sexta-feira, 31 de julho de 2026

 Os Reais Motivos das Tarifas Americanas   sobre os Produtos   Brasileiros.


Os Estados Unidos acabam de impor uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Lula e seu entorno tentam culpar meio mundo, fingindo não saber que a questão vai muito além de disputas políticas superficiais ou bodes expiatórios isolados. Não querem olhar para a postura ideológica do atual governo brasileiro, que impacta diretamente a relação com os americanos. 

O Brasil deu as costas quando o governo dos EUA manifestou claro esgotamento com o que considera uma interferência excessiva do Judiciário brasileiro. Vimos decisões judiciais que determinaram a derrubada de perfis e conteúdos em redes sociais americanas — medidas que foram vistas como ataques diretos à liberdade de expressão e aos interesses econômicos de empresas dos EUA. Vimos, também, a interferência em contratos privados e a fragilidade na proteção da propriedade intelectual gerarem desconfiança em investidores estrangeiros.

 Paralelamente, os EUA apontavam a existência de tarifas consideradas “desleais e preferenciais” pelo Brasil, criadas para dificultar a entrada de produtos americanos. Não há quem não tenha visto a postura e os pronunciamentos do presidente Lula refletindo uma guinada ideológica que afasta o Brasil das democracias liberais ocidentais.

 O governo Lula adotou uma retórica frequentemente crítica aos EUA e mais alinhada a blocos alternativos. Por isso, agora Washington utiliza as tarifas como uma ferramenta de pressão pragmática para forçar mudanças de comportamento, assim como fez com a China e a Índia. Longe de ser um protecionismo cego, a medida é uma resposta institucional firme. 

Ao priorizar a ideologia em detrimento do pragmatismo comercial, o atual governo brasileiro acaba gerando consequências severas para a economia nacional, sendo o cidadão e o produtor brasileiro os que, no final, pagam a conta dessa incoerência diplomática.

 Mais uma vez, o governo erra feio e, mais uma vez, não assume a responsabilidade pelo erro.

  Vicente Lino.



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