O STF é o escudo para a impunidade
Ao enterrar a prorrogação da CPMI do INSS, na verdade o STF criou uma barreira de contenção para que as investigações não chegassem aos intocáveis de Brasília. O enterro foi algo muito maior que uma simples prorrogação do INSS. Foi demonstração clara de que a maioria dos ministros decidiu fechar as cortinas a favor da impunidade.
O que eles enterraram não foi apenas um processo administrativo, foi a chance de o país saber quem realmente manda no topo da pirâmide jurídica e política. Quando a investigação ameaça subir a rampa ou entrar nos gabinetes de toga, o sistema se une para puxar o freio de mão.
É puro deboche porquê, de um lado, temos o velhinho que é assaltado na porta do banco e vê seus direitos minguarem. Do outro, temos a blindagem absoluta com STF se transformando em um bunker de proteção. Eles sabem que, se o fio da meada for puxado, o novelo chega nos esquemas que sustentam as alianças espúrias entre o Judiciário e a política. Enquanto o idoso conta as moedas para sobreviver, os ministros se unem para garantir que nenhum 'peixe grande' caia na rede dos inquéritos.
A mensagem é clara. Existem dois Brasis. O Brasil de quem trabalha e é roubado, e o Brasil de quem manda e é blindado. Enterraram a prorrogação para enterrar a investigação.
No tribunal da política,
o réu é sempre o povo, e o veredito já veio carimbado pela conveniência de quem
não quer perder o trono.
Vicente Lino.

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