terça-feira, 9 de junho de 2026
quinta-feira, 4 de junho de 2026
PCC e Comando Vermelho agora são organizações terroristas
O governo americano classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais, enquanto, por aqui, políticos e partidos de esquerda discordam da medida. Enquanto estes afirmam que se trata de uma violação da soberania nacional, o secretário de Justiça de Minas Gerais, Rogério Greco, apoia a decisão dos EUA.
Segundo ele, essas facções operam em diversos países, financiam atividades ilícitas transnacionais e impõem o terror a populações inteiras. É coisa antiga. Em maio de 2006, ataques coordenados pelo PCC incendiaram mais de 90 ônibus e depredaram prédios da polícia e do Corpo de Bombeiros, culminando na morte de 132 pessoas. No mesmo período, os confrontos nas periferias de São Paulo resultaram em mais de 500 mortes. Anos depois, em 2017, o PCC invadiu alas da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo e executou cruelmente 33 detentos de facções rivais.
Diante desse histórico, Rogério Greco justifica a postura americana argumentando que, quando uma facção que domina territórios expulsa os moradores, fecha comércios, incendeia ônibus, executa pessoas e impõe regras à sociedade por meio do medo, está, por definição, praticando atos de natureza terrorista. Para o secretário, os milhões de brasileiros submetidos diariamente a essa realidade sabem muito bem o que é viver sob o terror.
Tem mais: a doutrina de segurança dos EUA prioriza a neutralização de qualquer ameaça que afete a estabilidade interna e a segurança de seus cidadãos. Como o governo americano identificou a atuação do PCC e do Comando Vermelho em 12 estados de seu próprio território, a decisão de Washington é correta.
Combater agressivamente esses grupos é uma resposta natural de defesa e, diante da expansão do crime organizado, é a própria soberania dos Estados Unidos que está sendo ameaçada.
Vicente
Lino.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
STF é citado 7 vezes em relatório dos EUA que propõe tarifaço ao Brasil.
John Lucas.
A conclusão da investigação levou o órgão a propor à Casa
Branca a aplicação de tarifas sobre diversos produtos brasileiros, com exceções
materiais de caráter informativo, doações, bagagens trazidas por viajantes,
mercadorias já sujeitas a outras tarifas americanas e itens específicos
listados pelo governo dos EUA.
O STF aparece no relatório em dois contextos: nas críticas a
decisões judiciais envolvendo plataformas digitais no Brasil e na análise sobre
o enfraquecimento de processos anticorrupção ligados à Operação Lava Jato. Na
parte sobre comércio digital, o USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram
ordens sigilosas para que empresas americanas removessem conteúdos políticos e
suspendessem perfis, inclusive de residentes nos Estados Unidos.
O relatório cita a decisão do STF do ano passado que
declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet.
Esse dispositivo previa que plataformas digitais só poderiam ser
responsabilizadas civilmente por publicações de terceiros depois de ordem
judicial específica para a remoção do conteúdo. Na avaliação do USTR, a decisão
ampliou a insegurança jurídica para empresas de tecnologia e passou a
pressionar as plataformas digitais a escolher entre correr o risco de serem
responsabilizadas por conteúdos publicados por usuários ou remover
preventivamente materiais que poderiam ser lícitos, podendo gerar casos de
censura prévia.
O documento também menciona as decisões judiciais que
afetaram diretamente empresas americanas. O USTR lembra o bloqueio do X no
Brasil em 2024, após a plataforma se recusar a remover conteúdo por ordens do
ministro Alexandre de Moraes e a indicar um representante legal no Brasil.
Segundo o relatório, a empresa de Elon Musk – aliado do presidente Trump - teve
contas bancárias, ativos financeiros, veículos e imóveis bloqueados por não ter
obedecido as ordens, além de enfrentar restrições envolvendo aeronaves
registradas em seu nome e sistemas de pagamento.
O USTR também citou o caso da plataforma Rumble, suspensa no
Brasil desde fevereiro do ano passado após se recusar a cumprir ordens
sigilosas de remoção de conteúdo. O relatório afirma que a empresa decidiu
defender publicamente os direitos de liberdade de expressão em vez de atender a
decisão da justiça brasileira.
