segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 O Brasil continua do lado errado da   história.


No mês de março, o Escudo das Américas — um encontro liderado pelos Estados Unidos — teve como foco o combate ao crime organizado nas Américas e a adoção de uma doutrina que equipara cartéis de drogas a grupos narcoterroristas e defende ação militar para desmantelar essas organizações. 

Os participantes acordaram o compartilhamento de inteligência, o intercâmbio de dados de segurança, as extradições rápidas e ações operacionais conjuntas entre os países da coalizão. O acordo prevê o fortalecimento do alinhamento com Washington para frear a crescente influência econômica e política da China e da Rússia na América Latina. A cúpula contou com a presença de chefes de Estado da Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, República Dominicana, Costa Rica, Panamá, Guiana, Bolívia, Honduras, Chile e Trinidad e Tobago.

 O Brasil ficou de fora e foi acompanhado pela Colômbia, Cuba, Nicarágua, Venezuela e México. Como se nota, a Casa Branca optou por criar um "clube" exclusivo de governos ideologicamente alinhados com a posição americana de combate aos narcotraficantes. Sabe-se agora que a dinâmica de segurança na América Latina sofreu desdobramentos operacionais alinhados aos compromissos firmados no encontro. Aumentaram as operações do Exército dos EUA e das forças locais contra narcoterroristas, e o cerco econômico e marítimo contra países que ficaram fora do grupo foi reforçado. 

O cenário geopolítico agora mostra, de um lado, as nações do Escudo das Américas; do outro, o eixo formado por Brasil, México, Colômbia e as ditaduras de Cuba, Venezuela e Nicarágua. O Brasil, infelizmente, renova seu passaporte para o lado errado da história.

  Vicente Lino.
 

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