segunda-feira, 10 de agosto de 2026
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
O diário de Anthony Fauci e a censura autoritária na pandemia .
Anthony Fauci se negou a responder a todas as perguntas que lhe foram feitas em audiência no Senado norte-americano.
Nas cerca de 1,6 mil páginas, redigidas em computadores do
trabalho de Fauci e armazenadas em servidores do governo – o que permitiu que
elas se tornassem públicas –, o ex-diretor do Niaid manifestou dúvidas sobre a
hipótese de surgimento acidental do Sars-CoV-2 (embora ela ainda fosse sua
preferida); relatou uma internação por problemas pulmonares (ainda que não se
possa concluir disso que fosse um efeito colateral da vacina contra a Covid)
que, segundo o atual secretário de Saúde, Robert Kennedy Jr., foi ocultada do
público; relatou casos em que foi chamado a aconselhar gestores públicos sobre
o fechamento ou a abertura de escolas; e falou sobre o uso de máscaras como
forma de reduzir o contágio. Ele ainda fez críticas ao então presidente Donald
Trump, que governava os EUA quando a pandemia começou, e deixou implícita uma
certa satisfação pessoal com o grau de destaque que a imprensa lhe concedia.
Não é nosso objetivo, neste momento, debater a veracidade ou
a falsidade de tudo o que foi dito sobre esses assuntos ao longo da pandemia –
até porque, em alguns casos, ainda há dúvidas pertinentes e faltam as
evidências irrefutáveis para qualquer um dos lados. Tampouco nos interessa aqui
analisar decisões de gestão tomadas por governantes que, em muitos casos,
precisaram agir rapidamente com base no conjunto de informações de que
dispunham no momento, diante de uma situação dramática. Mas é preciso, sim,
chamar a atenção para uma situação gravíssima, que pode ter impedido decisões
melhores: a completa supressão do debate, de forma autoritária, em nome de
“consensos” que, como se vê agora, estavam longe de merecer tal nome.
Questionamentos legítimos – e cuja legitimidade, aliás, já
existia muito antes de conhecermos o conteúdo dos diários de Fauci – a respeito
da pandemia e das formas de combatê-la foram sumariamente proibidos. A defesa
do isolamento dos grupos mais vulneráveis em vez de lockdowns generalizados; o
alerta sobre possíveis efeitos colaterais das vacinas (um fenômeno que ocorre
com todo medicamento e imunizante); a escolha pelo tratamento precoce com o uso
off-label (outra prática relativamente comum na medicina) de fármacos como a
ivermectina; a crítica ao fechamento das escolas e a medidas como os
“passaportes de vacina”; perguntas sobre a origem laboratorial do Sars-CoV-2 –
tudo isso foi desqualificado por autoridades sanitárias e parte da imprensa
como “fake news”, “negacionismo”, “teorias da conspiração” e “postura
anticientífica”, e associado a um determinado lado do espectro
político-ideológico.
No Brasil, entretanto, esse processo foi ainda mais
acentuado: as perguntas inconvenientes não foram apenas desqualificadas, mas
praticamente criminalizadas, seguindo à risca o pensamento do então ministro do
STF Luís Roberto Barroso, para quem “a difusão da desinformação, incentivando
(...) posições anticientíficas, que levam à morte, isso não é neutro, não é
protegido pela liberdade de expressão”. Em conjunto, Supremo e CPI da Covid
trataram como potenciais criminosos os que promoveram – e os que prescreviam,
pois os médicos também foram perseguidos – o tratamento precoce, os que
manifestaram dúvidas sobre as vacinas, os que criticavam os lockdowns, e
qualquer um que ousasse discordar do “consenso” sobre a pandemia: publicações e
contas inteiras em mídias sociais foram censuradas, e brasileiros tiveram seus
sigilos quebrados sem nenhum motivo razoável que o justificasse.
