A caminhada de Nikolas Ferreira quer apenas justiça e liberdade.
A
caminhada do deputado Nikolas Ferreira nos faz refletir sobre os motivos de
tanta degradação institucional.
No Congresso, temos a vergonhosa articulação do
“Centrão” e da oposição para blindar as investigações sobre as roubalheiras no
INSS e no Banco Master, onde a proteção de aliados se sobrepõe ao interesse
público.
As prisões e as absurdas condenações de inocentes não sensibilizaram o
Congresso para a aprovação do projeto de anistia.
No STF, Edson Fachin e Gilmar
Mendes defendem Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do comprovado envolvimento
de ambos no caso do Banco Master. Quando o cidadão sente que a verdade é
deliberadamente ocultada para proteger poderosos, ele perde a fé nas leis, e o
que resta é a caminhada heroica.
Vale refletir também, sobre a responsabilidade
do eleitor. Como o cidadão vota no Presidente, que indica os ministros, e nos
senadores, que os sabatinam, o perfil da Suprema Corte acaba sendo um reflexo
direto das escolhas feitas nas urnas.
O erro de origem recai sobre quem indica
e, também, sobre quem tem o poder de fiscalizar e corrigir rumos — algo em que
o Poder Legislativo falha miseravelmente, ao ponto de os pedidos de impeachment
dormirem nas gavetas empoeiradas do Presidente do Senado. Neste caso, não
parece haver saída fácil para o eleitor.
Um Judiciário sob suspeita e um
sistema eleitoral questionado levam o Brasil a um caminho extremamente
perigoso, que descamba para soluções "fora das quatro linhas" da
Constituição. Nesta toada, a corrupção e a falta de punição continuam.
O risco
real é que, ao se fecharem todas as portas de correção democrática, o país
acabe empurrado para rupturas que raramente trazem a normalidade pretendida,
mas sim novos ciclos de violência institucional contra o cidadão que apenas
luta por liberdade.
Vicente Lino.

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