O Inchaço do Estado e a Ilusão da Igualdade.
O debate sobre o tamanho do Estado talvez devesse observar a quantidade de empresas geridas pelo governo. De 2003 a 2016, foram criadas 43 empresas estatais federais diretas. Incluindo as subsidiárias, o número de empresas sob o guarda-chuva do funcionalismo federal, que era de 60, saltou para 250 ativas até 2015.
Esse aumento de poder nas mãos do Estado criou o cenário perfeito para a corrupção e o enriquecimento de uma nova elite política — nada diferente de outros exemplos históricos mundo afora. Na Rússia, enquanto a população enfrentava filas quilométricas por bens básicos e racionamento de comida, os membros da elite comunista tinham acesso a resorts exclusivos, casas de campo luxuosas e produtos importados do Ocidente, que eram proibidos para o restante dos cidadãos.
Na Venezuela, uma elite de oficiais militares e aliados políticos acumulou fortunas bilionárias no exterior por meio do controle cambial e de desvios da empresa de petróleo do país. Exatamente o que se fez no Brasil.
Em Cuba, o salário controlado pelo governo limita o consumo ao essencial, enquanto a vida de luxo da família Castro inclui iates, ilhas privadas e acesso a tratamentos médicos de ponta, negados à população geral. Como se vê, o propagado socialismo dessa gente só provoca frustração.
Olhamos para as promessas de igualdade que, na prática, se transformam em privilégios para poucos. É a exata contradição entre o discurso de igualdade e a prática de enriquecimento da classe governante à custa da população.
Sabemos que o discurso
oficial promete a emancipação dos mais pobres por meio da estatização; na
prática, porém, temos uma casta de burocratas e governantes que desfruta de
riquezas e privilégios inacessíveis ao cidadão comum. Já estamos ouvindo a
mesma conversa fiada de sempre. Já deu. Está na hora de mudar.
Vicente Lino.


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