Como era de se esperar, a Procuradoria é contra a revisão da condenação de Bolsonaro.
Ao
contrário do Procurador, a defesa contesta fortemente a validade desse
julgamento. Por se tratar de um ex-presidente, o caso deveria ter sido
analisado pelo Plenário (com os 11 ministros) e não pela Primeira Turma, composta
por apenas 5. Questiona-se também, a validade jurídica da delação de Mauro Cid,
argumentando que ela não foi inteiramente voluntária. Não é difícil perceber
que a postura da Procuradoria é a continuidade de uma perseguição coordenada,
na medida em que o parecer ignora o cumprimento rigoroso do rito processual.
Ainda
resta alguma esperança porque a palavra final cabe ao ministro Kassio Nunes
Marques. Caberá a ele decidir se acolhe os argumentos da defesa de que houve
erro judiciário ou se segue a recomendação da PGR para rejeitar a revisão.
Bolsonaro
está pagando por uma "excrescência jurídica". Uma parcela
significativa da população enxerga as prisões, bloqueios de contas e banimentos
em redes sociais como excessos que ultrapassaram os limites da Constituição e
desequilibraram a estabilidade institucional do país. Gente séria sabe que o
discurso do golpe é utilizado meramente para mascarar e legitimar a soltura de
Lula e a falta de transparência no processo eleitoral.
Vicente Lino.


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