Na parte sobre corrupção, o relatório cita a decisão do
ministro Dias Toffoli, do STF, que anulou provas obtidas a partir do acordo de
leniência da Odebrecht, atual Novonor, firmado no âmbito da Operação Lava Jato.
Segundo o USTR, a medida tomada pelo ministro do Supremo afetou investigações
relacionadas ao que o documento descreve como o maior esquema de corrupção
transnacional da história e levou à anulação de diversos casos de corrupção no
Brasil.
O relatório também menciona que, em 2024, punições impostas
a empresas que haviam confessado terem participado de esquemas de corrupção
desmontados pela Lava Jato foram suspensas e passaram a ser renegociadas. O
USTR lembrou no documento que esse processo foi criticado por falta de
transparência e possíveis conflitos de interesse.
Segundo o documento, a Organização dos Estados Americanos
(OEA) avaliou que a condução dessas renegociações poderia enfraquecer a confiança
pública nos acordos de leniência e aumentar a insegurança jurídica para
empresas. O USTR também afirma que a Transparência Internacional classificou a
anulação desses casos como a violação mais grave do Brasil à Convenção
Antissuborno da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE).
John Lucas.
O Papel do Judiciário e o resgate da democracia.
terça-feira, 2 de junho de 2026
Aberta a 14ª feira internacional de corrupção do Brasil
Bruno Brandão.
“Gilmarpalooza”: o verão do lobby jurídico em Lisboa*
Bruno Brandão -
Flávio escreve a Rubio para tirar argumento de Lula.
Fernão Lara Mesquita
“A imposição de novas tarifas causaria sérios prejuízos ao
povo brasileiro – os mesmos cidadãos que veem os Estados Unidos como um
parceiro e um amigo. Escrevo, portanto, para reiterar, formalmente, o pedido
que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil.
Como já disse, estou confiante de que serei eleito Presidente do Brasil em
outubro”.
“Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para
colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição, para que
possamos concluir, o mais breve possível, um amplo acordo comercial e de
investimentos benéfico para ambas as nações – um acordo construído sobre
mercados livres, respeito mútuo e a aliança estratégica que nossos dois povos
merecem”.
Fernão Lara Mesquita.
A tirania se instala para que o poder se perpetue.
Talvez a história da tirania aplicada hoje aos brasileiros um
dia venha a ser contada em detalhes, expondo as verdades e os fatos que nunca vão
desaparecer. É exatamente o que aconteceu em regimes autoritários que o Brasil
insiste em copiar mundo afora.
Tudo começa quando um governo é instalado de forma a não
convencer inteiramente metade dos eleitores sobre a lisura do pleito. Uma vez
no poder, o sistema precisa criar uma narrativa de legitimidade, ignorando as
incongruências acumuladas ao longo do processo. Sabe-se, também, que um dos
candidatos foi colocado de volta à disputa sem nunca ter sido efetivamente
inocentado dos crimes pelos quais fora condenado em todas as instâncias.
A partir daí, cria-se um falso pretexto para punir quem contesta
as eleições. Sem o devido processo legal, cidadãos são levados à prisão e
sentenciados a penas flagrantemente desproporcionais.
Para tentar se perpetuar, a gestão impõe uma agenda de gastos
muito acima da arrecadação, utilizando o velho artifício de atrair os votos da
população mais carente — que, infelizmente, é a maioria. O resultado é
inevitável: a dívida pública explode e a inflação sobe, castigando justamente
os mais vulneráveis, que o governo finge proteger.
Como as vozes críticas não se calam, o sistema Lula-STF eleva
o tom da repressão e lubrifica os aparelhos de censura, criando instituições de
controle e punindo indivíduos e plataformas de internet. Contudo, os erros de
gestão e a corrupção generalizada não podem ser escondidos para sempre. Membros
da cúpula do Judiciário começam a ser expostos por associações com criminosos
que, uma vez presos, ameaçam recorrer a delações premiadas.
Diante disso, a sociedade brasileira se vê em uma encruzilhada:
não sabe se a tirania vai aumentar ou se, finalmente, a verdadeira justiça
alcançará os envolvidos. Em outras nações, esse cenário provocaria uma severa
correção de rumos. No Brasil de agora, a probabilidade de que as investigações
sejam sufocadas e os culpados permaneçam impunes é uma velha conhecida do nosso
povo. Afinal, a história, por aqui, teima em se repetir. A impunidade também.












