Brasil ao lado de países fornecedores mundiais de drogas.
Reportagem da Gazeta do Povo dá conta de que o governo de Donald Trump colocou o Brasil na lista dos principais países de origem das substâncias utilizadas na produção de drogas. Atualmente, figuramos ao lado de nações como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia.
Os dados são alarmantes: o PCC já atua em 22 estados brasileiros e em 16 países. Além disso, um relatório do Departamento de Defesa dos EUA destacou o Brasil como o segundo maior consumidor de cocaína do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Esse cenário reflete uma deterioração severa da imagem internacional e da segurança interna.
O Estado brasileiro está sob suspeita por ter se transformado em um fornecedor essencial de insumos químicos, o que sinaliza um alinhamento perigoso com países de democracias fragilizadas ou controladas por cartéis. Estar nessa lista facilita a imposição de sanções econômicas e dificulta acordos de livre comércio. Afinal, onde o tráfico se consolida como pilar econômico, o investimento estrangeiro legítimo foge, temendo a instabilidade jurídica e a violência. Aparentemente, o STF e os parlamentares governistas não se mobilizam contra essa realidade.
Prova disso é que a investigação que mirava as conexões entre o crime, o sistema financeiro e o Judiciário foi esvaziada ou rejeitada por manobras políticas. A mensagem enviada à sociedade é de total impunidade, especialmente após o relatório que pedia o indiciamento de altas autoridades ser ignorado. Portanto, é correto afirmar que o governo e os tribunais superiores têm se tornado obstáculos à investigação do crime organizado.
Deveriam saber que caminhar ao lado de nações
dominadas por cartéis e conviver com o avanço de facções globais é, em última
análise, um convite ao abismo.
Vicente Lino.


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