Assecla de Dino e Lula agride a democracia.
A quantidade de manchetes sobre um verdadeiro tiroteio de decisões de ministros do STF e do TSE à beira do debate presidencial é uma tragédia institucional. Nessa dança de vale-tudo jurídico, quem roubou a cena foi a ministra do TSE Estela Aranha.
Assecla de Flávio Dino e Lula, secretária do primeiro quando
ministro do governo e indicada ao tribunal pelo segundo, ela que também advogou
para o intragável Lindbergh Farias, decidiu que a Globo não poderia mostrar o
púlpito vazio com o nome do mandatário petista, decidido a não ir ao debate.
Segundo Estela, deve-se considerar que essa exposição e o "destaque
específico de sua ausência durante a transmissão" - que poderia ser e
fatalmente seria feito, inclusive, pelos candidatos opositores - poderiam provocar
"efeitos que transcendem a simples informação" e afetar a
"igualdade de candidaturas". Ela acha que Lula não deve ser
"constrangido" por optar pelo não-comparecimento. Coitado dele...
Estela apronta na mesma semana em que seu ex-chefe (ou
melhor seria dizer que continua sendo?) Inventou uma guerra religiosa absurda
no Brasil para favorecer nosso presidente larápio com uma solicitação de
investigação à Polícia com base em nada. O que ela fez foi emitir uma ordem de
CENSURA, seguindo a escola consagrada na eleição de 2022 por Alexandre de
Moraes. Coloquem logo esses togados para debater no lugar dos candidatos! É
tudo sobre eles! É tudo uma incessante queda de braços de ilegalidades! Seria
ao menos mais honesto que esses mandões tresloucados e sedentos por holofotes
assumissem logo o centro do palco

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