segunda-feira, 30 de março de 2026

 Brasil se isola e enfraquece a segurança nacional.



No mês passado, um grupo seleto de países, liderados por Donald Trump, participou do encontro o “Escudo das Américas”.  12 países enviaram seus chefes de Estado ou representantes. Da América do Sul participaram Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Guiana e Paraguai. Da América Central, Costa Rica, El Salvador, Honduras e Panamá. Do Caribe, República Dominicana e Trinidad e Tobago, além de Bahamas, Belize, Guatemala, Jamaica e Peru que assinaram apoio posteriormente.

 O lançamento do “Escudo das Américas” marca um momento decisivo e um alerta necessário sobre a urgência de uma resposta militar coordenada contra o crime organizado transnacional. Enquanto 12 nações latino-americanas já formalizaram sua adesão o Brasil, sob a gestão Lula, mantém-se isolado em um atrito diplomático que pode custar caro à segurança de todo o continente.

 Nossa barata ideologia finge não saber que o Brasil não é apenas um mercado consumidor, mas o principal entreposto logístico para o tráfico de cocaína rumo à Europa e África. Só em 2025, foram interceptadas quase 200 toneladas de drogas. O governo sabe que o PCC e o Comando Vermelho deixaram de ser meras quadrilhas de presídio para se tornarem corporações criminosas com faturamentos bilionários, drones, inteligência própria e armamento que desafia abertamente a força do Estado.
 A conversa de sempre é que a medida fere a soberania nacional porque o objetivo das facções é o lucro, não a política. Organizações que utilizam táticas de terror para controlar territórios e subjugar a população são terroristas, mas o Brasil nega o rótulo. Uma cooperação internacional mais agressiva permitiria o sufocamento financeiro global desses grupos.

 É lamentável ver o Brasil fechar as portas para uma coalizão que busca erradicar um mal desastroso para o mundo.  A segurança regional não deveria ser uma questão de alinhamento ideológico, mas de sobrevivência civilizatória.

Vicente Lino.


 

 

 

 

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