A blindagem do ministro Dias Tofolli não convence a mais ninguém.
Quem
acompanha o noticiário conhece as ações do ministro Dias Toffoli para blindar
alvos de grande poder econômico e político, criando obstáculos ao avanço das
apurações no nebuloso caso do Banco Master.
O que vemos são manobras desenhadas
para embaraçar investigações por meio do uso estratégico do sigilo. Quando a
transparência é substituída pelo segredo, a democracia adoece.
A medida que as
investigações avançam percebe-se que o ministro tenta blindar a si próprio. Seu
histórico não é nada recomendável: ao suspender multas bilionárias de empresas
amigas ou viajar com advogados das partes, ele deixa de julgar para proteger.
No caso do Banco Master, Toffoli iniciou o processo ignorando o foro adequado e
concentrando as ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é uma forma de
controlar o ritmo do processo e evitar decisões de juízes menos
"alinhados" à cúpula de Brasília. Posteriormente, o ministro impôs
sigilo absoluto ao processo, impedindo o escrutínio público e da imprensa sobre
as conexões políticas da instituição.
Vale lembrar que, no passado, ele já
havia suspendido uma multa de R$ 10,3 bilhões da J&F, apesar de sua esposa,
a advogada Roberta Rangel, prestar serviços jurídicos ao grupo. Além de ser o
principal artífice da anulação de provas da Operação Lava Jato, o ministro
recentemente despendeu R$ 550 mil de verba pública com seguranças enquanto
descansava em um resort de luxo no Paraná. O Brasil que trabalha exige o
resgate da ética, da transparência absoluta e do respeito ao dinheiro público.
Precisamos de uma Justiça que não se esconda atrás de sigilos e de autoridades
que não se calem diante de privilégios custeados pelos nossos impostos.
Vicente Lino.
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