quarta-feira, 16 de setembro de 2026

 A IRREPONSABILIDADE NAS CONTAS PÚBLICAS PRECISA ACABAR.



O Brasil enfrenta um quadro crítico nas suas contas públicas, com a Dívida Bruta do Governo Geral ultrapassando os R$ 10,8 trilhões, o que representa aproximadamente 82% do PIB. Nossa fragilidade fiscal é evidente e este patamar é alarmante para um país ainda emergente. 

Enquanto economias como o Chile e o Peru mantêm taxas inferiores a 40%, o Brasil opera com alarmantes 82% — patamar inviável para uma economia em desenvolvimento. 

Vale lembrar que a expansão desenfreada de gastos públicos no atual governo contrasta diretamente com a orientação do governo anterior. É assustador saber que a gastança de agora é superior até mesmo ao que se gastou durante a pandemia da Covid-19. A farra que começou com a aprovação da PEC da Transição, o desmantelamento de travas de contenção fiscal e o aumento contínuo de despesas correntes provocou uma elevação de cerca de 10 pontos percentuais no endividamento. 

Esse aumento cobra um preço alto de toda a população, impondo taxas de juros extremamente elevadas — não há "Desenrola" que dê conta. Além do que centenas de bilhões de reais gastos em juros pelo governo poderiam ser aplicados em infraestrutura, segurança, saúde e outros serviços essenciais. Como não se pode contar com o discernimento do atual governo, é urgente que a população reconheça a gravidade do momento e exija responsabilidade fiscal severa.

 O controle rígido dos gastos públicos não é uma pauta opcional, mas o único caminho sustentável para garantir a estabilidade, a atração de investimentos e a retomada do crescimento econômico do país. A mudança de rumo na economia é indispensável para devolver a estabilidade ao Brasil e interromper esse ciclo insustentável de endividamento. 

A irresponsabilidade de agora não permite a redução dos juros, o controle da inflação e, muito menos, as condições para um desenvolvimento sustentável. Escolha bem o seu candidato.


Vicente Lino.



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