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Presidente do Senado não quer investigar o Banco Master.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre barrou a leitura de requerimentos para a criação de uma CPMI do Banco Master e afirmou que a decisão cabe exclusivamente à presidência da Casa. Essa postura acende um sinal de alerta vermelho na nossa democracia e sufoca o papel fiscalizador do Legislativo em benefício de blindagem política. Engavetar requerimentos de forma monocrática é impedir que o Brasil passe a limpo as gravíssimas denúncias que afetam a credibilidade das instituições. Davi Alcolumbre não quer a CPMI mesmo sabendo que este é o caminho legítimo para que investigações sérias, transparentes e profundas sejam conduzidas.
Ele não quer que a extensão dessa rede de influência, colha provas robustas e garanta que todos os culpados — sejam eles do setor privado ou do alto escalão do poder público — sejam severamente punidos pela lei. É inadmissível que o destino de investigações de interesse nacional dependa da caneta e da vontade de uma única pessoa, que se coloca acima da vontade da maioria do Congresso. O povo exige respostas e o Congresso Nacional não pode se curvar a uma liderança que escolhe quais escândalos devem ser investigados e quais devem ser varridos para debaixo do tapete. A CPMI do Banco Master precisa sair do papel, porque a justiça e a transparência não podem ficar reféns de interesses políticos de ocasião.
Esmagar a soberania do Congresso não seria aceitável nem nas mãos de alguém com princípios inabaláveis. Nas mãos de Davi Alcolumbre, transforma-se em uma ferramenta escancarada de blindagem e favorecimento político. Seu currículo passa longe de qualquer compromisso com a transparência; na verdade, seu histórico e seu apetite pelo poder são um insulto à democracia e um salvo-conduto para a impunidade.
Vicente Lino


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