmente o Partido Novo decidiu protocolar uma representação contra Davi Alcolumbre no Conselho de Ética. A demora em confrontar o presidente do Senado permitiu que um vácuo de fiscalização se instalasse no Brasil. A covardia, que estendeu um tapete vermelho para o avanço de medidas ilegais de ministros do STF, pode ser estancada com o afastamento de Davi Alcolumbre.

 Além de barrar a fiscalização de outros Poderes, ele soterrou pautas essenciais para o país, como a prisão em segunda instância, o fim do foro privilegiado e a Lei de Abuso de Autoridade. Mais: ele afirmou que não pautaria um pedido de impeachment contra ministros do STF nem que recebesse as 81 assinaturas dos senadores. Por isso mesmo, cerca de 60 pedidos de impeachment foram arquivados sumariamente — um deles com mais de 3 milhões de assinaturas populares.

 Vale lembrar que as investigações que apuram o escândalo dos aposentados envolvem estruturas políticas em seu estado, o Amapá. São suspeitas que reforçam a tese de que o controle da pauta do Senado pode estar sendo usado como moeda de troca para proteção política. O Brasil não pode mais ficar refém de um único homem. É urgente a alteração do Regimento Interno do Senado para que decisões que impactam a vida de milhões de brasileiros sejam colegiadas ou tenham prazos para ocorrer.

 Não é razoável que o funcionamento de um país inteiro e a harmonia entre os Poderes dependam de uma única pessoa. Faltam a Davi Alcolumbre os requisitos essenciais para a Presidência do Senado: a coragem de decidir e a honradez para nos representar.

Vicente Lino.



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