quinta-feira, 5 de novembro de 2026

 JUNTAR OS CACOS DO RESULTADO DAS ELEIÇÕES.

Lucas Berlanza.





Nossa expectativa era de que o Brasil não cometeria a estupidez, a imbecilidade, a delinquência, a atrocidade moral de manter Lula na Presidência da República, e, consequentemente, ele não teria o condão de indicar tantos nomes ao Supremo Tribunal Federal quanto terá agora. Em um governo Flávio Bolsonaro, seria possível fazer o mais do que justo impeachment do abusador de direitos humanos Alexandre de Moraes sem dar ao PT esse poder de indicar o seu substituto.

Infelizmente, o país abraçou a desgraça, e isso afeta o cálculo. Segundo matéria da Folha de S. Paulo, o PL ainda estuda o projeto de levar adiante esse impeachment. O partido gostaria, porém, de atenuar o poder lulista. Para isso, segundo a cientista política Lara Mesquita, estuda duas possibilidades. A primeira seria aceitar que Lula fizesse uma indicação, mas articular-se com o Centrão a fim de impor ao presidente um nome negociável, palatável a todas as forças políticas. A segunda seria fazer como se fez na Argentina: obstruir o nome indefinidamente, simplesmente deixando a cadeira do STF vazia.

Em primeiro lugar, reitero que, caso os senadores do PL realmente queiram fazer o trabalho para o qual foram eleitos, devem derrotar Davi Alcolumbre e eleger um nome próprio para a Presidência da casa. Se Alcolumbre realmente continuar como presidente, desistam - compremos pipoca (enquanto dá para pagar), pois estaremos restritos basicamente a assistir ao "Armagedon" que será este governo. Em segundo lugar, a quem interessar possa, meu voto é na segunda opção. Os senadores não deveriam acolher nenhum soldado que Lula indicasse ao STF - inclusive em relação às demais indicações, não apenas para a vaga que se abriria com a deposição de Moraes. Eles deveriam nos defender da tirania judiciária bloqueando qualquer soldado que o PT pretendesse travestir de toga, somente aceitando juristas dignos do cargo - que dificilmente serão os preferidos pelo sujeito que está no Planalto


Lucas Berlanza







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