Petróleo sem refinarias é culpa do governo
No momento em que a guerra no Oriente Médio desestabiliza o preço do petróleo, vale a pena comparar a nossa vergonhosa incapacidade de refino com a dinheirama que se gastou. Vale perguntar; onde foi parar o dinheiro. O Brasil exporta óleo bruto, mas, por uma deliberada asfixia de investimentos em infraestrutura, permanece refém da importação de derivados essenciais.
O óleo diesel, motor da nossa economia corresponde a um terço do consumo nacional e vem do exterior. A razão dessa paralisia é um escândalo de proporções gigantescas Os números insultam a nossa inteligência: 1954 – 1999: Em 45 anos, o Brasil investiu US$ 25 bilhões para construir uma capacidade de refino de 2 milhões de barris/dia. 2003 – 2015: Em apenas 12 anos (governos Lula e Dilma), torrou-se o equivalente a US$ 100 bilhões para adicionar apenas 400 mil barris/dia.
É estarrecedor; O
país gastou cinco vezes mais para refinar uma fração mínima do que foi feito no
passado. Essa ineficiência infernal e a roubalheira desenfreada foi desbaratada
pela Operação Lava Jato. O esquema escancarou um assalto de dimensões oceânicas
aos cofres da Petrobras — que o STF, em uma manobra de Revisionismo histórico,
tentou varrer para debaixo do tapete. O caso da refinaria Abreu e Lima é o
símbolo máximo desse descalabro:
2005:
Orçada em US$ 2,5 bilhões. 2009: Já saltava para US$ 13 bilhões. 2014:
Ultrapassava a marca obscena de US$ 18,5 bilhões.
A previsão de conclusão é 2029 e o valor final é um buraco negro que ninguém ousa mensurar. Enquanto o Brasil sangra divisas importando combustível caro, assistimos ao espetáculo do cinismo. Bilhões foram drenados em obras superfaturadas que nunca serviram ao povo.
A Petrobrás se transformou em um
balcão de negócios escusos, a Lava Jato foi esvaziada e o Supremo tirou o Lula
da cadeia. É onde estamos.
Vicente Lino.


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