O abuso cometido durante aquela época é injustificável sob
qualquer ponto de vista e não tem precedentes em nenhum outro momento da
história. A crítica a políticas públicas e o direito de questioná-las sempre
foram protegidos pela melhor doutrina e jurisprudência a respeito da liberdade
de expressão, independentemente da existência de dados empíricos que embasem
tal crítica ou da sensatez da opinião nela contida. Médicos e pacientes, de
comum acordo, sempre tiveram o direito de, confrontados com uma doença para a
qual não há medicamento específico, escolher de comum acordo um tratamento off
label, cientes de que não há garantia de resultado. A ciência sempre foi
construída no confronto de hipóteses, no teste, na tentativa e erro; pessoas
geniais do passado já defenderam o que hoje é considerado “anticientífico”,
enquanto o que hoje é considerado “científico” nem sempre foi visto assim. A
busca da verdade – e isso inclui, evidentemente, a verdade sobre a Covid-19 –
sempre exigiu o livre trânsito de ideias. Nenhuma emergência global de saúde,
por mais grave que seja, é capaz de alterar essa realidade; mas políticos,
magistrados, imprensa e Big Techs decidiram ignorá-la, escolhendo um lado
“certo” e atropelando, de forma inconstitucional, todo tipo de liberdade e
garantia democrática, inclusive por razões de antipatia político-ideológica.
Há quem trate a pandemia não apenas como a catástrofe
sanitária que ela realmente foi, mas também como um grande experimento social,
em que o mundo inteiro foi testado a respeito de sua capacidade de aceitar
bovinamente qualquer restrição estatal. Sem chegar a esse ponto, podemos
afirmar que, ao menos no que diz respeito à liberdade de expressão, de fato os
censores puderam considerar a experiência bem-sucedida, tantos foram os que
aprovavam e defenderam a censura, o arbítrio e a postura – esta, sim,
totalmente anticientífica – de eliminar as perguntas e o debate. Entre esses
houve, inclusive, profissionais como jornalistas e cientistas, cujo trabalho,
na essência, exige a liberdade cuja supressão eles defenderam. É fundamental
que haja um mea culpa. Não falamos de reconhecer um eventual erro sobre
vacinas, tratamento precoce, lockdowns ou algum outro aspecto específico da
pandemia, mas do reconhecimento de sua cumplicidade com a instauração de um
ambiente de censura e perseguição, que cassou a liberdade de expressão em nosso
país e legou aos brasileiros o pior “efeito colateral” prolongado que a
Covid-19 poderia deixar.
Gazeta do Povo.
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
“Profunda gravidade”, diz professor da FGV sobre caso Lulinha
André Corrêa
Escândalo de tráfico de influência envolvendo filho de Lula (PT) chega cada vez mais perto de gabinete presidencial.
No programa Última Análise desta segunda-feira (04), os
comentaristas analisaram as investigações, de tráfico de influência e de
suspeita de corrupção, envolvendo o filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís
Lula da Silva, também conhecido como "Lulinha". Este parece contar
com uma rede de proteção, envolvendo até a Polícia Federal (PF), que pode ter
se mobilizado para tirar a relatoria do caso das mãos do ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
A PF teria esperado o plantão de Alexandre de Moraes, na
presidência do STF, para pedir um novo sorteio do caso, ignorando a prevenção
de Mendonça, que já relatava casos relacionados. "É uma prática vergonhosa
e nociva da PF que, aliás, partiu do próprio sistema de sorteio do STF. Como,
quase sempre, Moraes era sorteado, tentaram novamente", explica o ex-juiz
de Direito Adriano Soares da Costa.
Para o jurista Enio Viterbo o caso revela uma
"movimentação incomum" da PF. "Vale lembrar que o próprio
Mendonça já tinha ameaçado, no passado, abrir um inquérito por obstrução de
justiça, para tirar policiais federais", ele recorda.
O caso Lula e ex-assessor
Em outra teia dos escândalos envolvendo o governo federal,
um ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como
"Marcola", teria recebido pagamentos de milhares de reais vindos da
empresária e lobista Roberta Lutsinger, amiga íntima do próprio Lulinha.
"Caso isso seja comprovado, demonstrando a relação
direta com a Presidência da República, se torna um fato de profunda gravidade.
Não seria mais de desvio de recursos, mas de valores entrando diretamente a
alguém ligado ao presidente", diz o professor da FGV Daniel Vargas.
