O Foro de São Paulo e a Escolha pelo Atraso.
O Foro de São Paulo foi criado em 1990 por iniciativa de Lula, do PT, e do líder comunista Fidel Castro, com o objetivo de reorganizar o campo progressista e compensar a derrocada do socialismo na Europa. Nos anos 1990, operou entre partidos políticos de esquerda, movimentos sociais e grupos guerrilheiros da América Latina e do Caribe.
Nos anos 2000, foi plataforma para a ascensão de governos de esquerda no Brasil, na Venezuela, na Argentina, na Bolívia, no Equador, no Uruguai e na Nicarágua. Atualmente, a organização forma uma rede ideológica entre mais de 100 partidos da região, sustenta a integração latino-americana e apoia os regimes da Venezuela e de Cuba. Agora, o Foro de S. Paulo se reelegeu no Brasil e fica no poder até 2030.
Ainda bem que os eleitores da Argentina, do Chile, da Bolívia, da Colômbia e do Peru elegeram políticos de centro-direita e de direitas liberais para romper com o atraso. Essa virada refletiu uma rejeição do eleitorado a modelos estatistas, impulsionada pela cobrança por segurança e pelo controle das contas públicas — algo que não ocorreu por aqui. É lamentável, mas enquanto nossos vizinhos buscam reformas econômicas e o afastamento de pautas socialistas, o Brasil decidiu permanecer nas trevas do atraso e insistir em uma agenda alinhada à esquerda.
Em vez de um governo liberal que priorize a redução de barreiras alfandegárias, o incentivo ao investimento privado e as liberdades individuais, presenciamos uma ideologia nefasta que impede a reaproximação com os Estados Unidos e atropela a atração de capital produtivo. Além da corrupção, os reflexos diretos dessa escolha serão o inchaço da máquina pública, a geração contínua de déficits fiscais, a ineficiência na prestação de serviços essenciais e a constante ameaça às liberdades civis.
Isolado de democracias
liberais, o Brasil perde relevância nas negociações internacionais, afasta
investidores que buscam segurança jurídica e consolida uma posição de atraso
econômico e diplomático diante das grandes economias ocidentais. Por aqui,
restarão a opressão e o ataque às nossas liberdades.
Vicente Lino.


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