sábado, 7 de fevereiro de 2026

 A triste postura da OAB frente ao cenário   institucional.



Nos últimos anos, para a tristeza e indignação de advogados sérios, a OAB tem ignorado procedimentos secretos, prisões arbitrárias e bloqueios de contas virtuais realizados pelo STF, tratando tais medidas como se fossem normais em uma democracia.

 Infelizmente, a entidade não tem exibido a firmeza necessária para proteger a democracia. Por isso, a enfraquece. Finge não ver que o STF comete ilegalidades, como prisões sem o devido trânsito em julgado; medidas cautelares indevidamente prolongadas; criminalização de opiniões políticas e ideológicas e por aí vai.

 E piora muito, porque a OAB publicou recentemente uma nota condenando taxas impostas pelos EUA a produtos brasileiros, mas silenciou sobre as ações do STF contra empresas americanas e as perseguições ao ex-presidente Bolsonaro. A entidade invocou a soberania nacional. 

Pois bem; a OAB finge ignorar que a verdadeira soberania pertence ao povo. Não há soberania onde o cidadão é silenciado, censurado ou preso sem o devido processo legal, por ordem de quem deveria garantir seus direitos. Como se não bastasse, o presidente da OAB Federal, Beto Simonetti, parabenizou o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, por sua indicação ao Supremo. 

Na cabeça do Simonetti, a indicação do aliado de Dilma e Lula seria um motivo de "alegria para a advocacia". Ele não apenas desejou êxito na sabatina, como afirmou estar certo da aprovação de Messias, sustentando que sua atuação no STF garantirá a defesa da Constituição e da democracia.

 Diante de tamanha desconexão com a realidade jurídica, o Brasil que trabalha precisa rezar que o Senado cumpra seu papel e não aprove mais esse absurdo. Com o Senado que temos, infelizmente é o que nos resta.

Vicente Lino.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário