Brasil se isola e enfraquece a segurança nacional.
No mês
passado, um grupo seleto de países, liderados por Donald Trump, participou do
encontro o “Escudo das Américas”. 12
países enviaram seus chefes de Estado ou representantes. Da América do Sul participaram
Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Guiana e Paraguai. Da América Central, Costa
Rica, El Salvador, Honduras e Panamá. Do Caribe, República Dominicana e
Trinidad e Tobago, além de Bahamas, Belize, Guatemala, Jamaica e Peru que
assinaram apoio posteriormente.
O lançamento do “Escudo das Américas” marca um momento
decisivo e um alerta necessário sobre a urgência de uma resposta militar
coordenada contra o crime organizado transnacional. Enquanto 12 nações
latino-americanas já formalizaram sua adesão o Brasil, sob a gestão Lula,
mantém-se isolado em um atrito diplomático que pode custar caro à segurança de
todo o continente.
Nossa barata ideologia finge não saber que o Brasil não é
apenas um mercado consumidor, mas o principal entreposto logístico para o
tráfico de cocaína rumo à Europa e África. Só em 2025, foram interceptadas
quase 200 toneladas de drogas. O governo sabe que o PCC e o Comando Vermelho
deixaram de ser meras quadrilhas de presídio para se tornarem corporações
criminosas com faturamentos bilionários, drones, inteligência própria e
armamento que desafia abertamente a força do Estado.
A conversa de sempre é que
a medida fere a soberania nacional porque o objetivo das facções é o lucro, não
a política. Organizações que utilizam táticas de terror para controlar
territórios e subjugar a população são terroristas, mas o Brasil nega o rótulo.
Uma cooperação internacional mais agressiva permitiria o sufocamento financeiro
global desses grupos.
É lamentável ver o Brasil fechar as portas para uma
coalizão que busca erradicar um mal desastroso para o mundo. A segurança regional não deveria ser uma
questão de alinhamento ideológico, mas de sobrevivência civilizatória.
Vicente Lino.


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