O Cabide de Empregos da Empresa Brasileira de Comunicação.
A
petista Antônia Pellegrino — casada com o deputado Marcelo Freixo e amiga
pessoal da Janja — foi indicada no início do mês para presidir a Empresa
Brasileira de Comunicação (EBC). Essa indicação confirma que o atual governo
prioriza cargos para seus aliados.
Na TV Brasil, o dinheiro público flui com
abundância para figuras conhecidas que possuem um histórico de claro apoio ao
PT. Antônia Pellegrino, diretora desse "cabide de empregos" e
militante de esquerda, utilizou sua posição para reformular as atrações — que
ninguém assiste — e garantir espaços estratégicos.
A militância é recompensada:
hoje, Cissa Guimarães recebe R$ 70 mil mensais para apresentar o programa Sem
Censura; ontem, ela era garota-propaganda da campanha de Lula. José Luiz Datena
é a contratação mais recente, com um contrato de R$ 1,4 milhão até 2027, pagos,
claro, com o dinheiro dos nossos impostos.
Outro exemplo é Leandro Demori,
jornalista peça-chave que auxiliou na narrativa de anulação das condenações de
Lula. Pessoas com esse perfil sempre encontram na emissora um porto seguro para
ecoar o discurso petista. Apesar da "dinheirama" para pagar suas
estrelas, o retorno em audiência é inexistente: a TV Brasil amarga o chamado
"traço" (0 pontos).
Mesmo sem audiência, a EBC opera com valores que
chegam a R$ 900 milhões por ano. Só o programa Sem Censura, de Cissa Guimarães,
custa mais de R$ 5 milhões. Temos, então, que, sob o disfarce de comunicação
pública, a EBC funciona como uma máquina de propaganda e um cabide de empregos
de luxo para quem "fez o L".
Enquanto áreas essenciais, como saúde e
segurança, sofrem cortes orçamentários, o governo prioriza o financiamento de
uma estrutura de blindagem política. No fim, a estatal não produz cultura ou
informação de qualidade; produz apenas salários vultosos financiados pelo
sofrido povo brasileiro.
Vicente Lino.


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