MPE faz defesa incontestável da elegibilidade de Deltan Dallagnol.
Nas
eleições de 2022, Deltan Dallagnol foi eleito deputado federal pelo Paraná com
a maior votação do estado. No entanto, o ministro Benedito Gonçalves, do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entendeu que Dallagnol cometeu fraude à lei
por ter pedido exoneração do Ministério Público Federal preocupado com futuros
Processos Administrativos Disciplinares (PADs).
Por essa razão, o TSE utilizou
uma verdadeira "bola de cristal" e decidiu cassar os votos de quase
345 mil eleitores. A decisão reverteu o entendimento do Tribunal Regional
Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e contrariou o parecer da Procuradoria-Geral
Eleitoral (PGE). Agora, Dallagnol é novamente pré-candidato pelo Paraná e
lidera as pesquisas de intenção de voto para o Senado. Como de costume, a
federação formada por PT, PCdoB e PV busca evitar sua vitória e ingressou com
uma ação tentando torná-lo inelegível mais uma vez.
Por enquanto, Dallagnol
obteve uma vitória importante para disputar a vaga ao Senado Um parecer do
Ministério Público Eleitoral (MPE) do estado defendeu a sua elegibilidade e
ainda evidenciou o caráter questionável da decisão do TSE em 2023. Todas as
teses da oposição foram rebatidas pelo procurador regional eleitoral Marcelo
Godoy que ainda enfrentou o malabarismo jurídico a que os ministros do TSE
recorreram para cassar o mandato de Dallagnol.
A Lei da Ficha Limpa estabelece
que se tornam inelegíveis apenas os membros do Ministério Público que se
exoneram na pendência de processo administrativo disciplinar. Como não havia
nenhum PAD aberto contra Dallagnol, a Corte Superior, usando bola de cristal,
presumiu que sua saída visava antecipar-se a eventuais procedimentos futuros.
Resta esperar que a Justiça Eleitoral não reitere o entendimento para afastar
Dallagnol das urnas e frustrar a vontade do eleitorado.
Vicente Lino.


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