Escândalo Explosivo.
New York Times.
O New York Times chamou de “escândalo explosivo”. E não
exagerou.
Alexandre de Moraes está no centro de uma crise institucional
sem precedentes no Brasil.
Relatório da Polícia Federal, agora público, mostra que o
ministro do STF manteve contato intenso com Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro
preso por um esquema de fraude bilionária no Banco Master.
Não foi um contato qualquer.
Vorcaro tinha o número de Moraes salvo como “Alexandre de
Moraes BRASILIA”. Enviou dezenas de mensagens. Dois dias antes de ser preso no
aeroporto tentando fugir do país, perguntou direto:
“Acha que segunda já tenho que estar fora? ”
Pediu para o ministro interceder com o diretor da PF e com o
procurador-geral da República. Falou em “bloquear” a operação. Disse que tinha
“gratidão da minha vida” e que sua família, funcionários e parceiros tinham
“dívida de vida” com Moraes e a família dele.
Houve encontros. Vários. Em residências. O relatório aponta
pelo menos seis a oito reuniões.
E tem o contrato: o escritório da esposa de Moraes fechou R$
130 milhões com o banco de Vorcaro. A PF diz que o próprio ministro analisou e
fez alterações no contrato.
Moraes nega. Diz que as mensagens não eram para ele. Que a
análise técnica não bate. Mas as mensagens existem. Os encontros existem. O
contrato existe. A gratidão existe. A pergunta sobre fuga existe.
Enquanto isso, Vorcaro está preso. Moraes continua no
Supremo, julgando os outros.
O NYT foi claro: o escândalo energizou a direita e deu força
a Flávio Bolsonaro contra Lula. Porque o país cansou de ver o mesmo filme.
O banqueiro que quebrou o banco está na cadeia.
Quem deveria estar na cadeia é Alexandre de Moraes.
New York Times


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