Anatomia do Estado Brasileiro.
No
livro "Anatomia do Estado”, Murray Rothbard disseca o Estado não como uma
instituição social necessária, mas como uma organização que sobrevive através do
usufruto de recursos alheios. Na mosca.
O livro foi publicado em 1974, mas
vários pontos da obra parecem quase uma descrição literal da nossa realidade. O
autor argumenta que o Estado é a única organização que obtém sua receita
através da coerção e não pelo serviço voluntário, o que é confirmado pelos impostos cobrados e sua
péssima destinação.
O cidadão sente que paga "preços de primeiro
mundo" por serviços públicos que deixam a desejar, porque o objetivo
primário do Estado é a sua própria manutenção, e não o bem-estar do povo.
Observando os salários e os penduricalhos da elite do Estado, imaginamos que o
autor escreveu o livro olhando para Congresso brasileiro.
Quando ele descreve a
aliança entre o Estado e os intelectuais, é fácil constatar que o Estado
precisa de intelectuais para convencer a massa de que o governo é necessário,
bom e inevitável. Fica clara a dependência de setores da academia, mídia e
influenciadores de verbas públicas pagas com o dinheiro dos nossos impostos. O
livro não deixa de citar que o Estado utiliza crises reais ou fabricadas para
expandir seu poder, pois, em momentos de medo, as pessoas aceitam ceder
liberdade em troca de segurança.
Neste trecho, enxergamos o autor caminhando
pela Praça dos 3 Poderes para depois sofrer as injustiças que milhares de
brasileiros ainda sofrem. A leitura deste livro serve como uma lente crítica
para questionar se o Estado visa realmente o serviço ao cidadão ou se é um fim
em si mesmo.
No caso brasileiro o Estado é um fim em si mesmo.
Vicente Lino.


Nenhum comentário:
Postar um comentário