segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Mais uma vez, o governo quer impedir a verdade.




O noticiário recente dá conta de que o governo, mais uma vez, quer cercear o debate nas próximas eleições e pretende que críticas ao candidato Lula sejam consideradas ataques à sua honra. É um debate que já cansou, mas a regulação do que pode ou não ser dito na internet é, talvez, o maior cabo de guerra democrático da nossa década.

 Quando o termo "defesa da democracia" passa a ser usado como justificativa para monitorar discursos, o risco de o remédio matar o paciente é real. É uma conversa fiada que já dura desde o famigerado "Inquérito das Fake News" e, até hoje, não se sabe quem define o que é desinformação. Assim, qualquer crítica legítima a uma política pública pode ser rotulada como ataque às instituições, discurso de ódio e por aí vai.

 O governo opera para que as plataformas, com medo de multas pesadas, derrubem qualquer conteúdo "polêmico" preventivamente, silenciando o cidadão comum. Além disso, existem dezenas de projetos que tentam tipificar o crime de "divulgação de notícia falsa". O governo finge não saber que, em uma democracia, o erro faz parte do debate e a crítica nunca deveria ser equiparada a um ataque à democracia.

 

O braço forte do Estado cria um ambiente de medo, e a oposição deixa de existir se cada palavra puder ser interpretada como um crime contra o Brasil. Nesse cenário, o Estado — que deveria servir ao cidadão e ser fiscalizado por ele — cala opositores e ofende direitos. Quando as pessoas têm medo de serem processadas ou banidas por opinar, a democracia deixa de existir. Nas últimas eleições, ficou proibido apontar verdades contra Lula e, agora, o governo quer novamente impedir o debate. As instituições que não querem ver a luz do sol agem como vampiros na escuridão.

Vicente Lino.




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