Lula abre a caçada aos policiais que acusaram Jaques Wagner.
Ela
veio depois de articulações entre Lula e Andrei Rodrigues, seu ex-chefe de
segurança e atual chefe da parcela da Polícia Federal a serviço da ditadura. O
alvo é toda “a outra” Polícia Federal que continua atuando a favor do Brasil e
da Justiça, e não o esquema da ditadura. A execução ficou por conta do
Ministério da Justiça.
O
disfarce, que não enganou ninguém, foi uma “determinação para que todos os
órgãos do Poder Judiciário devolvam os policiais federais cedidos para auxiliar
magistrados”, com um discurso que afirma exatamente o contrário da verdade,
como é padrão na ditadura lulista: “para reforçar o combate ao crime
organizado”.
Nada!
O
objetivo de urgência era atingir um sujeito, primeiro. E mais outro indivíduo
agora. E como na ditadura lulista nada se perde, tudo se transforma,
aproveitaram para acabar de vez com “a outra Polícia Federal” que está fora do
alcance do ex-guarda-costas Rodrigues.
A
convocação de policiais específicos teve início no fim de abril. Foram enviados
100 pedidos de retorno, alcançando mais de 50 órgãos da administração pública
direta e indireta federal, estadual e municipal”, mas o objetivo era fuzilar o
delegado que chefiava as investigações da roubalheira do INSS e pediu a quebra
do sigilo de Lulinha. Depois de ter coordenado toda a investigação, ele foi
retirado do caso.
Quarta-feira
passada, 17/6, uma nova leva de ofícios disparados contra órgãos do Judiciário
foi assinada pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges
e enviados.
O
alvo, desta vez, segundo os próprios delegados da Polícia Federal ainda a
serviço do Brasil e da Justiça, é o delegado Thiago Marcantonio, que assessora
o ministro André Mendonça nos inquéritos sobre desvios em aposentadorias do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no de fraudes do Banco Master. No
passado, Marcantonio também atuou na Lava Jato, o que o torna ainda mais
detestado pelo governo dos descondenados.
Fernão Lara Mesquita


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