De um lado, o julgmento relâmpago; de outro, a espera sem fim.
A Polícia Federal (PF) pediu mais tempo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger. Com isso, após o fim do prazo inicial de 60 dias, as investigações sobre tráfico de influência em contratos com o poder público terão que esperar.
O episódio entre Alexandre de Moraes e Roberto Mantovani Filho, no Aeroporto Internacional de Roma, ocorreu em uma sexta-feira. Apenas quatro dias depois, a PF já cumpria mandados de busca e apreensão na casa do empresário, em Santa Bárbara d'Oeste. No entanto, agora a PF quer mais tempo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger.
O ex-deputado federal Daniel Silveira publicou um vídeo com críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 16 de fevereiro. No mesmo dia, às 23 horas, a Polícia Federal o prendeu por determinação de Alexandre de Moraes. Mas, para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger, a PF volta a pedir mais tempo.
Segundo os comandados de Andrei Rodrigues, “foram determinadas diversas diligências em prol da investigação, as quais ainda pendem de conclusão, notadamente em razão do exíguo lapso temporal transcorrido desde sua determinação”.
No dia 8 de janeiro de 2023, quando um grupo de pessoas invadiu os prédios públicos em Brasília, cerca de 240 pessoas foram presas na mesma tarde. Na manhã do dia 9, aproximadamente 1.900 pessoas foram detidas. Contudo, a PF de Andrei Rodrigues e Fabio Shor acaba de informar que, para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger, “mostra-se necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso”.
Para a cassação de Deltan Dallagnol, eleito o deputado federal mais votado da história do Paraná, a leitura do voto do relator, ministro Benedito Gonçalves, durou cerca de 1 hora e 30 minutos, e a votação dos outros seis ministros levou exatamente 1 minuto e 6 segundos.
Mesmo assim, a PF pede mais prazo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger. No futuro, talvez os historiadores consigam explicar por que descemos a tamanha profundidade.
Vicente Lino.


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