Velhas práticas petistas
A lógica por detrás das operações traz à memória antigas
práticas dos governos petistas. O escândalo do INSS se assemelha, sob várias
formas, com os esquemas do "Mensalão" e o "Petrolão", que
assustaram o Brasil pela complexidade e quantidade vultosa de desvios.
"As relações são promíscuas e novamente elas batem à
porta de Lula, como bateu na época do 'mensalão' e no 'petrolão'. Ou seja, só
falta aparecer um sítio de Atibaia ou um triplex do Guarujá. Este filme nós já
vimos", ironiza Soares da Costa.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico
ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às
20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional,
aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.
Andre Correa.
O abandono das reformas microeconômicas.
Gazeta do Povo.
O Brasil é um país atrasado, com baixa renda per capita,
crescimento econômico pífio, elevada pobreza, problemas sociais graves,
elevados índices de violência, corrupção endêmica incurável, portanto, longe de
ser um país desenvolvido que os recursos naturais permitem ser. Esse
diagnóstico é amplamente conhecido, e sobre ele não há discordância tanto
internamente quanto no plano internacional. É justamente por dispor de
importantes riquezas naturais e condições capazes de conduzir o país ao
crescimento econômico e desenvolvimento, a fim de extirpar as mazelas sociais e
melhorar significativamente o padrão médio de bem-estar social, que se torna
incompreensível que o país continue chafurdando no atraso e sem perspectiva de
sair dessa lamentável situação.
Uma das chagas mais perniciosas da política e da
administração pública nacional é a incapacidade de levar adiante qualquer plano
de recuperação e desenvolvimento, mesmo com tantos planos elaborados e
anunciados – alguns até iniciados e, depois, abandonados e esquecidos. Em
dezembro de 2004, segundo ano do primeiro governo Lula, ainda sob o voto de
confiança dado pela sociedade, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci,
apresentou à nação um plano chamado “Reformas econômicas e crescimento de longo
prazo”: 103 páginas com um bom diagnóstico e boas propostas para alavancar o
crescimento e o desenvolvimento.
O histórico das reformas microeconômicas sempre anunciadas e
nunca executadas entra neste segundo semestre de 2026 diante de eventos que
colocam o Brasil numa encruzilhada
Naquele momento, Palocci contava com prestígio no parlamento
e na sociedade, inclusive por não ter adotado as ideias e propostas
estatizantes e intervencionistas defendidas pelo PT em seus documentos e
declarações públicas desde a fundação do partido. Visto em retrospecto, aquele
plano apresentava méritos que poderiam ter sido uma alavanca para o crescimento
econômico e a elevação da renda por habitante, de forma a viabilizar avanços
sociais propugnados pelo próprio partido. Mas, na sequência, entrou em cena um
hábito típico da política brasileira: nada foi seguido, as políticas de governo
nunca foram na direção proposta e o plano acabou morrendo no nascedouro, dando
lugar a improvisos e retrocessos que continuam até hoje.
O Brasil nunca sofreu de falta de planos e medidas que, se
implementadas, significariam avanços importantes; foi o caso das sete reformas
propostas por Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro: 1. Reforma
da Previdência Social, pública e privada; 2. Reforma tributária; 3. Privatização
de empresas estatais, incluindo serviços operacionais na infraestrutura; 4. Revisão
e redução dos subsídios fiscais, creditícios e monetários; 5. Reforma
administrativa, com diminuição da burocracia; 6. Autonomia do Banco Central; e
7. Ampliação da liberdade comercial, com maior abertura internacional. Dessas
propostas, a que teve melhor andamento, foi aprovada e se consolidou foi a
autonomia do Banco Central, odiada por Lula e seus adeptos.
Nesse contexto, vale mencionar também o plano de 13 medidas
elaboradas no âmbito do Ministério da Fazenda como parte das reformas
microeconômicas capitaneadas pelo secretário de Reformas Econômicas Marcos
Barbosa Pinto, por ele anunciadas no dia 20 de abril de 2023: 1. Garantia para
parcerias público-privadas de entes subnacionais; 2. Debêntures incentivadas
para infraestruturas sociais e ambientais; 3. Novo marco das garantias; 4. Garantia
com recursos previdenciários; 5. Simplificação e desburocratização do crédito;
6. Acesso a dados fiscais; 7. Autorização de bancos e moeda digital; 8. Regime
de resolução bancária; 9. Combate ao superendividamento e “mínimo existencial”;
10. Proteção a investidores no mercado de capitais; 11. Infraestruturas do mercado
financeiro; 12. Cooperativas de seguros; e 13. Normas de seguro privado.
