Intelectuais assinam documento que autoriza o arbítrio.
Dias
desses, um grupo de 15 intelectuais, ex-ministros e acadêmicos assinou um
manifesto em apoio à reeleição de Lula. Do governo, estão lá: Fernando Haddad,
Marina Silva, Geraldo Alckmin e Simone Tebet — o que não é novidade para
ninguém. Segundo eles, a reeleição de Lula oferece ao País melhores condições
para assegurar o equilíbrio institucional e preservar direitos e liberdades.
Afirmam também que adversários políticos, instituições públicas, universidades,
imprensa e organizações da sociedade civil não devem ser tratados como
inimigos. Para o grupo, o projeto de Flávio Bolsonaro poderia comprometer os
canais de diálogo com diferentes setores da sociedade. Vamos lá: sobre o
equilíbrio institucional, o grupo deve estar satisfeito com a absurda interferência
do STF no Congresso por meio de medidas monocráticas que deitam por terra
longos períodos de negociação, debates e aprovação de projetos derrubados com
uma única canetada.
Sobre a preservação de direitos e liberdades, o grupo deve
estar satisfeito com milhares de brasileiros presos, sem processo, sem
individualização de conduta e em foro inadequado. Não sei se isto significa
preservar direitos. A preservação de liberdades certamente não se refere a
Filipe Martins, preso por uma viagem que comprovadamente não fez, ou pela
prisão de outro inocente – Clésio Andrade que, sem ser ouvido e sem julgamento,
morreu na prisão sob a tutela do Estado. Tratam como inimigos o ex-deputado
Daniel Silveira e o ex-presidente Bolsonaro, fingindo se esquecer de que são
apenas adversários políticos — tanto que tiveram todos os seus direitos negados
e, até hoje, estão atrelados a tornozeleiras eletrônicas.
Documentos como esses
apoiam a monstruosidade que prende inocentes e leva dor e luto às famílias,
para depois se mancharem com a lama da corrupção.
Vicente Lino.
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