No domingo, vamos derrotar a “democracia” dos tiranos.
De que lado você está? Falam tão mal da tal polarização, mas
estamos, inevitavelmente, entre dois lados. O Brasil está dividido entre
aqueles que defendem a mentira, a trapaça, a fraude, a violação das leis, e
aqueles que têm moral, ética, prezam pela transparência, pela honestidade, pelo
respeito às leis. Nunca foi tão fácil identificar os dois grupos. Se é que se
pode chamar o lado errado de grupo. O correto seria tratar esse amontoado de
indecentes como gangue, quadrilha, corja, máfia... Essa gente não tem como
disfarçar seu pendor para a bandidagem, e nem está preocupada com isso. Cada ato
maligno seu é carregado da mais abjeta desfaçatez, de cinismo, de hipocrisia.
O anúncio de que o TSE, presidido por Nunes Marques e tendo
como vice André Mendonça, seria atropelado pela gangue do Supremo foi feito há
muito tempo. E não era apenas uma ameaça. Por três vezes, nas duas últimas
semanas, a tropa de choque dos ministros lulistas do STF conseguiu esmigalhar a
corte eleitoral. No caso do reajuste ilegal do Bolsa Família, que não tem
previsão no orçamento. No caso da tal “interferência americana” nas nossas
eleições, sem que haja uma evidência sequer disso, o que o próprio Lula
reconheceu em visita recente ao senador comunista americano Bernie Sanders. E,
por último, quando foi lançada uma mentira deslavada sobre Nossa Senhora
Aparecida. Tudo foi arquitetado, calculado, com a malícia dos piores bandidos.
Pegaram casos já existentes no STF para inventar decisões absolutamente sem
conexão com eles.
O anúncio de que o TSE seria atropelado pela gangue do
Supremo foi feito há muito tempo. E não era apenas uma ameaça
Agora veio a reação. O presidente do TSE, Nunes Marques,
enviou ofício ao presidente do Supremo, Edson Fachin: “Se o STF decidir
funcionar como instância paralela, não haverá razão para manter o TSE de pé. A
eleição, que deveria se resolver nas urnas, passará a ser decidida no silêncio
de um gabinete”. Nunes Marques falou em “risco de captura institucional”,
“enfraquecimento das instituições incumbidas de assegurar a integridade do
pleito” e “subordinação funcional do TSE a juízos individuais externos à estrutura
da Justiça Eleitoral”. O alerta foi muito claro e direto, apontou uma “via
ilícita” e o resultado de tudo isso: “erosão democrática”.
Já o ministro Luiz Fux derrubou a estapafúrdia decisão do
colega Flávio Dino, que tinha liberado a divulgação de “conteúdo notoriamente
inverídico” contra Flávio Bolsonaro, conforme apontara o TSE. Fux foi
destruidor: “Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a
veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não!” Ele apontou todas as
artimanhas usadas no caso e o claro objetivo eleitoreiro. E ainda citou os
ilegais inquéritos das “fake news” e das “milícias digitais”, “criados sob o
pretexto de coibir a desinformação”... Fux expôs as estratégias vis daqueles
que acham que democracia é quando eles estão no poder... Se seus adversários
estão no comando, aí é ditadura. E é dessa gente que o Brasil precisa se
livrar, sem dó nem piedade.
Luís Ernesto Lacombe.