O histórico das reformas microeconômicas sempre anunciadas e
nunca executadas entra neste segundo semestre de 2026 diante de eventos que
colocam o Brasil numa encruzilhada: ou o país dá uma guinada em sua letargia e
atraso, começando por reformas políticas e reformas econômicas, de maneira a
tomar o caminho das mudanças nos próximos quatro anos – que serão os últimos da
terceira década do século 21 –, ou o país se definirá de vez como uma nação
rica de recursos naturais e pobre e atrasada em termos econômicos e sociais.
O momento atual apresenta algumas características
importantes para a definição do futuro nacional. A primeira são as eleições
estaduais e federais em um cenário de polarização política e deterioração
administrativa e moral das instituições. A segunda é uma realidade que pouco
tem sido observada e debatida: o envelhecimento da população e também do
capital físico, formado pela infraestrutura púbica de uso coletivo e
infraestrutura produtiva privada, como empresas, plantas industriais, frota de
veículos de carga e de passageiros, prédios comerciais, moradias, além de tantos
outros bens e equipamentos de uso pessoal e empresarial. A campanha eleitoral
deveria ser uma oportunidade para o levantamento e o debate dessas grandes
questões nacionais tomando por base as muitas propostas que foram feitas, das
quais se pode extrair ideias válidas até hoje.
O Supremo ultrapassa a fronteira entre os Poderes.
Na abertura do segundo semestre
judiciário de 2026, o ministro Edson Fachin defendeu a convivência harmoniosa
com as críticas e prometeu celeridade e diálogo com os outros Poderes. É muito
difícil concordar com o ministro.
Como se sabe, o Inquérito das
Fake News, sob o argumento de combater ataques à democracia e à honra dos magistrados,
resultou no bloqueio de perfis em redes sociais, busca e apreensão contra
empresários e analistas, e na prisão do ex-deputado federal Daniel Silveira por
ter criticado os ministros. Nesta toada, o STF acumulou os papéis de vítima,
investigador e julgador, ultrapassando os limites da serenidade.
O aperfeiçoamento institucional
encontrou forte barreira dentro da própria Corte. A intenção de aumentar a
transparência e restabelecer a confiança pública com a criação do Código de
Ética não deu em nada, e a proposta foi sepultada. O ministro também falou em
celeridade processual, mesmo sabendo que decisões travadas por pedidos de vista
individuais sem prazo limite chegavam a paralisar processos por mais de uma
década, e que o tempo médio de tramitação ainda supera três anos.
Ao falar em diálogo
institucional, esquece-se de que a frequente judicialização da política fez com
que o STF interferisse diretamente em pautas deliberadas pelo Congresso, desde
a invalidação da tese do Marco Temporal para terras indígenas até debates sobre
a descriminalização do porte de drogas. O que se viu foi ativismo judicial e
invasão da prerrogativa legislativa.
O discurso do ministro falando em
conciliação e aperfeiçoamento institucional precisa contornar um histórico
marcado por inquéritos de exceção, recusa de marcos éticos internos e
frequentes ultrapassagens da fronteira entre os Poderes. Edson Fachin sabe
disso.
Vicente Lino.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Depois da farsa de Fauci, está na hora de colocar a CPI da Covid no banco dos réus
Flavio Morgenstern
Mentiras do imunologista que falava “representando a ciência” foram usadas no Brasil para perseguir direitistas.
