É hora para o Despertar Institucional
Vicente Lino.
Os
pronunciamentos de Romeu Zema provocam a ira de alas do Supremo Tribunal
Federal, mas, ao mesmo tempo, recebem aplauso e aprovação de boa parte da
população brasileira. Ainda não dá para saber se já estamos no caminho de volta
à normalidade institucional; é preciso refletir sobre como permitimos que o
país chegasse a este ponto.
Não faz
muito tempo, parte da grande imprensa aplaudia e normalizava os excessos do
STF. Manchetes retratavam o ministro Alexandre de Moraes como uma espécie de
"baluarte solitário" da democracia. Esse apoio cego serviu de
combustível para o descarrilamento institucional que atropelou ritos e
garantias fundamentais.
O que se
seguiu foi um processo acelerado de erosão jurídica. Em pouco tempo, o Brasil
passou a conviver com termos que deveriam ser estranhos a uma democracia plena:
Prisões
preventivas que se tornam perpétuas;
Processos
conduzidos à margem da legalidade;
Brasileiros
em exílio forçado;
Uma
perseguição implacável a jornalistas e figuras políticas.
A lei, que
deveria ser o escudo do cidadão contra o arbítrio do Estado, acabou sendo
escamoteada por ações monocráticas e interpretações criativas do texto
constitucional.
Está na hora
de um chamado à união, porque a coragem de Zema ainda carece do suporte que
merece e não pode ser uma voz isolada no deserto. Onde estão os outros
governadores? Onde estão os congressistas, os outros ministros da Suprema Corte
e os magistrados de todas as instâncias que juraram defender a Constituição?
A omissão é
cúmplice da injustiça. É hora de clamar pela união das instituições e dos
brasileiros de bem. Não por vingança, mas por justiça: para coibir abusos,
investigar desvios e punir, no rigor da lei, quem a desprezou. Que a
normalidade não seja apenas um desejo, mas uma reconquista urgente
Vicente
Lino.


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