GILMAR MENDES E A MÁFIA DO ESTADO BRASILEIRO.
Paulo Briguet
Acabo de ler um pequeno grande livro do economista Murray Rothbard: “Anatomia do Estado”. Nele, o pensador libertário define o Estado como a “sistematização do processo predatório sobre um determinado território”. Em português claro: o governo não está aí para te proteger, mas para te roubar.
Por vias diferentes, Rothbard chega a conclusões parecidas
com as de Erik von Kuehnelt-Leddihn e Bertrand de Jouvenel, que viam o Leviatã
como um monstro que suga as energias vitais da sociedade. Leddihn dizia que o
Estado é uma decorrência do pecado original.
Nesta semana, Gilmar Mendes e André Mendonça travaram uma
discussão no Supremo Federal. O decano criticou o uso de delações e tentou
circunscrever o escândalo do Banco Master à “Faria Lima”. Em resposta, Mendonça
afirmou que as investigações não dependem de delações e usou uma palavra que
causou constrangimento entre seus pares: máfia.
Sempre me lembro do filme em que um mafioso exige de um
comerciante a taxa de proteção.
— Taxa para me proteger de quem? — pergunta o comerciante.
— De pessoas iguais a mim.
O Estado faz o mesmo. A máfia se encaixa perfeitamente na
definição de Rothbard. Pergunto: qual é a diferença entre o Estado brasileiro
comandado pelo Regime PT-STF e uma organização mafiosa? Onde está o limite entre
esse Estado e o crime?
O Banco Master não é metáfora; é metonímia. A fraude
bilionária representa apenas uma parte do assalto permanente que o Estado e
seus jagunços privados — incluindo facções narcoterroristas — fazem contra a
sociedade todos os dias, por meio de roubos, impostos, censura e perseguições.
Até 2015, Gilmar defendia a Lava Jato. Tornou-se seu maior
inimigo quando ela atingiu aliados. Hoje, precisa desesperadamente de um “boi
de piranha” para evitar danos ao sistema de poder central. Se essa investigação
for levada às últimas questões, o Brasil entenderá finalmente que não existe
diferença entre Estado e máfia.
Paulo Antônio Briguet


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