O imunologista Anthony Fauci, responsável pelas medidas
tirânicas que criaram o primeiro ensaio de uma ditadura global no planeta em
2020, testemunhou diante do Congresso americano nessa semana. O homem que
sempre dizia que falava “representando a ciência”, e que qualquer crítica às
suas ilações pessoais era “anticientífica” e “desinformação” (dois termos que
ficaram na moda naqueles anos de imbecilidade coletiva global), preconizando um
totalitarismo de escala planetária com imposições arbitrárias como uso de
máscaras, distanciamento social, vacinação experimental forçada e lockdowns,
respondeu a mais de cem perguntas repetindo as palavras:
“Por orientação de meus advogados, recuso-me respeitosamente
a responder, com base nos direitos que me são assegurados pela Quinta Emenda à
Constituição.”
A Quinta Emenda da sucinta e poderosa Constituição americana
garante que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo em um
processo, ainda mais penal. Fauci, que comentava sobre testemunhar ao Congresso
quase em tom de ameaça, de repente preferiu “não produzir provas contra si
mesmo”.
Um dos últimos atos de Joe Biden na presidência foi dar um “perdão
futuro” para Fauci não ser julgado pelos seus – e que delícia poder dizer isso
– crimes. Fauci foi invocado por 11 em cada 10 jornalistas brasileiros, 12 em
cada 2 juízes brasileiros para exigir ordens despóticas durante a pandemia da
COVID-19. Mas, pela zona direta de responsabilidade, o tanto de gente que pode
ter morrido sob influência de suas decisões pessoais é comparável às vítimas de
Adolf Hitler, que são mais indiretas.
Fauci mentiu sobre as origens do vírus, que o mundo inteiro
já presumia que só podia ter sido criado em laboratório (por quem? Com qual
objetivo? Quem vai ser punido?), dizendo que tais desconfianças eram “teorias
da conspiração” (um termo inventado pela própria CIA para acobertar suas
falcatruas, diz-se).
Basta lembrar da reportagem da revista Super, outrora
respeitada, que estampava: “Sim, o coronavírus veio da natureza – e não de um
laboratório”. Melhor ainda é o subtítulo: “Os boatos de que o vírus foi
manipulado pela China não passam de uma mentira. E a ciência prova”.
Oh, doce ciência, sempre invocada por jornalistas que
dificilmente sabem o que é uma estocasticidade ou uma triboluminescência para
defender políticas ditatoriais!
Mas se fosse só a imbecilidade das reportagens. Agências de
autodeclarado “fact-checking” (como a verborragia ditatorial tem termos chics,
não?) saíram censurando o planeta Terra inteiro com base na mesma
“inteligência” super “científica” da reportagem vergonhosa supracitada. Contas
que levaram anos de trabalho para serem construídas eram canceladas por algum
jornalista “científico” que chutou tudo C no vestibular de química em segundos.
Citar nomes de remédios e substâncias gerava mais punição do
que pornografia infantil e tráfico internacional de órgãos e cocaína. Pais
perderam guarda dos filhos (até hoje!!!) por se recusarem a permitir que seus
filhos fossem cobaias de um cientista maluco, obsessivo em ver sua foto no New
York Times e se achando por que uma Kardashian ligou cientificamente para ele.
Canais com décadas de existência, como da Jovem Pan, saíram do ar por dias por
conta de um comentário sobre um estudo envolvendo iv***t***. Assunto sobre o
qual Fauci, obviamente, mentiu e invocou o som do silêncio para o mundo
interpretar.
Claro, quase todos os canais que foram desmonetizados – algo
como proibir de se trabalhar – foram de direita, por algum mistério que apenas
o alinhamento planetário científico é capaz de explicar.
Mas enquanto os EUA discutem abertamente a punição penal às
Big Pharmas e aos políticos e burocratas não eleitos que inventaram o primeiro
ensaio de ditadura mundial desde Gênese 1,1, no Brasil tudo vai na contramão.
Até hoje utilizam termos como “anticientífico” para discordar das loucuras de
Fauci.
Hoje sabemos que a vacinação não cumpria nenhuma de suas
promessas – e sim, trouxe riscos e mortes. Que as máscaras eram não apenas
inócuas, como muitas vezes poderiam agravar problemas.
O diário de Fauci assemelha-se ao de Alfred Rosenberg quando
descobrimos qual foi o pensamento “científico” para impor cientificamente o distanciamento
social, também conhecido como o momento em que A Ciência Se Fez Carne: “me
ocorreu” (sic).
