Mais
uma vez, o governo quer impedir a verdade.
O noticiário
recente dá conta de que o governo, mais uma vez, quer cercear o debate nas
próximas eleições e pretende que críticas ao candidato Lula sejam consideradas
ataques à sua honra. É um debate que já cansou, mas a regulação do que pode ou
não ser dito na internet é, talvez, o maior cabo de guerra democrático da nossa
década.
Quando
o termo "defesa da democracia" passa a ser usado como justificativa
para monitorar discursos, o risco de o remédio matar o paciente é real. É uma
conversa fiada que já dura desde o famigerado "Inquérito das Fake
News" e, até hoje, não se sabe quem define o que é desinformação. Assim,
qualquer crítica legítima a uma política pública pode ser rotulada como ataque
às instituições, discurso de ódio e por aí vai.
O
governo opera para que as plataformas, com medo de multas pesadas, derrubem
qualquer conteúdo "polêmico" preventivamente, silenciando o cidadão
comum. Além disso, existem dezenas de projetos que tentam tipificar o crime de
"divulgação de notícia falsa". O governo finge não saber que, em uma
democracia, o erro faz parte do debate e a crítica nunca deveria ser equiparada
a um ataque à democracia.
O
braço forte do Estado cria um ambiente de medo, e a oposição deixa de existir
se cada palavra puder ser interpretada como um crime contra o Brasil. Nesse
cenário, o Estado — que deveria servir ao cidadão e ser fiscalizado por ele —
cala opositores e ofende direitos. Quando as pessoas têm medo de serem
processadas ou banidas por opinar, a democracia deixa de existir. Nas últimas
eleições, ficou proibido apontar verdades contra Lula e, agora, o governo quer
novamente impedir o debate. As instituições que não querem ver a luz do sol
agem como vampiros na escuridão.
Vicente
Lino.
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