O direito de escolher o futuro dos filhos.
No
Brasil, os pais que praticam ensino domiciliar estão sendo multados, processados.
O STF entende que, na ausência de lei, a obrigatoriedade da matrícula na escola
prevalece, resultando em multas que podem atingir R$ 100 mil reais. O debate
sobre o ensino domiciliar e as escolas cívico-militares parece sempre esbarrar
no mesmo muro: o da ideologia que busca o monopólio das ideias.
Enquanto o
Estado e a academia se ocupam em barrar alternativas pedagógicas, o Brasil
continua amargando as últimas posições em exames internacionais. Gastamos com
educação um percentual do PIB digno de países desenvolvidos, para colher notas
baixas e, por causa disso, baixa produtividade e uma estagnação econômica que
parece não ter fim.
Como se sabe, o modelo atual, que domina as salas de aula
há quase meio século, foca mais na militância do que no aprendizado técnico.
Quando se propõe uma alternativa, como o sistema de vouchers — onde o dinheiro
seguiria o aluno e não a burocracia estatal, permitindo que os pais escolhessem
a escola mais adequada — a resistência é imediata.
Dizem que é para proteger o
sistema público, mas não se protege o futuro da criança presa a um modelo que
não ensina sequer o básico. O governo tenta remediar com "bolsas" o
que o sistema de ensino falhou em construir: a independência e a capacidade de
produzir riqueza. Bloqueiam-se as escolas cívico-militares por questões
conceituais, enquanto as famílias clamam por disciplina e segurança para que
seus filhos possam, ao menos, estudar em paz.
Escrevo e falo hoje pensando nos
meus bisnetos. Que eles não precisem herdar um país que prefere ter razão na
teoria a ter sucesso na prática. É preciso coragem para romper esse monopólio e
devolver aos pais o direito de escolher o futuro de seus filhos.
Vicente
Lino.


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