Quantos foram punidos por isso no Brasil?
Basta se lembrar de um dos capítulos mais autoritários da
história brasileira, aquele da CPI da Covid, encabeçada por nomes como Omar
Aziz (nunca é recomendável pesquisar no Google por seu nome ao lado de “CPI da
Pedofilia”), Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros, Eduardo Braga, Humberto Costa
(este parece ter um problema com a palavra “sanguessugas”, segundo o Google),
Marcos Rogério, Otto Alencar, Tasso Jereissati, Alessandro Vieira, Angelo
Coronel (que foi aprender na Rússia a censurar “fake news”), Jader Barbalho,
Rogério Carvalho, Soraya Thronicke, Simone Tebet, Leila Barros, Eliziane Gama,
Mara Gabrilli, Kátia Abreu e outros. Sempre havia um ou, no máximo, dois nomes
a fazer contrapartida, como Flávio Bolsonaro, Eduardo Girão, Marcos do Val,
Luiz Carlos Heinze ou Jorginho Mello.
CPIs no Brasil costumam sempre terminar em pizza (você já
fez a pesquisa sobre a CPI da Pedofilia acima?), mas elas podem permitir que
políticos façam buscas e apreensões e quebras de sigilo. E foi o que a CPI fez
– não contra corruptos, não contra alguém de sobrenome Odebrecht ou algum
mensaleiro ou petroleiro, não contra algum ladrão de estatal ou fundo de
pensão. Nada disso.
Começou com a quebra de sigilo mais tirânica da história
brasileira, proposta por Alessandro Vieira (que, repentinamente, parece ter se
tornado herói da direita para alguns) contra Filipe Martins. Exigiram-se todas
as suas conversas privadas e particulares em todas as suas redes sociais, todos
os seus e-mails (com ordem para não trocar a ordem das pastas), todas as suas
fotos privadas, cópia integral do iCloud, cópia de todos os apps e documentos
em todos os meios eletrônicos, histórico de buscas no Google, histórico de
geolocalizações, históricos médicos, bancários… enfim, sua vida inteira.
Alessandro Vieira argumentou que precisava de tudo isso para
saber o que Filipe havia conversado em uma reunião com a Pfizer. Mas nem se deu
ao trabalho de convidá-lo, ou mesmo convocá-lo, para explicar.
Logo depois, o mesmo modelo de quebra de sigilo foi aplicado
a todos os sites de direita possíveis. Terça Livre, Brasil Paralelo, Senso
Incomum, Conexão Política e vários outros. Pessoas como Flávio Gordon e
Bernardo Küster também foram alvo. Até a Jovem Pan foi parar no bolo – Renan
Calheiros, num lapso, disse que foi culpa do seu assessor, que fez “copia e
cola”. Merval Pereira, na época, disse que ir contra os “bolsonaristas” era
ótimo, mas que incluir a Jovem Pan poderia afetar a liberdade de expressão (e
os outros “investigados” não?).
Os pedidos de quebra de sigilo eram tão mal formulados,
realmente no copia e cola, que falavam de empresas (CNPJs) em vários estados do
Brasil, com o mesmo texto, citando reportagens verdadeiras (uma delas citando o
FDA, a “Anvisa” americana, além de artigos de opinião), dizendo que “a pessoa
trabalha no mesmo andar do presidente Bolsonaro”, copiando e colando o pedido
feito por Alessandro Vieira contra Filipe Martins.
Pior: uma CPI não pode investigar nenhum fato além do seu
escopo. No caso, a falta de suprimentos de oxigênio no Amazonas. Por que
supostas “fake news” (que hoje sabemos serem todas verdadeiras) foram punidas
com a mesma tirania? Todos os ministros do STF, com as únicas exceções de André
Mendonça e Kássio Nunes Marques, votaram pela manutenção da quebra de sigilo.
Para saber “se” algum crime foi cometido. Tente a mesma medida contra um
terrorista para ver se consegue.
O relatório da CPI foi recusado quando os senadores tentaram
apresentá-lo em Haia. Os senadores ao menos aproveitaram a viagem com dinheiro
público. O que seria do país sem Renan Calheiros, Humberto Costa, Jader
Barbalho e outros elogiados pela Globo News para “salvar a democracia” e
trazerem “ciência” ao debate via tirania, não?
