sexta-feira, 10 de julho de 2026

 O retrocesso no Congresso Nacional do PT.


Em editorial, a Gazeta do Povo informa que, no início do mês, o PT realizou o seu 8.º Congresso Nacional. Nada mudou: o documento, que deveria ser um plano de futuro, revela-se, na verdade, uma repetição exaustiva de mantras e distorções que podem custar caro ao Brasil.

De um lado, o partido repete a narrativa da "herança maldita" para justificar qualquer falha; de outro, tenta se apropriar de sucessos que não lhe pertencem. O partido falta com a verdade ao afirmar que trouxe a inflação para a meta, ignorando que o mérito cabe à política técnica do Banco Central. Além disso, há a desfaçatez de afirmar que as contas públicas melhoraram quando, na realidade, a dívida pública explodiu, crescendo quase dez pontos percentuais em relação ao PIB.

O partido, alinhado ao STF, ainda utiliza o termo "democratização" quando, no dicionário petista, democratizar significa aparelhar ou controlar. Quando falam em democratizar a comunicação, o que se lê é censura; quando falam em democratizar o campo, lê-se violação do direito de propriedade.

Um modelo que prioriza o gigantismo estatal e o intervencionismo econômico é um convite à catástrofe. Esse roteiro, que gera um alívio artificial de curto prazo, planta estagnação e recessão no futuro. O editorial da Gazeta do Povo conclui que o PT não tem nada de novo a oferecer: o congresso do PT foi apenas mais uma peça publicitária de um partido que olha para o espelho do passado.

Se o Brasil continuar trilhando esse caminho de irresponsabilidade fiscal e avanço do Estado sobre as liberdades individuais, o preço será uma democracia enfraquecida e uma economia condenada à mediocridade.

Vicente Lino.

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