O Exemplo da Venezuela e a Resistência Brasileira.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país está de braços abertos para receber os exilados sob a nova Lei de Anistia para a Convivência Democrática. Ao abrir as portas para o retorno de seus filhos, o país busca o desarmamento dos espíritos.
O vizinho sinaliza que a paz é o alicerce fundamental para qualquer projeto de desenvolvimento econômico e social. Mais do que um movimento diplomático, a anistia é a institucionalização do perdão como ferramenta de Estado.
O objetivo é encerrar um ciclo de quase três décadas de conflitos internos, permitindo que opositores e cidadãos retornem para contribuir com a reconstrução nacional. Infelizmente, o Brasil tem muito o que aprender com esse exemplo de pacificação. Enquanto o vizinho busca o diálogo, aqui, autoridades e figuras públicas se posicionam de forma contundente contra qualquer medida de anistia.
A alegação dessa "tigrada" é que a anistia geraria impunidade e incentivaria novas rupturas. Já ouvimos o ministro Alexandre de Moraes afirmar que a anistia é o "combustível para novos ataques". Luís Roberto Barroso declarou que o Brasil não pode ter o "esquecimento" como política de Estado. E o presidente Lula — que no passado foi beneficiado pela anistia — agora afirma que a democracia não aceita o perdão por conveniência política.
Nossas autoridades e parte da classe artística preferem o ódio e a manutenção do conflito. Evitam o único mecanismo capaz de pacificar a nação e estimular o desenvolvimento. A tigrada finge não entender que sem o encerramento das hostilidades e o fim das perseguições, o Brasil continuará estagnado em disputas ideológicas, enquanto o mundo avança.
A anistia não é impunidade; é a chave para que a energia da nação seja focada na produtividade e no bem comum. A Venezuela escolheu o caminho da convivência. Esperamos que o Brasil tenha coragem para fazer o mesmo.
Vicente Lino.



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