A justiça como ferramenta para a impunidade.
No Brasil é fácil perceber que as instâncias de controle operam em um circuito fechado de autoproteção No Caso do Banco Máster, a PGR que deveria acusar e o CNJ que deveria fiscalizar recuaram de suas atribuições e mandaram uma mensagem clara.
O judiciário pode fazer o que quiser. A partir daí foi criado o teatro da impunidade e a blindagem sistêmica. É um sistema de pesos e contrapesos transformado em um pacto de não agressão. O arquivamento de investigações sobre ministros do STF sob o argumento de "falta de competência" ou "ausência de ilicitude clara" confirma que suas excelências não querem a verdade.
A última instância decide sobre si mesma e os órgãos dependentes de indicações políticas decidem sobre seus indicados. A dúvida que deveria levar à investigação é usada como escudo para não investigar nada e o sigilo, que deveria proteger a integridade de provas é usado para impedir o escrutínio público. As instituições não se importam com a aparência de imparcialidade e, muito menos, em perder a autoridade moral.
Por isso mesmo, o cumprimento das leis para o cidadão comum passa a ser por medo da força, e não por respeito. Além disso, o sistema passa a tratar a indignação pública como "ameaça à democracia" ou "ataque ás instituições. Suas excelências não permitem as investigações e ainda usam o peso do Estado para silenciar quem denuncia esses absurdos.
Temos então, uma democracia onde o poder não encontra limites reais dentro de suas próprias instituições e uma blindagem que garante o conforto e a impunidade das autoridades.
Fomos abandonados à nossa própria sorte. Para os poderosos, a Justiça deixou de ser um ideal para se tornar uma ferramenta de proteção e impunidade.
Vicente
Lino


Nenhum comentário:
Postar um comentário