sábado, 25 de julho de 2026

 Procuradoria brasileira severamente criticada no exterior.




Por aqui, nada de prático acontece. Lá fora, a ONG anticorrupção Transparência Internacional criticou duramente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por não fazer absolutamente nada a respeito do escandaloso contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com o escritório da esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes. 

“A inação da PGR se torna mais grave a cada nova revelação. O grau de informalidade com que se tramitou um contrato de R$ 129 milhões é estarrecedor e só aumenta as suspeitas – que já eram mais que suficientes para a abertura de uma investigação própria”. 

Não sabemos se Paulo Gonet vai se manifestar ou se permanecerá calado diante das críticas por sua omissão. Não sabemos também se essa omissão é por incompetência, medo ou conivência com esse absurdo. O Ministério Público produz uma inversão de prioridades quando deixa de investigar as negociações com o banqueiro, agora preso, para punir o vazamento das informações.

Como se vê, a prioridade do órgão é blindar e garantir a paz das autoridades, em detrimento da transparência e da defesa do interesse público. A atitude do procurador Paulo Gonet demonstra que a instituição assegura impunidade quando não fiscaliza os próprios guardiões da lei, e aprofunda a crise de confiança nas altas esferas do poder.

 Apesar do medo que essas instituições semearam na sociedade inteira, ainda vale perguntar: até quando a nação será obrigada a suportar a indiferença das instituições aos escândalos das autoridades? E quem deu a essas autoridades o direito de silenciar, prender, bloquear contas e até permitir a morte de um brasileiro na prisão, quando essas mesmas autoridades estão envolvidas em escândalos tão escabrosos? 

Temos que superar o medo para cobrar o afastamento dos responsáveis, ou continuaremos reféns de inomináveis injustiças.

Vicente Lino.



 

 

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