sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 O pacote eleitoreiro de Lula compromete o   futuro fiscal do   país.



Para se manter no poder, nesta reta final de campanha, Lula abriu a caixa de bondades com o dinheiro do pagador de impostos, com medidas desenhadas somente para criar uma ilusão de alívio momentâneo em troca do voto. As consequências são o aumento do endividamento, os juros altos por mais tempo e a elevação da carga tributária.

Os números impressionam:  Zerar os tributos sobre combustíveis por 30 dias causa um impacto fiscal de R$ 5,2 bilhões, somando-se às dezenas de bilhões em subsídios já existentes. É o típico alívio artificial que evapora no dia seguinte à apuração das urnas. O perdão das dívidas para 3,6 milhões de MEIs significa uma renúncia fiscal de R$ 12,6 bilhões de reais. A promessa do PIX de até R$ 5 mil para mulheres e pessoas de baixa renda é tão perversa que o crédito só será liberado em 2027, e unicamente sob a condição de reeleição.

 Tem também, a nova versão do “Desenrola” lançada somente para criar a sensação de amparo financeiro na véspera da eleição. O Pé-de-Meia de R$ 2,5 mil anuais a estudantes também está atrelado à vitória nas urnas e com execução empurrada para os próximos anos, arrastando o descontrole das contas públicas. Prometer recursos futuros ou congelar preços de forma temporária é pura ilusão. 

O Brasil que trabalha sabe que o descontrole das contas faz o mercado exigir retornos maiores, mantendo os juros altos e travando o crescimento econômico. Sabe, também, que o represamento artificial de preços estoura inevitavelmente após a eleição, corroendo o poder de compra principalmente das famílias de menor renda. 

Transferir custos bilionários para 2027 significa condenar o próximo ciclo orçamentário à estagnação, obrigando o país a discutir novos impostos para cobrir o rombo. Bancar pacotes eleitoreiros através do aumento da dívida não é gestão pública; 

É um enorme pacote de irresponsabilidade para colocar um projeto de poder acima da sobrevivência econômica do país.


 Vicente Lino.



 

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