quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

 Ministros condenam, mas não   podem ser investigados.



 A mineira Romilde Rosa Ferreira, de 58 anos, foi condenada a 14 anos de prisão. O acórdão foi publicado pelo STF, em 26 de janeiro de 2026.  

Embora não tenha sido acusada de participar de atos de violência, Romilde foi condenada pelos crimes de; abolição violenta do Estado Democrático de Direito — sem que tenha tentado abolir tal Estado, muito menos de forma violenta — e golpe de Estado, apesar das evidências de que o golpe pode ter sido dado pelas próprias instituições. 

Além disso, foi condenada por dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração do patrimônio público, mesmo sem ter entrado nos prédios, e por associação criminosa armada, sem que portasse sequer uma agulha de crochê. 

O acórdão do caso foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes — cuja família possui contrato com o Banco Master no valor de 129 milhões de reais e que esteve na mansão do banqueiro Daniel Vorcaro antes de o escândalo do Banco emergir. 

Além de Moraes, votaram pela condenação: Cristiano Zanin: ex-advogado de Lula, responsável por livrá-lo da prisão, após condenação em três instâncias da justiça. Edson Fachin: ex-advogado do MST, e agora defensor de Toffoli e Moraes no episódio do Banco Master. Ele acaba de afirmar que a Corte não se curvará a ameaças.

 Dias Toffoli também condenou. Antes viajou no jatinho do advogado de Vorcaro para a final da Libertadores no Peru e avocou o processo do banqueiro para o STF sob sigilo absoluto; Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Gilmar Mendes também condenaram Romilde Rosa a 14 anos de prisão, no momento em que a PGR manda arquivar o pedido de investigação contra Moraes e sua esposa, e o CNJ arquiva 3 pedidos para investigar ligação de Toffoli com resort no Paraná.

 Romilde Rosa foi condenada a 14 anos de prisão sem provas de violência.  PGR e o CNJ blindam ministros mesmo diante de evidências de corrupção. A balança da justiça inclina-se para proteger os poderosos, confirmando o privilégio sobre a ruína de uma vida. É a falência das instituições: falta imparcialidade, falta decência e, acima de tudo, falta honra.

Vicente Lino.



 

 


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