segunda-feira, 29 de junho de 2026

 Sete apontamentos sobre por que o Brasil   não vai pra frente.

 Marcos Prado Troyjo.






 7 Apontamentos sobre o peso dos impostos no Brasil

Corrosão da competitividade do País em comparação a outras Economias Emergentes:

I) Entre as principais economias emergentes, o Brasil figura como país de maior carga tributária como percentual do PIB. Em anos recentes, o quadro tem se agravado mediante a criação de novos impostos e o aumento do apetite arrecadatório.

II) Uma comparação aproximada com base em dados recentes sujeitos a pequenas variações anuais mostra:

País Carga tributária (% do PIB)

Brasil ➡ 32%–34%

África do Sul ➡ 25%–27%

Argentina ➡ 24%–29%

Turquia ➡ 23%–25%

China ➡ 20%–22%

Rússia ➡ 18%–20%

Índia ➡ 17%–19%

Indonésia ➡ 10%–12%

México ➡ 16%–18%

III) Entre os grandes emergentes (BRICS, G20 emergentes e principais mercados emergentes), o ranking costuma ser:

Brasil

Argentina

África do Sul

Turquia

China

IV) O caso brasileiro é particularmente singular. Sua carga tributária é semelhante à de vários países desenvolvidos da OCDE, mas sua renda per capita ainda é típica de uma economia emergente.

V) Em outras palavras, o Brasil arrecada como um país relativamente rico, mas possui um nível de renda muito inferior ao de economias avançadas. Para colocar em perspectiva:

Brasil: cerca de 33% do PIB.

EUA: cerca de 26%–27% do PIB.

Coreia do Sul: cerca de 29% do PIB.

China: cerca de 21% do PIB.

Índia: cerca de 18% do PIB.

VI) Por isso, em debates sobre competitividade internacional, Marcos Troyjo frequentemente observa que o Brasil enfrenta um desafio raro: combinar uma carga tributária próxima à de economias desenvolvidas com níveis de produtividade, infraestrutura e renda ainda característicos de um país emergente.

VII) Isso ajuda a explicar por que o custo Brasil continua sendo um tema central para investidores e exportadores, bem como as razões pelas quais tantas empresas optam por estabelecer operações em outros países.

*Compilação a partir de dados disponíveis para consulta pública em OECD Revenue Statistics e World Bank Data.

Marcos Troyjo é um economista, cientista político, diplomata e escritor brasileiro. Foi presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — o Banco dos BRICS, com sede em Xangai —, além de ter atuado como Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia.



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