Lula assina decretos contra a liberdade de expressão.
Como sempre, tais medidas são vistas como mais um esforço do
atual sistema político para controlar o fluxo de informações, mitigar críticas
e blindar os detentores do poder, esvaziando o papel do Congresso Nacional na
formulação de uma legislação própria para a internet.
O governo afirma que a intenção é combater discursos de ódio,
desinformação e ataques à democracia. No entanto, essas expressões não possuem
uma definição típica no Código Penal para fins de censura prévia ou moderação
de conteúdo. Como nada disso está previsto em lei, os limites da liberdade de
expressão deixam de ser definidos por normas votadas pelo Parlamento e passam a
depender de conceitos abertos e subjetivos, interpretados pelas mesmas
autoridades que detêm o poder político e judicial.
O nome disso é censura, e quem conhece o regime não precisa
de detalhes para imaginar o que vem pela frente. Com medo de punições ou de
investigações conduzidas sem o devido processo legal, os veículos de mídia,
influenciadores e cidadãos vão evitar críticas que, na maioria das vezes, são
merecidas. O debate, então, será empobrecido e a segurança jurídica,
fragilizada, enquanto a hegemonia de quem controla os mecanismos de Estado
sairá fortalecida — o que é péssimo para a democracia. Lula e seus seguidores
querem manter o poder a qualquer custo.


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