A Justiça se Transformou no Escudo da Impunidade.
Na
quinta-feira, dia 26, o Supremo Tribunal Federal derrubou a liminar do Ministro
André Mendonça e enterrou a CPMI do INSS. Foi um balde de água fria nas
expectativas da sociedade brasileira e um golpe profundo na transparência
pública. É sempre assim: quando as investigações se aproximam do
"topo" da pirâmide, o Judiciário envia uma mensagem perigosa — a de
que a lei tem limites quando esbarra em certas castas.
De novo, foi triste
constatar que o Congresso tenha precisado de uma ordem judicial para cumprir
seu papel fiscalizador, escancarando uma legislatura que só se move sob pressão
e se cala sob conveniência. Ainda não sabemos o que se esconde nos porões das
associações e nos descontos indevidos que sangram os aposentados; o que se
repete é um pânico generalizado quando se fala em aprofundar as conexões entre
o sistema financeiro e a administração pública.
O caso do Banco Master é um bom
exemplo. Quando autoridades que deveriam ser os guardiões da Constituição
operam para "embaralhar o jogo", a justiça deixa de ser um ideal e
passa a ser uma ferramenta de conveniência. A corrupção torna-se o próprio
sistema quando a Corte atua para interromper fluxos de investigação que ameaçam
autoridades do alto escalão.
Assistimos, com náusea e indignação, a mais um capítulo
onde as sombras da injustiça prevalecem sobre o Direito. Faltam caráter e honra
para o Brasil retomar o caminho onde o rigor da lei prevaleça sobre
conveniências.Passou da hora de o país resgatar sua dignidade institucional e punir, sem distinção, aqueles que operam nas sombras contra o bem comum.
Vicente Lino.

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