terça-feira, 27 de janeiro de 2026

 A blindagem do ministro Dias Tofolli não convence a mais ninguém.




Quem acompanha o noticiário conhece as ações do ministro Dias Toffoli para blindar alvos de grande poder econômico e político, criando obstáculos ao avanço das apurações no nebuloso caso do Banco Master.

 O que vemos são manobras desenhadas para embaraçar investigações por meio do uso estratégico do sigilo. Quando a transparência é substituída pelo segredo, a democracia adoece. 
A medida que as investigações avançam percebe-se que o ministro tenta blindar a si próprio. Seu histórico não é nada recomendável: ao suspender multas bilionárias de empresas amigas ou viajar com advogados das partes, ele deixa de julgar para proteger.

 No caso do Banco Master, Toffoli iniciou o processo ignorando o foro adequado e concentrando as ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é uma forma de controlar o ritmo do processo e evitar decisões de juízes menos "alinhados" à cúpula de Brasília. Posteriormente, o ministro impôs sigilo absoluto ao processo, impedindo o escrutínio público e da imprensa sobre as conexões políticas da instituição. 

Vale lembrar que, no passado, ele já havia suspendido uma multa de R$ 10,3 bilhões da J&F, apesar de sua esposa, a advogada Roberta Rangel, prestar serviços jurídicos ao grupo. Além de ser o principal artífice da anulação de provas da Operação Lava Jato, o ministro recentemente despendeu R$ 550 mil de verba pública com seguranças enquanto descansava em um resort de luxo no Paraná. O Brasil que trabalha exige o resgate da ética, da transparência absoluta e do respeito ao dinheiro público.

 Precisamos de uma Justiça que não se esconda atrás de sigilos e de autoridades que não se calem diante de privilégios custeados pelos nossos impostos.

Vicente Lino.


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