segunda-feira, 14 de setembro de 2026

 O STF deve explicações ao Brasil. Juizes não podem ser   intocáveis.







 Não sabemos o que vai acontecer na sessão do STF. Nos últimos dias, assistimos a tentativas de tumultuar o processo em torno da autorização para a Polícia Federal investigar, ou não, Alexandre de Moraes. Alguns ministros preferem criar nulidades, impedir investigações, garantir a impunidade do colega e manter no tribunal o aliado de Daniel Vorcaro. Moraes, Gilmar, Zanin e Paulo Gonet operam para enlamear a reputação de André Mendonça por ter tido a ousadia de enfrentar o grupo que se une para blindar a Corte.

 Enquanto isso, as investigações apontam que Vorcaro pediu conselhos e ajuda a Moraes antes de ser preso e teria recebido informações sob segredo de justiça. Há ainda um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e a esposa do ministro, sem qualquer contrapartida à altura. A sociedade precisa saber o que Moraes respondeu a Vorcaro quando este pediu a proteção do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Moraes também precisa explicar por que Vorcaro liberou cartões de crédito de R$ 300 mil para seus filhos. Hoje, o embate será entre quem quer salvar o STF da autodestruição e quem está disposto a destruí-lo para salvar Moraes. Os ministros que votarem pela abertura da investigação optarão pelo caminho da dignidade; os demais contribuirão para a corrosão da instituição e receberão a repulsa dos brasileiros. Nenhum cidadão pode estar acima das leis ou da Constituição. 

O Supremo tem a obrigação moral de assegurar a absoluta igualdade de todos perante a justiça. Somente o fim das blindagens e a apuração rigorosa dos fatos permitirão resgatar a normalidade do país. A manutenção da credibilidade da Corte exige a imediata submissão de seus membros ao império da lei.


  Vicente Lino.



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