BRASIL E PORTUGAL NA MESMA TOADA SOCIALISTA.
- Países que adotaram políticas mais orientadas para o mercado, com redução do peso do Estado, estímulo ao investimento privado e reformas estruturais profundas, sugere que alternativas mais à direita no espectro político teriam endereçado de forma mais eficaz os problemas estruturais da economia portuguesa.
A estagnação portuguesa não foi um destino inevitável, mas
uma escolha política prolongada, a qual teve um denominador comum claro: o
esquerdismo.
Assim como em Portugal, o Brasil também ilustra alarmante
padrão de crescimento reduzido combinado com fragilidades persistentes durante
longos períodos de governos de esquerda. No caso brasileiro, essa experiência
está centrada nas administrações do Partido dos Trabalhadores (PT), sob Lula
(2003-2010 e a partir de 2023) e Dilma Rousseff (2011-2016), que governaram o
país por 16 dos últimos 22 anos, tendo demonstrado uma incapacidade crônica de
transformar potencialidades em progresso real.
O desempenho econômico brasileiro sob esses governos foi
consistentemente fraco em relação às capacidades do país e em comparação com
pares emergentes e insuficiente para qualquer possibilidade de convergência com
economias mais dinâmicas. O Brasil cresceu, em média, cerca de 1,3 % ao ano
entre 2003 e 2023, ritmo que ficou atrás de países como Turquia (4,7 %),
Indonésia (5 %), México (2,3 %), Índia (6,2 %) e China (5,5 %).
O Brasil viu sua posição no ranking global de renda per
capita cair da 60ª para a 85ª posição entre 2003 e 2023, com projeções de piora
até 2026, quando poderá chegar ao 90º lugar.
Brasil manteve níveis de industrialização medíocres, com
manufaturados representando menos de 30 % das exportações, enquanto países
emergentes similares ultrapassaram 50 %. A economia continuou dependente de
commodities e produtos de baixo valor agregado, enquanto barreiras internas,
infraestrutura deficiente e os altos custos do chamado “Custo Brasil”
encareceram a produção e penalizaram a competitividade internacional.
Exportações estratégicas e inovação tecnológica praticamente não avançaram, e a
capacidade de gerar empregos de qualidade permaneceu estagnada.
Essa estagnação estrutural revela uma característica central
das políticas de esquerda: embora focadas em narrativas de inclusão social e de
mitigação da pobreza imediata – atreladas a políticas de perpetuação de
dependência estatal, com fins eleitorais –, não promoveram reformas estruturais
profundas capazes de impulsionar produtividade, competitividade internacional e
desenvolvimento sustentável.


Nenhum comentário:
Postar um comentário