A falsidade do discurso eleitoreiro.
Vicente Lino.
No
início do mês, nessas discurseiras que antecedem as campanhas eleitorais, o
candidato Fernando Haddad, ao lado de Lula, afirmou: “Nunca o governo federal
trabalhou tanto por São Paulo. Grandes investimentos e obras importantes por
todo o canto. Presidente, grande parte dos investimentos do governo do Estado
são com recursos federais”.
Fernando Haddad e Lula fingem não saber que São
Paulo é o maior motor econômico do país e que recebe apenas uma fração do que
gera em impostos federais. Anualmente, o estado envia entre R$ 900 bilhões e R$
1 trilhão para a União e recebe de Brasília apenas entre R$ 100 bilhões e R$
150 bilhões. Ainda assim, ambos afirmaram que os investimentos em São Paulo são
do Governo Federal. Eles tentam criar a ilusão de que a União está sendo
generosa com um dinheiro que, na verdade, é gerado pelo próprio estado.
O
eleitor precisa saber que o discurso político que trata o imposto como um
recurso que "nasce" em Brasília e é "concedido" aos estados
é um discurso falso. Além de São Paulo, estados como Santa Catarina, Paraná e
Rio de Janeiro enfrentam o mesmo dilema: são punidos por sua eficiência
produtiva para sustentar o gigantismo, a ineficiência e a corrupção do Distrito
Federal.
A engrenagem voraz de Brasília produz impostos escorchantes que
asfixiam a produção nacional, projeta escândalos monumentais e uma corrupção
sistêmica que drena os recursos públicos, comprometendo irremediavelmente a
saúde da economia brasileira.
É o que Brasília produz.
Vicente Lino.


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