Se a farsa de Fauci está no banco dos réus, está na hora de
também colocar no banco dos réus cada uma das autoridades, em todos os poderes,
que transformaram o Brasil numa ditadura despótica e estúpida e, como já
sabíamos, anticientífica.
O Brasil está cheio de cúmplices das mentiras de Anthony Fauci
Alexandre Garxia.
Esse diário do médico Anthony Fauci teve um efeito
explosivo. Ele escreveu tudo em um computador do trabalho, salvou em servidor
do governo, e aí foi fácil para as investigações do Senado encontrarem o
material. Fauci foi convocado, precisou ir à Comissão de Segurança e Assuntos
Governamentais do Senado, ficou em silêncio o tempo todo, mas revelaram tudo o
que estava no diário. O que me chamou atenção foi o fato – que ele escondeu,
mas estava no diário – de o próprio Fauci ter tido uma trombose pulmonar depois
de ter tomado a vacina contra a Covid. O que se diz por aí – eu até procurei,
mas não encontrei comprovação – é que, só em 2021 e 2022, as mortes de atletas
jovens equivaleram ao registrado nos 50 anos anteriores.
E temos ouvido um barulhento silêncio aqui no Brasil sobre
tudo isso. Pelo jeito, muita gente sentiu que também é responsável pelas coisas
que Fauci pregou e que não eram necessárias: máscara, distanciamento,
isolamento. Aqui no Brasil a Constituição foi totalmente desrespeitada: direito
de ir e vir, direito de reunião, liberdade de expressão, vedação à censura,
tudo foi ignorado. As pessoas eram censuradas só por falar em certas coisas; eu
falava o óbvio, daquilo que eu via. Minha mulher é médica e estava curando;
nenhuma paciente dela foi hospitalizada com Covid porque havia (e há) cura, e
cura barata. Mas era proibido falar no tratamento, e a Polícia Federal chegou a
ir à casa de pesquisadores como Flávio Cadegiani e Ricardo Zimerman, fora
tantos outros médicos e médicas que foram calados.
Enquanto isso, toda hora um certo programa de televisão
mostra (ou mostrava, não sei mais, faz mais de 20 anos que eu não assisto a
televisão) que “descobriram agora uma raiz na Amazônia que cura o câncer”. Era
amplamente noticiado, e não havia problema nenhum. Na medicina existe o que se
chama de uso off label de medicamentos, quando se descobre um uso que não
estava na bula. A ciência é assim: experimenta-se; se não deu certo, esquece;
se deu certo, usa-se para salvar vidas.
Depois de tudo o que aconteceu no Senado americano, os
estados de Louisiana, Flórida e Alabama estão se unindo para processar Fauci.
Mas em 19 de janeiro de 2025, um dia antes de sair da presidência, Joe Biden
assinou um perdão amplo e incondicional a Fauci por sua atuação desde 2014 no
Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. E, como assessor de saúde
do presidente dos Estados Unidos, recebeu um perdão sem que estivesse
respondendo a nenhum inquérito. Não sei como a Justiça vai resolver isso.
Agora surge a verdade: Anthony Fauci enganou o mundo todo
sobre a Covid
Ainda já juízes que sabem o que é imunidade parlamentar
Alexandre de Moraes perdeu uma causa judicial em São Paulo.
A mulher dele, Viviane, e os filhos, componentes do escritório de advocacia que
teve um contrato de R$ 129 milhões com o Daniel Vorcaro e o Banco Master,
estavam processando o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime
Organizado, pedindo indenização por danos morais. Ele havia dado uma entrevista
no SBT na qual falava das ligações entre o Master e o PCC, além de algumas
declarações sobre Moraes e Dias Toffoli. O juiz recusou. É óbvio: a
Constituição, no artigo 53, diz que “deputados e senadores são invioláveis civil
e penalmente por quaisquer palavras”. E Viviane Barci ainda terá de pagar R$ 2
mil em honorários advocatícios para o senador.











