quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

 BRASIL E PORTUGAL NA MESMA   TOADA SOCIALISTA.


Extraido da GAZETA DO POVO.




 - Países que adotaram políticas mais orientadas para o mercado, com redução do peso do Estado, estímulo ao investimento privado e reformas estruturais profundas, sugere que alternativas mais à direita no espectro político teriam endereçado de forma mais eficaz os problemas estruturais da economia portuguesa.

A estagnação portuguesa não foi um destino inevitável, mas uma escolha política prolongada, a qual teve um denominador comum claro: o esquerdismo.

Assim como em Portugal, o Brasil também ilustra alarmante padrão de crescimento reduzido combinado com fragilidades persistentes durante longos períodos de governos de esquerda. No caso brasileiro, essa experiência está centrada nas administrações do Partido dos Trabalhadores (PT), sob Lula (2003-2010 e a partir de 2023) e Dilma Rousseff (2011-2016), que governaram o país por 16 dos últimos 22 anos, tendo demonstrado uma incapacidade crônica de transformar potencialidades em progresso real.

O desempenho econômico brasileiro sob esses governos foi consistentemente fraco em relação às capacidades do país e em comparação com pares emergentes e insuficiente para qualquer possibilidade de convergência com economias mais dinâmicas. O Brasil cresceu, em média, cerca de 1,3 % ao ano entre 2003 e 2023, ritmo que ficou atrás de países como Turquia (4,7 %), Indonésia (5 %), México (2,3 %), Índia (6,2 %) e China (5,5 %).

O Brasil viu sua posição no ranking global de renda per capita cair da 60ª para a 85ª posição entre 2003 e 2023, com projeções de piora até 2026, quando poderá chegar ao 90º lugar.

Brasil manteve níveis de industrialização medíocres, com manufaturados representando menos de 30 % das exportações, enquanto países emergentes similares ultrapassaram 50 %. A economia continuou dependente de commodities e produtos de baixo valor agregado, enquanto barreiras internas, infraestrutura deficiente e os altos custos do chamado “Custo Brasil” encareceram a produção e penalizaram a competitividade internacional. Exportações estratégicas e inovação tecnológica praticamente não avançaram, e a capacidade de gerar empregos de qualidade permaneceu estagnada.

Essa estagnação estrutural revela uma característica central das políticas de esquerda: embora focadas em narrativas de inclusão social e de mitigação da pobreza imediata – atreladas a políticas de perpetuação de dependência estatal, com fins eleitorais –, não promoveram reformas estruturais profundas capazes de impulsionar produtividade, competitividade internacional e desenvolvimento sustentável.




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