sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

 A caminhada de Nikolas Ferreira quer apenas justiça e liberdade.


A caminhada do deputado Nikolas Ferreira nos faz refletir sobre os motivos de tanta degradação institucional.

 No Congresso, temos a vergonhosa articulação do “Centrão” e da oposição para blindar as investigações sobre as roubalheiras no INSS e no Banco Master, onde a proteção de aliados se sobrepõe ao interesse público.

 As prisões e as absurdas condenações de inocentes não sensibilizaram o Congresso para a aprovação do projeto de anistia.

 No STF, Edson Fachin e Gilmar Mendes defendem Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do comprovado envolvimento de ambos no caso do Banco Master. Quando o cidadão sente que a verdade é deliberadamente ocultada para proteger poderosos, ele perde a fé nas leis, e o que resta é a caminhada heroica.

 Vale refletir também, sobre a responsabilidade do eleitor. Como o cidadão vota no Presidente, que indica os ministros, e nos senadores, que os sabatinam, o perfil da Suprema Corte acaba sendo um reflexo direto das escolhas feitas nas urnas.

 O erro de origem recai sobre quem indica e, também, sobre quem tem o poder de fiscalizar e corrigir rumos — algo em que o Poder Legislativo falha miseravelmente, ao ponto de os pedidos de impeachment dormirem nas gavetas empoeiradas do Presidente do Senado. Neste caso, não parece haver saída fácil para o eleitor.

 Um Judiciário sob suspeita e um sistema eleitoral questionado levam o Brasil a um caminho extremamente perigoso, que descamba para soluções "fora das quatro linhas" da Constituição. Nesta toada, a corrupção e a falta de punição continuam. 

O risco real é que, ao se fecharem todas as portas de correção democrática, o país acabe empurrado para rupturas que raramente trazem a normalidade pretendida, mas sim novos ciclos de violência institucional contra o cidadão que apenas luta por liberdade.

Vicente Lino.


 

 

 

 

 

 

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