MORAES PERDE SEU PODER. FIM DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS. CAEM AS ALGEMAS DE UMA NAÇÃO QUE VIVEU SOB SUSPEITA PERMANENTE, INTERNADA NA MENTE DE UM LOUCO.
Fachin termina o inquérito das fake news.
O Simão Bacamarte da
toga perdeu o poder de agir de ofício e comandar uma mescla de KGB com Santo
Ofício devassando a vida de todos e não mais poderá agir como um Robespierre
dos trópicos.
A inserção de Mendonça no sombrio buraco negro no qual se
abismava a democracia, mediante o qual mantinha todo o universo sob suspeição,
foi a gota d'água para o começo de seu fim.
O caso universalizou a percepção, como esboçou Eduardo
Bolsonaro, de que nunca se cuidou de verdadeira ameaça à democracia, mas de uma
ferramenta persecutória pessoal pela qual ele podia retaliar os que julgava
inimigos e esquartejar a liberdade.
Ele estendeu sobre o país a sombra de uma capitis deminutio
(diminuição da capacidade jurídica) onde todos estavam sujeitos a terem seus
direitos fundamentais cassados.
Calou parlamentares, suspendeu redes sociais, prendeu pessoas
sem lhes dar acesso aos autos, que permaneciam em papel de forma totalmente
desorganizada, podendo-se inserir ali documentos a posteriori, sucateando a
ampla defesa.
Ele perdeu a noção dos limites, conduzindo uma fantasmagoria
histérica sobre supostos golpes de Estado.
Sua conduta tenebrosa ainda terá muito por se apurar, como o
período mais desgraçado que o Brasil conheceu na Era moderna.
Não podemos nos
contentar apenas com isso e simplesmente aceitar que existia a tentativa de um
golpe pela direita, quando o que houve foi um golpe de Estado dado por eles
mesmos, do STF, quando Moraes impediu que os auditores do Exército conectassem
seus softwares às urnas, para verificar se o código-fonte entregue à equipe do
IME para análise, era o mesmo que gerou o programa executável que estava nelas
e tudo que aconteceu foi em reação. Parafraseando Churchill, não estamos no
fim, não estamos sequer no começo do fim, mas estamos no fim do começo.
Felix Soibelman

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