quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

 Brasil alinhado com ditaduras sanguinárias.





No Irã, as manifestações contra o terrível regime dos Aiatolás estão sendo cruelmente reprimidas. Até agora, estima-se que doze mil pessoas foram mortas. As tropas do regime abriram fogo indiscriminado, matando manifestantes e até cidadãos que sequer estavam nos protestos. Mais uma vez, a diplomacia brasileira silencia. O governo parece ignorar o clamor pelos direitos humanos, exibindo um alinhamento ideológico que coloca o Brasil em uma posição ética questionável ao apoiar regimes que tratam a própria população como inimiga. O histórico é vergonhoso.

 O Brasil permitiu o atracamento de navios de guerra iranianos no Rio de Janeiro — embarcações que estavam sob sanções internacionais. Além disso, o vice-presidente Geraldo Alckmin foi fotografado em Teerã, cercado por líderes de grupos extremistas e ditadores sanguinários. São provas de que o atual governo, que se diz defensor da democracia, sorri ao lado de quem silencia opositores à bala. Como se sabe, o Brasil tem se omitido ou apoiado abertamente regimes como o de Nicolás Maduro, na Venezuela, e o de Daniel Ortega, na Nicarágua, onde a democracia é apenas uma fachada para a tirania. Somado a isso, o alinhamento com a Rússia e a complacência com o expansionismo chinês mostram um país que se afasta das democracias ocidentais para abraçar o autoritarismo.

 Ao equiparar a defesa de Israel ao Holocausto, silenciar sobre a China e ignorar o martírio cristão na Nicarágua, o governo brasileiro carimba seu passaporte para o lado errado da história. O Brasil decente não aceita essa cumplicidade; ele exige um país que caminhe com as nações livres, e jamais de mãos dadas com ditaduras sanguinárias.

Vicente Lino.



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