A OAB Nacional aciona Moraes para garantir visitas de Flávio a Jair Bolsonaro
Vicente Lino.
A deterioração e a parcialidade da justiça parecem não ter fim. Tanto que Alexandre de Moraes suspendeu, por 90 dias, as visitas de Flávio Bolsonaro ao seu pai, mesmo Flávio constando como advogado no próprio Supremo. É uma medida infame e desproporcional quando comparada ao tratamento recebido por Lula. Quando preso em Curitiba, Lula recebeu, apenas nos primeiros 6 meses, 572 visitas.
Ele recebia visitas de segunda a sexta-feira, e a militância frequentemente dava longas entrevistas à imprensa logo após as reuniões. Passaram por lá Gleisi Hoffmann, o tesoureiro do partido, Emídio de Souza, o deputado Wadih Damous e os ex-deputados Luiz Eduardo Greenhalgh e Sigmaringa Seixas. Cristiano Zanin leu uma carta rodeado de repórteres de diversas emissoras de rádio e televisão.
Depois, comentou que Lula havia escrito a carta naquele dia e que a destinava aos seus advogados, como orientação sobre a condução do processo. Finalmente, a OAB reagiu e enviou um ofício ao ministro solicitando que seja assegurado ao senador Flávio Bolsonaro o direito legal de se comunicar com seu cliente. Afinal, Flávio está formalmente registrado como defensor de Bolsonaro no STF e deveria ter esse acesso garantido.
No documento, a OAB Nacional ressalta que atua “estritamente em defesa das garantias e prerrogativas da profissão” e que o requerente “não se apresenta apenas como familiar, mas como advogado constituído — uma condição jurídica que exige que restrições de natureza pessoal não impeçam, de forma absoluta, o contato necessário ao livre desempenho da atividade profissional”.
É inadmissível que prerrogativas profissionais básicas sejam anuladas por conveniências ideológicas. A sociedade não suporta mais tanta injustiça e tamanha perseguição a um pai de família.
Passou da hora de a verdadeira justiça prosperar.
Vicente Lino.


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